<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380</id><updated>2012-02-05T15:35:16.861-08:00</updated><title type='text'>TARDES POÉTICAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4739357049817326213</id><published>2012-02-05T13:56:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T13:56:39.414-08:00</updated><title type='text'>MAMOEL DE BARROS - PAIXÃO PELA PALAVRA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8cLt1Baxx9A/Ty769OiaJmI/AAAAAAAAAPk/I01Diac4-fQ/s1600/Manoel-de-Barros%2B%25282%2Bboa%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="283" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-8cLt1Baxx9A/Ty769OiaJmI/AAAAAAAAAPk/I01Diac4-fQ/s400/Manoel-de-Barros%2B%25282%2Bboa%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando". Manoel de Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com oito anos foi para o colégio interno em Campo Grande, e depois no Rio de Janeiro. Não gostava de estudar até descobrir os livros do padre Antônio Vieira: "A frase para ele era mais importante que a verdade, mais importante que a sua própria fé. O que importava era a estética, o alcance plástico. Foi quando percebi que o poeta não tem compromisso com a verdade, mas com a verossimilhança." Um bom exemplo disso está num verso de Manoel que afirma que "a quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso." E quem pode garantir que não é? "Descobri que servia era pra aquilo: Ter orgasmo com as palavras." Dez anos de internato lhe ensinaram a disciplina e os clássicos a rebeldia da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sentido total de liberdade veio com "Une Saison en Enfer" de Arthur Rimbaud (1854-1871), logo que deixou o colégio. Foi quando soube que o poeta podia misturar todos os sentidos. Conheceu pessoas engajadas na política, leu Marx e entrou para a Juventude Comunista. Seu primeiro livro, aos 18 anos, não foi publicado, mas salvou-o da prisão. Havia pichado "Viva o comunismo" numa estátua, e a polícia foi buscá-lo na pensão onde morava. A dona da pensão pediu para não levar o menino, que havia até escrito um livro. O policial pediu para ver, e viu o título: "Nossa Senhora de Minha Escuridão". Deixou o menino e levou a brochura, único exemplar que o poeta perdeu para ganhar a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando seu líder Luiz Carlos Prestes foi solto, depois de dez anos de prisão, Manoel esperava que ele tomasse uma atitude contra o que os jornais comunistas chamavam de "o governo assassino de Getúlio Vargas." Foi, ansioso, ouvi-lo no Largo do Machado, no Rio. E nunca mais se esqueceu: "Quando escutei o discurso apoiando Getúlio — o mesmo Getúlio que havia entregue sua mulher, Olga Benário, aos nazistas — não agüentei. Sentei na calçada e chorei. Saí andando sem rumo, desconsolado. Rompi definitivamente com o Partido e fui para o Pantanal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nova York, onde morou um ano,fez curso sobre cinema e sobre pintura no Museu de Arte Moderna. Pintores como Picasso, Chagall, Miró, Van Gogh, Braque reforçavam seu sentido de liberdade. Entendeu então que a arte moderna veio resgatar a diferença, permitindo que "uma árvore não seja mais apenas um retrato fiel da natureza: pode ser fustigada por vendavais ou exuberante como um sorriso de noiva" e percebeu que "os delírios são reais em Guernica, de Picasso". Sua poesia já se alimentava de imagens, de quadros e de filmes. Chaplin o encanta por sua despreocupação com a linearidade. Para Manoel, os poetas da imagem são Federico Fellini, Akira Kurosawa, Luis Buñuel ("no qual as evidências não interessam") e, entre os mais novos, o americano Jim Jarmusch. Até hoje se confessa um "...'vedor' de cinema. Mas numa tela grande, sala escura e gente quieta do meu lado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior riqueza do homem&lt;br /&gt;é a sua incompletude.&lt;br /&gt;Nesse ponto sou abastado.&lt;br /&gt;Palavras que me aceitam como&lt;br /&gt;sou - eu não aceito.&lt;br /&gt;Não agüento ser apenas um&lt;br /&gt;sujeito que abre&lt;br /&gt;portas, que puxa válvulas,&lt;br /&gt;que olha o relógio, que&lt;br /&gt;compra pão às 6 horas da tarde,&lt;br /&gt;que vai lá fora,&lt;br /&gt;que aponta lápis,&lt;br /&gt;que vê a uva etc. etc.&lt;br /&gt;Perdoai&lt;br /&gt;Mas eu preciso ser Outros.&lt;br /&gt;Eu penso renovar o homem&lt;br /&gt;usando borboletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal : &lt;br /&gt;Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. &lt;br /&gt;Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada&lt;br /&gt;de "O Guardador de Águas" &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho bens de acontecimentos.&lt;br /&gt;O que não sei fazer desconto nas palavras.&lt;br /&gt;Entesouro frases. Por exemplo:&lt;br /&gt;- Imagens são palavras que nos faltaram.&lt;br /&gt;- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.&lt;br /&gt;- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.&lt;br /&gt;Ai frases de pensar!&lt;br /&gt;Pensar é uma pedreira. Estou sendo.&lt;br /&gt;Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)&lt;br /&gt;Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.&lt;br /&gt;Outras de palavras.&lt;br /&gt;Poetas e tontos se compõem com palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Todos os caminhos - nenhum caminho&lt;br /&gt;Muitos caminhos - nenhum caminho&lt;br /&gt;Nenhum caminho - a maldição dos poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Chove torto no vão das árvores.&lt;br /&gt;Chove nos pássaros e nas pedras.&lt;br /&gt;O rio ficou de pé e me olha pelos vidros.&lt;br /&gt;Alcanço com as mãos o cheiro dos telhados.&lt;br /&gt;Crianças fugindo das águas&lt;br /&gt;Se esconderam na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baratas passeiam nas formas de bolo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa tem um dono em letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele está pensando -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no silêncio Iíquido&lt;br /&gt;com que as águas escurecem as pedras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tordo avisou que é março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Alfama é uma palavra escura e de olhos baixos.&lt;br /&gt;Ela pode ser o germe de uma apagada existência.&lt;br /&gt;Só trolhas e andarilhos poderão achá-la.&lt;br /&gt;Palavras têm espessuras várias: vou-lhes ao nu, ao&lt;br /&gt;fóssil, ao ouro que trazem da boca do chão.&lt;br /&gt;Andei nas pedras negras de Alfama.&lt;br /&gt;Errante e preso por uma fonte recôndita.&lt;br /&gt;Sob aqueles sobrados sujos vi os arcanos com flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Escrever nem uma coisa Nem outra -&lt;br /&gt;A fim de dizer todas&lt;br /&gt;Ou, pelo menos, nenhumas.&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;Ao poeta faz bem&lt;br /&gt;Desexplicar -&lt;br /&gt;Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;No que o homem se torne coisal,&lt;br /&gt;corrompem-se nele os veios comuns do entendimento.&lt;br /&gt;Um subtexto se aloja.&lt;br /&gt;Instala-se uma agramaticalidade quase insana, &lt;br /&gt;que empoema o sentido das palavras.&lt;br /&gt;Aflora uma linguagem de defloramentos, um inauguramento de falas&lt;br /&gt;Coisa tão velha como andar a pé&lt;br /&gt;Esses vareios do dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.&lt;br /&gt;Há que se dar um gosto incasto aos termos.&lt;br /&gt;Haver com eles um relacionamento voluptuoso.&lt;br /&gt;Talvez corrompê-los até a quimera.&lt;br /&gt;Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.&lt;br /&gt;Não existir mais rei nem regências.&lt;br /&gt;Uma certa luxúria com a liberdade convém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;Nas Metamorfoses, em 240 fábulas,&lt;br /&gt;Ovídio mostra seres humanos transformados &lt;br /&gt;em pedras vegetais bichos coisas&lt;br /&gt;Um novo estágio seria que os entes já transformados&lt;br /&gt;falassem um dialeto coisal, larval,&lt;br /&gt;pedral, etc.&lt;br /&gt;Nasceria uma linguagem madruguenta, adâmica, edênica, inaugural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que os poetas aprenderiam -&lt;br /&gt;desde que voltassem às crianças que foram&lt;br /&gt;às rãs que foram&lt;br /&gt;às pedras que foram.&lt;br /&gt;Para voltar à infância, os poetas precisariam também de reaprender a errar&lt;br /&gt;a língua.&lt;br /&gt;Mas esse é um convite à ignorância? A enfiar o idioma nos mosquitos?&lt;br /&gt;Seria uma demência peregrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;Eu sou o medo da lucidez&lt;br /&gt;Choveu na palavra onde eu estava.&lt;br /&gt;Eu via a natureza como quem a veste.&lt;br /&gt;Eu me fechava com espumas.&lt;br /&gt;Formigas vesúvias dormiam por baixo de trampas.&lt;br /&gt;Peguei umas idéias com as mãos - como a peixes.&lt;br /&gt;Nem era muito que eu me arrumasse por versos.&lt;br /&gt;Aquele arame do horizonte&lt;br /&gt;Que separava o morro do céu estava rubro.&lt;br /&gt;Um rengo estacionou entre duas frases.&lt;br /&gt;Uma descor&lt;br /&gt;Quase uma ilação do branco.&lt;br /&gt;Tinha um palor atormentado a hora.&lt;br /&gt;O pato dejetava liquidamente ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma Didática da Invenção&lt;br /&gt;do "O Livro das Ignorãnças" ed. Civilização Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:&lt;br /&gt;a) Que o esplendor da manhã não se abre com&lt;br /&gt;faca&lt;br /&gt;b) 0 modo como as violetas preparam o dia&lt;br /&gt;para morrer&lt;br /&gt;c) Por que é que as borboletas de tarjas&lt;br /&gt;vermelhas têm devoção por túmulos&lt;br /&gt;d) Se o homem que toca de tarde sua existência&lt;br /&gt;num fagote, tem salvação&lt;br /&gt;e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega &lt;br /&gt;mais ternura que um rio que flui entre 2&lt;br /&gt;lagartos&lt;br /&gt;f) Como pegar na voz de um peixe&lt;br /&gt;g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.&lt;br /&gt;Etc.&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV &lt;br /&gt;No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava&lt;br /&gt;escrito:&lt;br /&gt;Poesia é quando a tarde está competente para&lt;br /&gt;Dálias.&lt;br /&gt;É quando&lt;br /&gt;Ao lado de um pardal o dia dorme antes.&lt;br /&gt;Quando o homem faz sua primeira lagartixa&lt;br /&gt;É quando um trevo assume a noite&lt;br /&gt;E um sapo engole as auroras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX &lt;br /&gt;Para entrar em estado de árvore é preciso&lt;br /&gt;partir de um torpor animal de lagarto às&lt;br /&gt;3 horas da tarde, no mês de agosto.&lt;br /&gt;Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer&lt;br /&gt;em nossa boca.&lt;br /&gt;Sofreremos alguma decomposição lírica até&lt;br /&gt;o mato sair na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu desenho o cheiro das árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa&lt;br /&gt;era a imagem de um vidro mole que fazia uma&lt;br /&gt;volta atrás de casa.&lt;br /&gt;Passou um homem depois e disse: Essa volta&lt;br /&gt;que o rio faz por trás de sua casa se chama&lt;br /&gt;enseada.&lt;br /&gt;Não era mais a imagem de uma cobra de vidro&lt;br /&gt;que fazia uma volta atrás de casa.&lt;br /&gt;Era uma enseada.&lt;br /&gt;Acho que o nome empobreceu a imagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mundo Pequeno&lt;br /&gt;do livro "O Livro das Ignorãças" - ed. Civilização Brasileira.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I &lt;br /&gt;O mundo meu é pequeno, Senhor.&lt;br /&gt;Tem um rio e um pouco de árvores.&lt;br /&gt;Nossa casa foi feita de costas para o rio.&lt;br /&gt;Formigas recortam roseiras da avó.&lt;br /&gt;Nos fundos do quintal há um menino e suas latas&lt;br /&gt;maravilhosas.&lt;br /&gt;Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas&lt;br /&gt;com aves.&lt;br /&gt;Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os&lt;br /&gt;besouros pensam que estão no incêndio.&lt;br /&gt;Quando o rio está começando um peixe,&lt;br /&gt;Ele me coisa&lt;br /&gt;Ele me rã&lt;br /&gt;Ele me árvore.&lt;br /&gt;De tarde um velho tocará sua flauta para inverter&lt;br /&gt;os ocasos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Conheço de palma os dementes de rio.&lt;br /&gt;Fui amigo do Bugre Felisdônio, de Ignácio Rayzama&lt;br /&gt;e de Rogaciano.&lt;br /&gt;Todos catavam pregos na beira do rio para enfiar&lt;br /&gt;no horizonte.&lt;br /&gt;Um dia encontrei Felisdônio comendo papel nas ruas&lt;br /&gt;de Corumbá.&lt;br /&gt;Me disse que as coisas que não existem são mais&lt;br /&gt;bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Caçador, nos barrancos, de rãs entardecidas,&lt;br /&gt;Sombra-Boa entardece. Caminha sobre estratos&lt;br /&gt;de um mar extinto. Caminha sobre as conchas&lt;br /&gt;dos caracóis da terra. Certa vez encontrou uma&lt;br /&gt;voz sem boca. Era uma voz pequena e azul. Não&lt;br /&gt;tinha boca mesmo. "Sonora voz de uma concha",&lt;br /&gt;ele disse. Sombra-Boa ainda ouve nestes lugares&lt;br /&gt;conversamentos de gaivotas. E passam navios&lt;br /&gt;caranguejeiros por ele, carregados de lodo.&lt;br /&gt;Sombra-Boa tem hora que entra em pura&lt;br /&gt;decomposição lírica: "Aromas de tomilhos dementam&lt;br /&gt;cigarras." Conversava em Guató, em Português, e em&lt;br /&gt;Pássaro.&lt;br /&gt;Me disse em Iíngua-pássaro: "Anhumas premunem&lt;br /&gt;mulheres grávidas, 3 dias antes do inturgescer".&lt;br /&gt;Sombra-Boa ainda fala de suas descobertas:&lt;br /&gt;"Borboletas de franjas amarelas são fascinadas&lt;br /&gt;por dejectos." Foi sempre um ente abençoado a&lt;br /&gt;garças. Nascera engrandecido de nadezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas&lt;br /&gt;leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.&lt;br /&gt;Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.&lt;br /&gt;Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.&lt;br /&gt;- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.&lt;br /&gt;Ele fez um limpamento em meus receios.&lt;br /&gt;O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,&lt;br /&gt;pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...&lt;br /&gt;E se riu.&lt;br /&gt;Você não é de bugre? - ele continuou.&lt;br /&gt;Que sim, eu respondi.&lt;br /&gt;Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -&lt;br /&gt;Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.&lt;br /&gt;Há que apenas saber errar bem o seu idioma.&lt;br /&gt;Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de&lt;br /&gt;gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;Toda vez que encontro uma parede&lt;br /&gt;ela me entrega às suas lesmas.&lt;br /&gt;Não sei se isso é uma repetição de mim ou das lesmas.&lt;br /&gt;Não sei se isso é uma repetição das paredes ou de mim.&lt;br /&gt;Estarei incluído nas lesmas ou nas paredes?&lt;br /&gt;Parece que lesma só é uma divulgação de mim.&lt;br /&gt;Penso que dentro de minha casca&lt;br /&gt;não tem um bicho:&lt;br /&gt;Tem um silêncio feroz.&lt;br /&gt;Estico a timidez da minha lesma até gozar na pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jô A. Ramos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4739357049817326213?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4739357049817326213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2012/02/mamoel-de-barros-paixao-pela-palavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4739357049817326213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4739357049817326213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2012/02/mamoel-de-barros-paixao-pela-palavra.html' title='MAMOEL DE BARROS - PAIXÃO PELA PALAVRA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8cLt1Baxx9A/Ty769OiaJmI/AAAAAAAAAPk/I01Diac4-fQ/s72-c/Manoel-de-Barros%2B%25282%2Bboa%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-6212288191557353297</id><published>2011-12-22T10:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T10:00:01.626-08:00</updated><title type='text'>RECEITA DE ANO NOVO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--7f-NNzpBo8/TvNvtBQUu4I/AAAAAAAAAPY/3I2c3nrNWDA/s1600/drummond-lendo-carlos%2B2.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="253" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/--7f-NNzpBo8/TvNvtBQUu4I/AAAAAAAAAPY/3I2c3nrNWDA/s400/drummond-lendo-carlos%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para você ganhar&lt;br /&gt;um belíssimo Ano Novo cor de arco-íris,&lt;br /&gt;ou da cor da sua paz, &lt;br /&gt;Ano Novo sem comparação&lt;br /&gt;como todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;(mal vivido ou talvez sem sentido) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,&lt;br /&gt;remendado às carreiras,&lt;br /&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, &lt;br /&gt;novo até no coração das coisas menos percebidas &lt;br /&gt;(a começar pelo seu interior) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novo espontâneo,&lt;br /&gt;que de tão perfeito nem se nota, &lt;br /&gt;mas com ele se come, se passeia, se ama, &lt;br /&gt;se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;não precisa expedir nem receber mensagens&lt;br /&gt;(planta recebe mensagens? passa telegramas?). &lt;br /&gt;Não precisa fazer lista de boas intenções&lt;br /&gt;para arquivá-las na gaveta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa chorar de arrependido &lt;br /&gt;pelas besteiras consumadas &lt;br /&gt;nem parvamente acreditar que por decreto da esperança &lt;br /&gt;a partir de janeiro as coisas mudem &lt;br /&gt;e seja tudo claridade, recompensa, justiça &lt;br /&gt;entre os homens e as nações, &lt;br /&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, &lt;br /&gt;direitos respeitados, &lt;br /&gt;começando pelo direito augusto de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,&lt;br /&gt;você, meu caro, &lt;br /&gt;tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;tem de fazê-lo de novo, &lt;br /&gt;eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;mas tente, &lt;br /&gt;experimente, consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dentro de você &lt;br /&gt;que o Ano Novo cochila &lt;br /&gt;e espera &lt;br /&gt;desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-6212288191557353297?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/6212288191557353297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/12/receita-de-ano-novo-carlos-drummond-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6212288191557353297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6212288191557353297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/12/receita-de-ano-novo-carlos-drummond-de.html' title='RECEITA DE ANO NOVO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--7f-NNzpBo8/TvNvtBQUu4I/AAAAAAAAAPY/3I2c3nrNWDA/s72-c/drummond-lendo-carlos%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1039969937359382378</id><published>2011-12-13T12:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T12:19:18.583-08:00</updated><title type='text'>Ana Cristina César - A Ponto de Partir</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iplEW4VDR6Y/TuezPJD6-zI/AAAAAAAAAPM/CBojCS7lg4g/s1600/ana-cristina-cesar%2B3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="350" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-iplEW4VDR6Y/TuezPJD6-zI/AAAAAAAAAPM/CBojCS7lg4g/s400/ana-cristina-cesar%2B3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cristina Cruz César, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de junho de 1952, tendo, desde cedo, demonstrado talento e gosto pela arte de escrever.  Já em 1959, tinha as primeiras poesias publicadas no “Suplemento Literário” da “Tribuna da Imprensa”.  Foi Licenciada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1975, obtendo o grau de Mestre em Comunicação, pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1979 e Master of Arts in Theory and Practice of Literary Translation, pela Essex University, na Inglaterra em 1980. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SxrA524Zfoo/TuevHdalNVI/AAAAAAAAAO0/oKeKn1zxKNk/s1600/ana%2Bcristina%2Bc%25C3%25A9sar%2B1.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="177" width="284" src="http://4.bp.blogspot.com/-SxrA524Zfoo/TuevHdalNVI/AAAAAAAAAO0/oKeKn1zxKNk/s400/ana%2Bcristina%2Bc%25C3%25A9sar%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além de suas inumeráveis poesias e cartas, escreveu para diversos jornais e revistas e traduziu diversos autores estrangeiros. Suicidou-se em 29 de outubro de 1983, aos 31 anos. Viveu entre Niterói, Copacabana e  Londres onde residiu por algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FEVEREIRO&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando desisto é que surges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando ruges é que caio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desmaio é que corres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando desmaio me acho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando calo me curas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se te misturo me perco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(assobia!) &lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Noite Carioca &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo de surdos, não: amistoso no frio. &lt;br /&gt;Atravanco na contramão. Suspiros no  &lt;br /&gt;contrafluxo. Te apresento a mulher mais discreta &lt;br /&gt;do mundo: essa que não tem nenhum segredo.&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é muito claro &lt;br /&gt;amor &lt;br /&gt;bateu &lt;br /&gt;para ficar &lt;br /&gt;nesta varanda descoberta &lt;br /&gt;a anoitecer sobre a cidade &lt;br /&gt;em construção &lt;br /&gt;sobre a pequena constrição &lt;br /&gt;no teu peito &lt;br /&gt;angústia de felicidade &lt;br /&gt;luzes de automóveis &lt;br /&gt;riscando o tempo  &lt;br /&gt;canteiros de obras &lt;br /&gt;em repouso &lt;br /&gt;recuo súbito da trama &lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Homem Público N. 1 (Antologia) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde aprendi &lt;br /&gt;bom mesmo  &lt;br /&gt;é dar a alma como lavada. &lt;br /&gt;Não há razão  &lt;br /&gt;para conservar &lt;br /&gt;este fiapo de noite velha. &lt;br /&gt;Que significa isso? &lt;br /&gt;Há uma fita  &lt;br /&gt;que vai sendo cortada &lt;br /&gt;deixando uma sombra  &lt;br /&gt;no papel. &lt;br /&gt;Discursos detonam. &lt;br /&gt;Não sou eu que estou ali &lt;br /&gt;de roupa escura &lt;br /&gt;sorrindo ou fingindo &lt;br /&gt;ouvir. &lt;br /&gt;No entanto &lt;br /&gt;também escrevi coisas assim, &lt;br /&gt;para pessoas que nem sei mais &lt;br /&gt;quem são, &lt;br /&gt;de uma doçura &lt;br /&gt;venenosa &lt;br /&gt;de tão funda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fagulha &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri curiosa&lt;br /&gt;o céu.&lt;br /&gt;Assim, afastando de leve as cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria entrar,&lt;br /&gt;coração ante coração,&lt;br /&gt;inteiriça&lt;br /&gt;ou pelo menos mover-me um pouco,&lt;br /&gt;com aquela parcimônia que caracterizava&lt;br /&gt;as agitações me chamando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria até mesmo&lt;br /&gt;saber ver,&lt;br /&gt;e num movimento redondo&lt;br /&gt;como as ondas&lt;br /&gt;que me circundavam, invisíveis,&lt;br /&gt;abraçar com as retinas&lt;br /&gt;cada pedacinho de matéria viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;(só)&lt;br /&gt;perceber o invislumbrável&lt;br /&gt;no levíssimo que sobrevoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;apanhar uma braçada&lt;br /&gt;do infinito em luz que a mim se misturava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;captar o impercebido&lt;br /&gt;nos momentos mínimos do espaço&lt;br /&gt;nu e cheio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;ao menos manter descerradas as cortinas&lt;br /&gt;na impossibilidade de tangê-las&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia&lt;br /&gt;que virar pelo avesso&lt;br /&gt;era uma experiência mortal.&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Ponto de Partir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponto de &lt;br /&gt;partir, já sei &lt;br /&gt;que nossos olhos &lt;br /&gt;sorriam para sempre &lt;br /&gt;na distância. &lt;br /&gt;Parece pouco? &lt;br /&gt;Chão de sal grosso, e ouro que se racha. &lt;br /&gt;A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância. &lt;br /&gt;Lentes escuríssimas sob os pilotis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1039969937359382378?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1039969937359382378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/12/ana-cristina-cesar-ponto-de-partir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1039969937359382378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1039969937359382378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/12/ana-cristina-cesar-ponto-de-partir.html' title='Ana Cristina César - A Ponto de Partir'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iplEW4VDR6Y/TuezPJD6-zI/AAAAAAAAAPM/CBojCS7lg4g/s72-c/ana-cristina-cesar%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-902259735319653585</id><published>2011-10-19T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T12:15:59.265-07:00</updated><title type='text'>Luiz Tatit - Felicidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-heoRz5ho9kE/Tp8h0WAjqdI/AAAAAAAAAOo/4fes3LpWkEA/s1600/luiz_tatit.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="221" width="387" src="http://2.bp.blogspot.com/-heoRz5ho9kE/Tp8h0WAjqdI/AAAAAAAAAOo/4fes3LpWkEA/s400/luiz_tatit.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FELICIDADE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque eu tô tão feliz &lt;br /&gt;Não há motivo algum pra ter tanta felicidade&lt;br /&gt;Não sei o que que foi que eu fiz&lt;br /&gt;Se eu fui perdendo o senso de realidade&lt;br /&gt;Um sentimento indefinido&lt;br /&gt;Foi me tomando ao cair da tarde&lt;br /&gt;Infelizmente era felicidade&lt;br /&gt;Claro que é muito gostoso&lt;br /&gt;Claro que eu não acredito&lt;br /&gt;Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque eu tô tão feliz&lt;br /&gt;Preciso refletir um pouco e sair do barato&lt;br /&gt;Não posso continuar assim feliz &lt;br /&gt;Como se fosse um sentimento inato&lt;br /&gt;Sem ter o menor motivo&lt;br /&gt;Sem uma razão de fato&lt;br /&gt;Ser feliz assim é meio chato&lt;br /&gt;E as coisas nem vão muito bem &lt;br /&gt;Perdi o dinheiro que eu tinha guardado&lt;br /&gt;E pra completar depois disso&lt;br /&gt;Eu fui despedido e estou desempregado&lt;br /&gt;Amor que sempre foi meu forte&lt;br /&gt;Não tenho tido muita sorte&lt;br /&gt;Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida&lt;br /&gt;E feliz da vida!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque eu tô tão feliz&lt;br /&gt;Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade&lt;br /&gt;Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade&lt;br /&gt;A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade&lt;br /&gt;O meu problema era felicidade&lt;br /&gt;Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável&lt;br /&gt;Felicidade quando é no começo ainda é controlável &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que foi que eu fiz&lt;br /&gt;Pra merecer estar radiante de felicidade&lt;br /&gt;Mais fácil ver o que não fiz&lt;br /&gt;Fiz muito pouca aqui pra minha idade&lt;br /&gt;Não me dediquei a nada&lt;br /&gt;Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade&lt;br /&gt;E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado&lt;br /&gt;Que eu sou egoísta &lt;br /&gt;Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética&lt;br /&gt;E faz uma lista&lt;br /&gt;Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade&lt;br /&gt;Independente dos deslizes dentre todos os felizes&lt;br /&gt;Sou o mais feliz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque eu tô tão feliz&lt;br /&gt;E já nem sei se é necessário ter um bom motivo&lt;br /&gt;A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo&lt;br /&gt;Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente&lt;br /&gt;Mas desisti, vou ser feliz pra sempre&lt;br /&gt;Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço&lt;br /&gt;Felicidade assim desse tamanho&lt;br /&gt;Só com muito espaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-902259735319653585?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/902259735319653585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/10/luiz-tatit-felicidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/902259735319653585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/902259735319653585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/10/luiz-tatit-felicidade.html' title='Luiz Tatit - Felicidade'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-heoRz5ho9kE/Tp8h0WAjqdI/AAAAAAAAAOo/4fes3LpWkEA/s72-c/luiz_tatit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-6296114260433333935</id><published>2011-10-16T15:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T16:24:55.367-07:00</updated><title type='text'>QUEM NÃO AMA A SOLIDÃO, NÃO AMA A LIBERDADE-Arthur Schopenhauer</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h4d4APUhwlM/TptgMkaneRI/AAAAAAAAAOQ/IujHE2emm30/s1600/Schopenhauer1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="305" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-h4d4APUhwlM/TptgMkaneRI/AAAAAAAAAOQ/IujHE2emm30/s400/Schopenhauer1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-6296114260433333935?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/6296114260433333935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/10/quem-nao-ama-solidao-nao-ama-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6296114260433333935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6296114260433333935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/10/quem-nao-ama-solidao-nao-ama-liberdade.html' title='QUEM NÃO AMA A SOLIDÃO, NÃO AMA A LIBERDADE-Arthur Schopenhauer'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h4d4APUhwlM/TptgMkaneRI/AAAAAAAAAOQ/IujHE2emm30/s72-c/Schopenhauer1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4036601905305311740</id><published>2011-09-18T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T07:49:00.951-07:00</updated><title type='text'>CARTAS INÉDITAS DE FREUD E DE SUA MULHER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MRn_80kOlgk/TnYEoS2ah4I/AAAAAAAAAOI/_KjtuFZL43s/s1600/freud%2Be%2Bmuulher%2B2.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="304" src="http://4.bp.blogspot.com/-MRn_80kOlgk/TnYEoS2ah4I/AAAAAAAAAOI/_KjtuFZL43s/s400/freud%2Be%2Bmuulher%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Freud para Martha&lt;br /&gt;Teatrinho de máscaras&lt;br /&gt;7.8.1882&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada pequena menina,&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os astrônomos afirmam que as estrelas que hoje vemos reluzir começaram a arder há centenas de milhares de anos e talvez hoje estejam se extinguindo. Tal é a dimensão de distância que nos separa delas, até mesmo para um raio de luz que, sem se cansar, percorre mais de 40.000 milhas em um segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi difícil para mim imaginar isso, mas agora posso fazê-lo com facilidade quando penso como você sorri diante de minhas cartas cordiais, enquanto minha alma sofre com dúvidas e preocupações, e quando penso como você se aborrece com a minha dureza e a minha desconfiança, enquanto uma medida de ternura, que luta em vão para se expressar, me preenche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois caminhos para evitar esta incongruência. O primeiro seria me abster de relatar uma atmosfera que supostamente não vai duram nem uma semana. O outro seria fazê-lo mantendo um olhar sereno, acima do teatrinho de mascares que a vida vai encenando conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprezamos o primeiro caminho, o caminho da preservação, porque ele pode acabar levando ao estranhamento. Por isso, somos obrigados a fazer aquilo que o segundo caminho nos recomenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que cada duas horas dos quatro dias que se passam entre a minha pergunta e a sua resposta – não, mais 64 das 96 horas – estendessem a tal ponto por meio de pensamentos confusos a respeito de você que a pobre pessoa por fim não fosse mais capaz de distinguir esse intervalo de tempo de um mês ou de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine quão vazios e, consequentemente, quão breves pareceriam os milênios durante os quais não pensamos em nada, e então você será forçada a admitir que o atraso dos acontecimentos que interessam ao astrônomo não será maior do que aquele que nós dois somos forçados a suportar por causa de seu veraneio em Wandsbeck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nós, ligados de maneira tão íntima e tão insolúvel, teremos que fazer quando acontecer entre nós algo como aquilo que constituía o conteúdo de minhas últimas cartas. Se eu não estiver fisicamente exausto, vou empurrar para um segundo plano as poucas lembranças incômodas associadas aos meus esforços por você  e me alegrar pensando em tudo de bom e de belo que vi em você, e em todos os sacrifícios que você fez por mim até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai habituar-se a continuar amando o pobre homem, apesar de sua antipatia, de seus maus humores esporádicos e de seus julgamentos equivocados, e continuaremos a caminhar juntos alegremente. Se não me engano, hoje efetivamente você não é capaz de dedicar a mim todo o seu amor sem alguma dificuldade, e à custa de autocontrole – e eu só serei capaz de sorrir, ciente de minha vitória, quando você finalmente se tornar minha, seguindo o curso inevitável da natureza, como eu pretendia desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso alegre-se, amada Marthinha, o tempo há de chegar – se é que ainda não chegou – no qual tudo aquilo a que um dia você concedeu uma parte de sua estima se tornará  uma sombra que não vai perturbá-la mas do que a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, terei que retomar meu trabalho, que por meio de um hábito seguido com pontualidade primeiro se torna suportável e depois pode tornar-se estimado. Tenho diante de outros principiantes a vantagem de uma maturidade maior, e de maior consideração por parte dos superiores. Atualmente falta-me a confiança que vem de habilidades conquistadas pelo hábito constante, porém não me faltam conhecimentos teóricos nem a capacidade de observar o corpo humano como um simples objeto, sem me intimidar com as dores dos pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os poucos dias nos quais me dediquei à cirurgia, realizei algumas pequenas operações com o bisturi, coloquei algumas ataduras com gesso e, por duas vezes, conduzi a anestesia de pacientes por meio de clorofórmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das atividades que realizei, está última é certamente a mais desagradável, pois a morte súbita durante a anestesia por clorofórmio, esse acontecimento temido por todos e incontrolável, faz com que o médico fique em estado permanente de excitação nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto que me foi designado encontra-se também um menino pobre e perdido, cuja perna precisa ser diariamente lavado com o maior cuidado antes que seja trocado seu curativo, e eu não escapo dessa atividade desagradável e de pouco sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos três meses no departamento de cirurgia certamente vão melhorar visivelmente minha habilidades e, se alguma vez eu tiver de retirar do mais lindo dos olhos um grãozinho de poeira, as dores que a querida menina terá de enfrentar nessa grande operação serão muito mais suaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte de quem puder em breve ver estes olhos lindos reluzindo de amor! Agora infelizmente Eli está tão apaixonado por Fritz que ele também não consegue largar de Martha e esse novo amor me custa tanto sofrimento quanto o anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um consolo são agora as três irmãs iniciadas, que sempre conversam, e com as quais pode-se falar de Martha, e que me parecem melhores e mais maduras, como se entendessem como a nossa vida mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas também contam algumas coisas com as quais se poderia provocar a Marthinha num momento alegre, por exemplo como  ela nos criticou uma vez na casa dos Weiss, e eu sou obrigado a rir quando me lembro quanto ele foi castigada por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã voltarei a escrever uma cartinha, o dia de hoje é tão irritante e perturbador. Vamos fazer com que passe depressa, para dar lugar a um outro, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cordiais saudações à única e querida menina amada,&lt;br /&gt;Teu Sigmund&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Martha para Freud&lt;br /&gt;O amor encarnado&lt;br /&gt;30.8.1882&lt;br /&gt;10h45 da noite&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As profundezas da minha alma percorre, como silenciosa prece noturna, um doce pensar em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você certamente conhece os encantadores e tristonhos Schil­flieder (Cânticos dos Juncos) de Lenau, meu amado? Imagine que estou sozinha (só John está sentado à minha frente, desenhando). Os outros foram, todos, a mais um casamento, para o qual eu também tinha sido insistentemente convidada. Mas resisti bravamente e fiquei em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que teria sido meu anfitrião é um senhor de boa índole, muito bem-humorado que certamente está indignado com o fato de eu ter declinado do convite. Creio que possa bem imaginar quem era, se fizer um pouco de esforço, certo, meu amado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode rir-se de sua menina tão cheia de si. Eu estou contente por não ter ido e de não ter sido forçada a participar, mais uma vez, de toda aquela confusão, como no outro dia – e por poder, agora, pensar em você sem ser perturbada, e poder escrever para você, meu doce amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde tive a companhia de minha prima Anna, que veio me ver por estar com pena de mim, e que ficou até agora há pouco, e depois trabalhei no pequeno volume de cartas que prometi a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu doce nome está ali, assim como a data “conhecida”, para que não seja esquecida – ah!, meu amado, trata-se de uma oferenda humilde se comparada a todos os presentes preciosos que já ganhei de você, mas sei que você não faz contas comigo, e, assim que eu puder dispor de um pouquinho mais de sossego para mim mesma, você receberá um trabalho bem-feito, um verdadeiro “amor encarnado” de mim, sim, você está satisfeito com isso e conseguirá ter paciência suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agora John também já foi se deitar, agora eu estou totalmente sozinha. Faz-se um grande silêncio, a chuva murmura fora, monótona e melancólica, e dentro de casa nada se move.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, meu amado – agora quero beijar você com o meu coração e sussurraria tantas coisas em seu ouvido que pareceriam tão tolas e loucas no papel – ninguém nos ouvia e ninguém nos via, e nem mesmo um esquilo curioso e envergonhado nos perturbava - , mas não quero sobrecarregar meu coração com pensamentos de como tudo poderia ser ainda mais bonito – eu amo você também de longe e me alegro como uma criança com suas doces cartinhas “pacíficas”- sim, isso também há de passar logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;150 milhas de distância&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há seis ou oito dias que me vejo obrigada a dirigir meus cânticos de alegria ou de lamento a um “mudo” – graças aos céus só  “mudo”, mas não surdo, eu quase diria, não, e tampouco a um cego, pois você é capaz de ler o que eu escrevo, e então eu tenho total “liberdade de fala”, você nem mesmo tem a chance de brigar, quando você não está satisfeito, quando eu digo algo que não lhe agrada, que maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se por acaso ocorrer a você duelar comigo depois, isso também não será possível, e sua boca será fechada – você já sabe com o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu amado, meu único, nós vamos continuar  a nos entender bem quando não houver  150 milhas a nos separar, não é verdade? (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o novo endereço  para as suas cartas, não consigo me acostumar a fazer seu nome ceder o primeiro lugar a um título. Sob qual ou junto a qual professor você se encontra agora, meu amado? E continua no departamento de cirurgia? E você está esperando se acostumar ao trabalho aos poucos, não é, meu amado, em vez de se atirar com todas as forças, outra vez, nessa nova atividade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe pela intromissão, mas fico tão feliz em saber que você está recuperado e saudável! Vamos permanecer assim, enquanto pudermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora boa noite. Acho que há muito já se passou a hora dos espíritos, e vejo que estou bem cansada. E me ocorre que já não vou receber a resposta a esta carta. Terrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique bem, meu amado, fique feliz e alegre como&lt;br /&gt;Sua Martha&lt;br /&gt;E saudações às queridas meninas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Freud para Martha&lt;br /&gt;Você pertence a mim&lt;br /&gt;Domingo à noite,&lt;br /&gt;22 de outubro de 1882&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha doce Marthinha&lt;/b&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De verdade, minha doce menina: cada linha de sua carta renova em mim o orgulho de ter conquistado você, de poder servir por você. E se existe algo que é capaz de romper este orgulho, isso é a consciência que existe em mim há tanto tempo – você sabe desde quando – de que eu nunca conseguiria perder você, e que é reforçada pela sua carta. Já fui tão rico  que é difícil que venha a me tornar ainda mais rico, mas há coisas que eu nunca vou me cansar de ouvir de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos pude rever você, sentir o aperto de sua querida mão e, portanto, desconsidero o pequeno desconforto pelo qual tive que passar para poder alcançar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua carta está à minha frente e eu penso como parecem graciosas até mesmo as contradições que há em você, quão belos são os temas, até mesmo onde mais discordamos, e como as nobres palavras de Antígona de Sófocles parecem ter sido pronunciadas inteiramente para você: “É para amar com você, e não para odiar com você, que eu estou aqui”.&lt;br /&gt;Contudo, admita que estou querendo escapar de nossas discussões com algumas palavras cordiais e que, justamente por me sentir tão seguro de você, aponto com total sinceridade para a nossa situação e para as diferenças entre nossas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, ao fazer assim, eu estou agindo, como de hábito, sem consideração, pelo menos você sabe de tudo o que penso – até mesmo do pior. Você, no entanto, por causa de um impulso protetor, do qual eu não preciso, costuma encobrir os seus pensamentos mais íntimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fique sabendo que eu penso que, de verdade, você não me ama mais do que eu amo você. Se eu imagino minha vida atual sem você, tudo desaba, por falta de sustentação e de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é a meta à qual eu me dirijo, o ponto de convergência de todos os meus desejos, por você eu transformei alguém que até então me era estranho em meu amigo mais próximo e mais íntimo, por você me dispus a dedicar a uma mulher que não é minha mãe as honras devidas por um filho, a amar uma menina que não é nem minha irmã antes que minhas próprias irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gata borralheira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que nem tudo deu certo. Somente conquistei o amigo. A mãe e a irmã permaneceram como estranhas para mim, mas por você eu continuo a esperar e a amar. Dissolvi todos os laços mais íntimos que queriam significar para mim tanto quanto você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você certamente também me ama, como uma menina querida como você é capaz de amar, mas você permaneceu uma Bernays. Minha família e meus amigos não significam nada para você, um humor de Eli é tão importante para você quanto um desejo sentido meu, você não se aproximou de minhas irmãs, nem as ama, embora eu ache que elas mereçam e saiba que elas se alegraram tão profundamente com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando expresso algum julgamento severo sobre alguns dos seus familiares, você não se aborrece porque estou cometendo uma injustiça – você não é capaz de me desmentir – mas sim porque estou falando de algum dos seus. Eu sei bem que  há coisas que não posso e nem tenho como tirar de você, coisas que você considera tanto quanto a mim mesmo, e das quais você se orgulha, como você mesma diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como imitar você e apenas espero que chegue um dia no qual eu não precise dizer que entreguei os meus, que eu consideraria mais do que os seus, sem vingança. No momento, apensas posso reconhecer a minha insatisfação, mas agora não se trata disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não disse que você era  a Gata Borralheira em sua casa, eu só exigi que você não se deixasse tratar como uma criança sem vontade, e você não tem como negar que é tratada assim. Você é a escrava doméstica de Eli e estremece diante de uma simples piscadela dele. Daí vem o grande amor que ele tem por você, e isso é totalmente indigno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a sorte de conhecer seu ser verdadeiro, um ser humano com inteligência e vontade. De mim você não acata nada.&lt;br /&gt;Só gostarei que você mostrasse um pouco da força que mostra diante de mim a seu irmão e à sua mãe. Você diz que isso é insignificante, mas eu não creio. Eu temo o hábito de “apertar-se” também em você, minha querida Martha. Um ser humano deve manter a cabeça livre em todas as circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única característica que me é antipática em minha menina tão perfeita é, precisamente, essa sua tendência a sacrificar tanto do seu ser em nome do conforto e do aconchego, como diz o idioma dos Bernays. Isso me lembra, de maneira muito dolorosa, de um horrível provérbio pronunciado por Minna: “Se Martha estivesse sentada à janela e o mundo estivesse vindo abaixo ela diria: ‘Que pensa, eu estava tão acomodada.”’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sem descanso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que eu ouvi essas palavras, elas têm me devorado por dentro e estou firmemente decidido a não descansar enquanto ainda for capaz de encontrar um rastro sequer disso em minha Martha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode responder com fúria, pois eu não vou voltar tão cedo à casa dos Bernays. Não me agrada ver como, num lar tão preocupado com suas formalidades, o dono da casa transgride impunemente as mínimas regras de convívio com sua total ausência de restrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você permanece minha e vai se tornar como eu quero. Não se engane: Elise, Eli, Fritz e todos os outros já estão mortos para sua sensibilidade. Você pertence inteiramente a mim, e você já percebeu que não estou disposto a dividir você com ninguém. Com cordiais saudações à doce amada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigmund&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Martha para Freud&lt;br /&gt;Amado, malvado e querido&lt;br /&gt;2.9.1882&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bom amado, melhor, desagradável, insuportável amigo, meu delicado, maleável tirano, meu Sigi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como colocar um título nesta carta, pois eles estão todos sentados à minha volta. Eli acaba de sair para ir ao centro da cidade, e eu estou aproveitando os poucos minutos que ainda tenho antes de dormir para escrever algumas palavras. Muito obrigado, prezado senhor doutor, por sua grande atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o senhor foi capaz de adivinhar quem é o meu poeta predileto? Apenas tenho que lhe confessar que não gosto de textos escritos no verso de fotografias, e que seu estilo me pareceu um tanto grosseiro. Mas não é nada gentil dizer algo assim a alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, não tenho nenhuma má intenção, meu amado, único, doce, bom doutor. Excetuando-se isso, estou bem satisfeita com seu estilo e talvez o senhor precise ter um pouco mais de paciência com o meu. Imagine a que ponto eu fui forçada a me superar: não perguntei nada a Eli, nem sobre você, nem sobre as meninas, aliás, quase ainda não tivemos a oportunidade de ficar a sós, pois sempre há um torvelinho terrível, tanta gente à nossa volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não importa porque sei de tudo sobre você, e em primeira mão. É terrível não receber nenhuma carta sua, e talvez tenha sido um excesso de cautela meu, mas, seja como for, vamos sobreviver a esses poucos dias e é melhor sermos cautelosos do que arriscarmos tudo para satisfazer um pequeno desejo, não é verdade, meu amado? (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sentada sozinha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu penso em você, amado? Em todas as horas. Tive que ouvir reprovações e perguntas urgentes de Eli, que queria saber por que eu sempre queria voltar para casa, “se isso é uma infantilidade, uma tolice”, e se eu não estava me divertindo. Que mamãe estava com saudades de mim e não querida confessá-lo era algo que ele não queria ouvir. (...)&lt;br /&gt;Boa noite e pense na sua Martha! Ouviu?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amado, você tem sido bem paciente, não é? Sempre que chego em casa me informo exatamente sobre o seu comportamento – e quando ouço algo de ruim, me irrito profundamente, isso eu lhe digo desde já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes todos os outros já foram se deitar e eu estou sentada sozinha, a grande folha de papel de carta de meu bom tio está bem cheia, e agora ainda rapidamente envio um beijo a você, meu amado, malvado e querido homem. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Traduções de Luis Krausz para a Revista Cult nº 161)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4036601905305311740?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4036601905305311740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/09/cartas-ineditas-de-freud-e-de-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4036601905305311740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4036601905305311740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/09/cartas-ineditas-de-freud-e-de-sua.html' title='CARTAS INÉDITAS DE FREUD E DE SUA MULHER'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MRn_80kOlgk/TnYEoS2ah4I/AAAAAAAAAOI/_KjtuFZL43s/s72-c/freud%2Be%2Bmuulher%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3167523852842071583</id><published>2011-09-05T17:31:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T17:31:33.977-07:00</updated><title type='text'>PAULO LEMINSKI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-egzozLohmb8/TmVp28iPspI/AAAAAAAAANw/LlAs5rv2dJw/s1600/foto_paulo_leminski.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="395" width="280" src="http://2.bp.blogspot.com/-egzozLohmb8/TmVp28iPspI/AAAAAAAAANw/LlAs5rv2dJw/s400/foto_paulo_leminski.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Paulo Leminski nasceu em Curitiba em 1945. Poeta de vanguarda, letrista de música popular, escritor, tradutor, professor e, pode parecer inusitado, mas ele também era faixa-preta de judô. &lt;br /&gt;Mestiço de pai polaco com mãe negra, sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito: é dono de uma extensa e relevante obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Incenso fosse música &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso de querer&lt;br /&gt;ser exatamente aquilo&lt;br /&gt;que a gente é&lt;br /&gt;ainda vai&lt;br /&gt;nos levar além&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bem no fundo &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fundo, no fundo,&lt;br /&gt;bem lá no fundo,&lt;br /&gt;a gente gostaria&lt;br /&gt;de ver nosso problemas&lt;br /&gt;resolvidos por decreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a partir desta data,&lt;br /&gt;aquela mágoa sem remédio&lt;br /&gt;é considerada nula&lt;br /&gt;e sobre ela -- silêncio perpétuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;extinto por lei todo o remorso,&lt;br /&gt;maldito seja quem olhar pra trás,&lt;br /&gt;lá pra trás nã há nada,&lt;br /&gt;e nada mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas problemas não se resolvem,&lt;br /&gt;problemas têm família grande,&lt;br /&gt;e aos domingos saem todos passear&lt;br /&gt;o problema, sua senhora&lt;br /&gt;e outros pequenos probleminhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apagar-me &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagar-me &lt;br /&gt;diluir-me &lt;br /&gt;desmanchar-me &lt;br /&gt;até que depois &lt;br /&gt;de mim &lt;br /&gt;de nós &lt;br /&gt;de tudo &lt;br /&gt;não reste mais &lt;br /&gt;que o charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Três Metades  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio dia,&lt;br /&gt;um dia e meio,&lt;br /&gt;meio dia, meio noite,&lt;br /&gt;metade deste poema&lt;br /&gt;não sai na fotografia,&lt;br /&gt;metade, metade foi-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que a terça metade,&lt;br /&gt;aquela que é menos dose&lt;br /&gt;de matemática verdade&lt;br /&gt;do que soco, tiro, ou coice,&lt;br /&gt;vai e vem como coisa &lt;br /&gt;de ou, de nem, ou de quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a gente tivesse &lt;br /&gt;metades que não combinam, &lt;br /&gt;três partes, destempestades,&lt;br /&gt;três vezes ou vezes três, &lt;br /&gt;como se quase, existindo,&lt;br /&gt;só nos faltasse o talvez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por um lindésimo de segundo  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;tudo em mim &lt;br /&gt;anda a mil&lt;br /&gt;tudo assim &lt;br /&gt;tudo por um fio&lt;br /&gt;tudo feito &lt;br /&gt;tudo estivesse no cio&lt;br /&gt;tudo pisando macio &lt;br /&gt;tudo psiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo em minha volta &lt;br /&gt;anda às tontas&lt;br /&gt;como se as coisas &lt;br /&gt;fossem todas&lt;br /&gt;afinal de contas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3167523852842071583?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3167523852842071583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/09/paulo-leminski.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3167523852842071583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3167523852842071583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/09/paulo-leminski.html' title='PAULO LEMINSKI'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-egzozLohmb8/TmVp28iPspI/AAAAAAAAANw/LlAs5rv2dJw/s72-c/foto_paulo_leminski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1428565491497243364</id><published>2011-07-17T08:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T08:18:47.920-07:00</updated><title type='text'>KAFKA E O PODER DE ESTABELECER RELAÇÕES ESTRANHAS.</title><content type='html'>O escritor e poeta português valter hugo mãe(minúsculas) tem Kafka com mestre e inspiração, em recente entrevista no Brasil disse: " Herdei de Kafka a possibilidade de amar alguém mesmo quando esse alguém erra diante de mim (nós)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883, em Praga, cidade que na época pertencia à monarquia austro-húngara. Filho de um abastado comerciante judeu, Kafka cresce sob as influências de três culturas: a judaica, a tcheca e a alemã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IjfGGyaLebg/TiL4qgDJ4iI/AAAAAAAAANg/99tYM9TEtIg/s1600/kafka1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="252" src="http://4.bp.blogspot.com/-IjfGGyaLebg/TiL4qgDJ4iI/AAAAAAAAANg/99tYM9TEtIg/s400/kafka1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;"Não é necessário sair de casa.&lt;br /&gt;Permaneça em sua mesa e ouça.&lt;br /&gt;Não apenas ouça, mas espere.&lt;br /&gt;Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.&lt;br /&gt;Então o mundo se apresentará desmascarado.&lt;br /&gt;Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés".&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franz Kafka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na adolescência, declara-se socialista e ateu. Participa de reuniões com grupos anarquistas e, no fim da vida, engaja-se no movimento sionista. Cursa Direito em Praga, formando-se em 1906. Passa a trabalhar em companhias de seguros e, em paralelo, dedica-se à Literatura. Em 1917, é obrigado a afastar-se do trabalho devido à tuberculose.Fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irônico. Boa parte de sua obra foi publicada postumamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A partida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ordenei que tirassem meu cavalo da estrebaria. O criado não me entendeu. Fui pessoalmente à estrebaria, selei o cavalo e montei-o. Ouvi soar à distância uma trompa, perguntei-lhe o que aquilo significava. Ele não sabia de nada e não havia escutado nada. Perto do portão ele me deteve e perguntou: – Para onde cavalga senhor? – Não sei direito – eu disse –, só sei que é para fora daqui, fora daqui. Fora daqui sem parar; só assim posso alcançar meu objetivo. – Conhece então o seu objetivo? – perguntou ele. – Sim – respondi – Eu já disse: “fora-daqui”, é esse o meu objetivo. – O senhor não leva provisões – disse ele. – Não preciso de nenhuma – disse eu. – A viagem é tão longa que tenho de morrer de fome se não receber nada no caminho. Nenhuma provisão pode me salvar. Por sorte esta viagem é realmente imensa. &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Noite&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Submergir-se em a noite! Assim como às vêzes se enterra a cabeça no peito para refletir, fundir-se assim por completo em a noite. Em redor dormem os homens. Um pequeno espetáculo, um auto-engado inocente, é o dormir em casas, em camas sólidas, sob teto seguro, estendidos ou encolhidos, sobre colchões, entre lençóis, sob cobertas; na realidade, encontram-se reunidos como outrora uma vez e como depois em uma comarca deserta: um acampamento à intempérie, uma oncontável quantidade de pessoas, um exército, um povo sob um céu frio, sobre uma terra fria, atirados ao solo ali onde antes se estêve de pé, com a fronte apertada contra o braço, e a cara contra o solo, respirando tranquilamente. E tu velas, és um dos vigias, encontras ao próximo agitando o madeiro aceso que tomaste do montão de estilhas, junto a ti. Por que velas? Alguém tem que velar, se disse. Alguém precisa estar aí. &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Renúncia!&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Era muito cedo, pela manhã, as ruas estavam limpas e vazias, eu ia à estação. Ao verificar a hora em meu relógio com a do relógio de uma torre, vi que era muito mais tarde do que eu acreditara, tinha que apressar-me bastante; o susto que me produziu esta descoberta me fêz perder a tranquilidade, não me orientava ainda muito bem naquela cidade. Felizmente havia um policial nas proximidades, fui até ele e perguntei-lhe, sem fôlego, qual era o caminho. Sorriu e disse: -Por mim queres conhecer o caminho? -Sim - disse -, já que não posso encontrá-lo por mim mesmo. -Renuncia, renuncia - disse e voltou-se com grande ímpeto, como as pessoas que querem ficar a sós com o seu riso&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Metamorfose&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos..... leiam o livro.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1428565491497243364?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1428565491497243364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/kafka-e-o-poder-de-estabelecer-relacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1428565491497243364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1428565491497243364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/kafka-e-o-poder-de-estabelecer-relacoes.html' title='KAFKA E O PODER DE ESTABELECER RELAÇÕES ESTRANHAS.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IjfGGyaLebg/TiL4qgDJ4iI/AAAAAAAAANg/99tYM9TEtIg/s72-c/kafka1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-8118130568038891022</id><published>2011-07-08T10:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T10:58:47.889-07:00</updated><title type='text'>VALER HUGO MÃE- POETA E ESCRITOR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gd4oLQo40gk/ThdBKEN3p2I/AAAAAAAAANY/o85zwAQmy3w/s1600/valter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-gd4oLQo40gk/ThdBKEN3p2I/AAAAAAAAANY/o85zwAQmy3w/s400/valter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Angola, Saurimo, em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira, vive em Vila de Conde desde 1981. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Autor do romance o apocalipse dos trabalhadores, Quidnoví, 2008, um dos romances de maior impacto crítico no corrente ano em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencedor do Prêmio José Saramago de romance, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros de poesia: bruno (2007), pornografia erudita (2007), livro de maldições (2006), o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas (2003), útero (2003) , a cobrição das filhas (2001) e três minutos antes de a maré encher (2000). No Brasil saíram seus poemas reunidos em: mil e setenta e um poemas (Thesaurus, 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estou escondido na cor amarga do fim da tarde &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;estou escondido na cor amarga do&lt;br /&gt;fim da tarde. sou castanho e verde no&lt;br /&gt;campo onde um pássaro&lt;br /&gt;caiu. sinto a terra e orgulho&lt;br /&gt;por ter enlouquecido. produzo o corpo&lt;br /&gt;por dentro e sou igual ao que&lt;br /&gt;vejo. suspiro e levanto vento nas&lt;br /&gt;folhas e frio e eco. peço às nuvens&lt;br /&gt;para crescer. passe o sol por cima&lt;br /&gt;dos meus olhos no momento em que o&lt;br /&gt;outono segue à roda do meu tronco e, assim&lt;br /&gt;que me sinta queimado, leve-me o&lt;br /&gt;sol as cores e reste apenas o odor&lt;br /&gt;intenso e o suave jeito dos ninhos ao&lt;br /&gt;relento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agora eu era linda outra vez&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu era linda outra vez&lt;br /&gt;e tu existias e merecíamos &lt;br /&gt;noite inteira um tão grande&lt;br /&gt;amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora tu eras como o tempo&lt;br /&gt;despido dos dias, por fim&lt;br /&gt;vulnerável e nu, e eu&lt;br /&gt;era por ti adentro eternamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lentamente&lt;br /&gt;como só lentamente&lt;br /&gt;se deve morrer de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;CARTA DE VALTER HUGO MÃE LIDA POR ELE NA FLIIP/2011- A PRIMEIRA LEMBRANÇA DO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando eu tinha 8 anos veio morar para a casa ao lado da dos meus pais um casal de brasileiros com duas filhas moças. Ao chegar, o casal ofereceu uma ambulância ao quartel de bombeiros da nossa vila e toda a vila se emocionou. Foram os primeiros brasileiros que eu vi fora da tv, fora das novelas. Eu e os meus amigos fomos ao quartel dos bombeiros apreciar a ambulância nova, bem pintada, que se mostrava a todos como prova bonita da bondade de alguém. O meu pai tinha um carro pequeno, velho, difícil de levar a família inteira dentro. A ambulância era enorme, um luxo, como se fosse para transportar doentes felizes. Eu e os meus amigos ficamos estupefactamente felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, algumas mulheres e alguns homens mais delicados reuniam-se diante da senhora e das moças brasileiras e faziam perguntas sobre as novelas. Naquele tempo, passavam com muito atraso em relação ao Brasil, e todos queriam saber avidamente quem casava com quem na Gabriela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora e as suas duas filhas, porque sabiam o que ia acontecer nas novelas, eram aos olhos de todos como adivinhas, gente que via coisas do futuro, gente que viveu o futuro e que se juntou a nós para reviver o passado. Por causa disto, eram mágicas e as pessoas queriam a opinião delas para cada decisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe pediu à nova vizinha a receita para fazer pizza, porque ainda não havia pizzarias e só víamos nas revistas como deviam ser bonitos e saborosos aqueles círculos de pão e queijo coloridos pousados nas mesas. Passámos a comer uma pizza de atum com muitas azeitonas pretas. Ainda hoje peço nos restaurantes pizza de atum com a esperança de que seja exactamente igual à da minha infância, mas nunca é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moças brasileiras eram mais velhas do que eu e ficaram amigas das minhas irmãs. As minhas irmãs saíam com elas à rua inchadas de orgulho, porque as pessoas todas, sempre comovidas com a ambulância, fazia vénia e sorriam. Havia gente que dizia que as moças brasileiras eram as mais belas de todas. Elas eram, na verdade, sorridentes, e eu senti que também seriam muito felizes na nossa pequena vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia a minha imã mais velha fez anos e foi festejá-los com uma festa na garagem das brasileiras. Na noite desse dia, ali pelas oito horas, uma outra menina, filha de um vizinho português, mostrou-me tudo. Não foi a primeira vez, mas eu queria sempre ver, embora ela não quisesse sempre mostrar. Um amigo meu surpreendeu-nos e quis ver também, mas a menina respondeu que não. Ela disse que mostrava apenas a mim porque eu era amigo das brasileiras. Entendi que as brasileiras eram como um toque de Midas que me transformava num menino de ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezoito, aquele que é o meu amigo mais irmão chegou do Brasil e ingressou na minha escola. Eu instintivamente corri atrás dele. Queria ser amigo dele como se fosse vital para mim. Ele mostrou-me Titãs e Legião Urbana. Eu achava que o Renato Russo ia salvar a minha vida com aquela canção do Tempo perdido. Quando o Renato Russo morreu, chorei muito e passei só a chorar quando ouço o Tempo perdido. Eu não sei se a arte nos deve salvar, mas tenho a certeza de que pode conduzir ao melhor que há em nós, para que não nos desperdicemos na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alexandre, esse meu amigo brasileiro, mudou tudo em mim para melhor. Adorava viajar de comboio com ele quando entalávamos as meias mal cheirosas nas janelas para que arejassem durante a marcha. Nesse tempo, o Alexandre ensinou-me a perder aquela vergonha que só atrapalha. Porque os portugueses sempre foram meio envergonhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, temos quase quarenta anos, ele casou com uma portuguesa e tem filhos. Eu, não. Fiquei para tio a escrever romances, e os romances tornaram-se fundamentais na minha vida, como a máquina de fazer espanhóis. Sonhei sempre em vir ao Brasil e vim várias vezes, faltava vir como escritor, publicado e recebido. Pois aqui estou, a Flip fez isso, não esquecerei nunca, sinto que fazem de mim um homem de ouro, agradeço a todos muito por isso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- valter hugo mãe, 8 de julho de 2011, Flip&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-8118130568038891022?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/8118130568038891022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/valer-hugo-mae-poeta-e-escritor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/8118130568038891022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/8118130568038891022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/valer-hugo-mae-poeta-e-escritor.html' title='VALER HUGO MÃE- POETA E ESCRITOR'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gd4oLQo40gk/ThdBKEN3p2I/AAAAAAAAANY/o85zwAQmy3w/s72-c/valter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1432643582096303498</id><published>2011-07-08T10:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T10:54:26.815-07:00</updated><title type='text'>Regina Duarte escolhe Valter Hugo Mãe - SIC NOTICIAS</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/kEHrUcO5E8c?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1432643582096303498?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1432643582096303498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/regina-duarte-escolhe-valter-hugo-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1432643582096303498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1432643582096303498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/regina-duarte-escolhe-valter-hugo-mae.html' title='Regina Duarte escolhe Valter Hugo Mãe - SIC NOTICIAS'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kEHrUcO5E8c/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1740639509832081820</id><published>2011-07-03T14:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T14:54:01.568-07:00</updated><title type='text'>LYGIA FAGUNDES TELLES- O ENCONTRO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VA-_F8pCe6k/ThDk2SBW7iI/AAAAAAAAANQ/0PQbbA1w5ZM/s1600/lygiafagundestelles.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="256" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-VA-_F8pCe6k/ThDk2SBW7iI/AAAAAAAAANQ/0PQbbA1w5ZM/s400/lygiafagundestelles.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Contista e romancista, Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, mas passou a infância em pequenas cidades no interior do Estado, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi delegado e promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita) era pianista. Algumas das cidades percorridas: Sertãozinho, Areias, Assis, Apiaí e Descalvado. Voltando a residir com a família em São Paulo, formou-se em Direito (Faculdade do Largo de São Fransisco) e cursou ainda a Escola Superior de Educação Física da mesma Universidade. Foi casada com o jurista e ensaísta Goffredo Telles Júnior. Divorciada, casou-se com o crítico de cinema e fundador da Cinemateca Brasileira, Paulo Emílio Salles Gomes. Tem um filho, Goffredo Telles Neto, cineasta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                      &lt;b&gt;O ENCONTRO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em redor, o vasto campo. Mergulhado em névoa branda, o verde era pálido e opaco. Contra o céu, erguiam-se os negros penhascos tão retos que pareciam recortados a faca. Espetado na ponta da pedra mais alta, o sol espiava através de uma nuvem. &lt;br /&gt;“Onde, meu Deus?! - perguntava a mim mesma - Onde vi esta mesma paisagem, numa tarde assim igual?” Era a primeira vez que eu pisava naquele lugar. Nas minhas andanças pelas redondezas, jamais fora além do vale. Mas nesse dia, sem nenhum cansaço, transpus a colina e cheguei ao campo. Que calma! E que desolação. Tudo aquilo - disso estava bem certa - era completamente inédito para mim. Mas por que então o quadro se identificava, em todas as minúcias, a uma imagem semelhante lá nas profundezas de minha memória? Voltei-me para o bosque que se estendia à minha direita. Esse bosque eu também já conhecera com sua folhagem cor de brasa dentro de uma névoa dourada. “Já vi tudo isto, já vi... Mas onde? E quando?” &lt;br /&gt;Fui andando em direção aos penhascos. Atravessei o campo. E cheguei à boca do abismo cavado entre as pedras. Um vapor denso subia, como um hálito daquela garganta de cujo fundo insondável, vinha um remotíssimo som de água corrente. Àquele som eu também conhecia. Fechei os olhos. “Mas se nunca estive aqui! Sonhei, foi isso? Percorri em sonho estes lugares e agora os encontro, palpáveis, reais? Por uma dessas extraordinárias coincidências teria eu antecipado aquele passeio enquanto dormia?” &lt;br /&gt;Sacudi a cabeça, não, a lembrança - tão antiga quanto viva - escapava da inconsistência de um simples sonho. Ainda uma vez fixei o olhar no campo enevoado, nos penhascos enxutos. A tarde estava silenciosa e quieta. Contudo, por detrás daquele silêncio, no fundo daquela quietude eu sentia qualquer coisa de sinistro. Voltei-me para o sol que sangrava como um olho empapando de vermelho a nuvenzinha que o cobria. Invadiu-me a obscura sensação de estar próxima de um perigo. Mas que perigo era esse e em que consistia? &lt;br /&gt;Dirigi-me ao bosque. E se fugisse? Seria fácil fugir, não? Meu coração se apertou, inquieto. Fácil, sem dúvida, mas eu prosseguia implacável como se não restasse mesmo outra coisa a fazer senão avançar. “Vá-se embora depressa, depressa!” - a razão ordenava enquanto uma parte do meu ser, mergulhada numa espécie de encantamento, se recusava a voltar. &lt;br /&gt;Uma luz dourada filtrava-se por entre a folhagem do bosque que parecia petrificado. Não havia a menor brisa soprando por entre as folhas enrijecidas, numa tensão de expectativa. &lt;br /&gt;“A expectativa está só em mim” - pensei, triturando entre os dedos uma folha avermelhada. Veio-me então a certeza absoluta de já ter feito várias vezes esse gesto enquanto pisava naquele -mesmo chão que arfava sob os meus &lt;br /&gt;sapatos. Enveredei por entre as árvores. - “E nunca estive aqui, nunca estive aqui” - fui repetindo a aspirar o cheiro frio da terra. Encostei-me a um tronco e por entre uma nesga da folhagem vislumbrei o céu pálido. Era como se o visse pela última vez. &lt;br /&gt;“A cilada” - pensei diante de uma teia que brilhava suspensa entre dois galhos. No centro, a aranha. Aproximei-me: era uma aranha ruiva e atenta, à espera. Sacudi violentamente o galho e desfiz a teia que pendeu em farrapos. Olhei em redor, assombrada. E a teia para a qual eu caminhava, quem? quem iria desfaze-la? Lembrei-me do sol, lúcido como a aranha. Então enfurnei as mãos nos bolsos, endureci os maxilares e segui pela vereda. &lt;br /&gt;“Agora vou encontrar uma pedra fendida ao meio.” E cheguei a rir, entretida com aquele estranho jogo de reconhecimento: lá estava a grande pedra golpeada, com tufos de erva brotando na raiz da fenda. “Se for agora por este lado, vou encontrar um regato.” Apressei-me. O regato estava seco mas os pedregulhos limosos indicavam que provavelmente na próxima primavera a água voltaria a correr por ali. &lt;br /&gt;Apanhei um pedregulho. Não, não estava sonhando. Nem podia ter sonhado, mas em que sonho podia caber uma paisagem tão minuciosa? Restava ainda uma hipótese: e se eu estivesse sendo sonhada? Perambulava pelo sonho de alguém, mais real do que se estivesse vivendo. Por que não? Daí o fato estranhíssimo de reconhecer todos os segredos do bosque, segredos que eram apenas do conhecimento da pessoa que me captara em seu sonho. “Faço parte de um sonho alheio” - disse e espetei um espinho no dedo. Gracejava mas a verdade é que crescia minha inquietação: “se for prisioneira de um sonho, agora escapo.” Uma gota de sangue escorreu pela minha mão, a dor tão real quanto a paisagem. &lt;br /&gt;Um pássaro cruzou meu caminho num vôo tumultuado. O grito que soltou foi tão dolorido que cheguei a vacilar num desfalecimento, e se fugisse? E se fugisse? Voltei-me para o caminho percorrido, labirinto sem - esperança. “Agora é tarde!” - murmurei e minha voz avivou em mim um último impulso de fuga. “Por que tarde?” &lt;br /&gt;A folha que resvalou pela minha cabeça era a seca advertência que colhi no ar e fechei na mão, que eu não buscasse esclarecer o mistério, que não pedisse explicações para o absurdo daquela tarde tão inocente na sua aparência. Tinha apenas que aceitar o inexplicável até que o nó se desatasse, na hora exata. &lt;br /&gt;Enveredei por entre dois carvalhos. Ia de cabeça baixa, o coração pesado mas as passadas eram enérgicas, impelida por uma energia que não sabia de onde vinha. “Agora vou encontrar uma fonte. Sentada ao lado, está uma moça.” &lt;br /&gt;Ao lado da fonte, estava a moça vestida com um estranho traje de amazona. Tinha no rosto muito branco uma expressão tão ansiosa que era evidente estar à espera de alguém. Ao ouvir meus passos, animou-se para cair em seguida no maior desalento. &lt;br /&gt;Aproximei-me. Ela lançou-me um olhar desinteressado e cruzou as mãos no, regaço. - Pensei que fosse outra pessoa, estou esperando uma pessoa... Sentei-me numa pedra verde de musgo, olhando em silêncio seu traje completamente antiquado: vestia uma jaqueta de veludo preto e uma extravagante saia rodada que lhe chegava até a ponta das botinhas de amarrar. Emergindo da gola alta da jaqueta destacava-se a gravata de renda branca, presa com um broche de ouro em forma de bandolim. Atirado no chão, aos seus pés, o chapéu de veludo com uma pluma vermelha. &lt;br /&gt;Fixei-me naquela fisionomia devastada. “Já vi esta moça, mas onde foi? E quando?...” Dirigi-me a ela sem o menor constrangimento, como se a conhecesse há muitos anos. &lt;br /&gt;- Você mora aqui perto? - Em Valburgo - respondeu sem levantar a cabeça. Mergulhara tão profundamente nos próprios pensamentos, que parecia desligada de tudo, aceitando minha presença sem nenhuma surpresa, não notando sequer o disparatado contraste de nossas roupas. Devia ter chorado. E agora ali estava numa patética exaustão, as mãos abandonadas no regaço, alguns anéis de cabelo caindo pelo rosto. Nunca criatura alguma me pareceu tão desesperada, tão tranqüilamente desesperada, se é que cabia tranqüilidade no desespero. Perdera toda a esperança e decidira resignar-se. Mas sentia-se a fragilidade naquela resignação. &lt;br /&gt;- Valburgo, Valburgo... - fiquei repetindo. O nome não me era desconhecido. E não me lembrava de nenhum lugar com esse nome em toda aquela região. &lt;br /&gt;- Fica logo depois do vale. Não conhece Valburgo? - Conheço - respondi prontamente. Tinha agora a certeza de que esse lugar não existia mais. Com um gesto indiferente, ela tentou prender o cabelo que desabava do penteado alto. Afrouxou ansiosamente o laço da gravata, como se lhe faltasse o ar. O bandolim de ouro pendeu, repuxando a renda. “Esse broche... Mas já não vi esse mesmo broche nessa mesma gravata?!” &lt;br /&gt;- Eu esperava uma pessoa - disse com esforço, voltando o olhar dolorido para o cavalo preso a um tronco. - Gustavo? Esse nome escapou-me com tamanha espontaneidade que me assustei, era como se estivesse sempre em minha boca, aguardando aquele instante para ser dito. &lt;br /&gt;- Gustavo - repetiu ela e sua voz era um eco. Gustavo. Encarei-a. Mas por que ele não tinha vindo? “E nem virá, nunca mais. Nunca mais.” Fixei obstinadamente o olhar naquela desconcertante personagem de um antiquíssimo álbum de retratos. Álbum que eu já folheara muitas vezes, muitas. Pressentia agora um drama com cenas entremeadas de discussões tão violentas, lágrimas. A cena esboçou-se esfamadamente nas minhas raízes, cena que culminou naquela noite das vozes. exasperadas. De homens. De inimigos. Alguém fechou as janelas da pequena sala frouxamente iluminada por um candelabro. Procurei distinguir o que diziam quando através da vidraça embaçada vi delinear-se a figura de um velho magro, de sobrecasaca preta, batendo furiosamente a mão espalmada na mesa enquanto parecia dirigir-se a uma máscara de cera que flutuava na penumbra. &lt;br /&gt;Moveu-se a máscara entrando na zona de luz. Gustavo! Era Gustavo. A mão do velho continuou batendo na mesa e eu não podia me despregar dessa mão tão familiar com suas veias azuis se enroscando umas nas outras numa rede de fúria. Nos punhos de renda de sua camisa destacavam-se com uma nitidez atrozos rubis de suas abotoaduras. Um dos homens avançou. Foi Gustavo? Ou o velho? A garrucha avançou também e a cena explodiu em, meio de um clarão. Antes do negrume total vi por último as -abotoaduras brilhando irregulares como gotas de sangue. &lt;br /&gt;Senti o coração confranger-se de espanto, “quem foi que atirou, quem foi?!” Apertei os nós dos dedos contra os olhos. -Era quase insuportável a violência com que o sangue me golpeava as fontes. &lt;br /&gt;- Você devia voltar para casa. - Que casa? - perguntou ela abrindo as mãos. Olhei para suas mãos. Subi o olhar até seu rosto e fiquei sem saber o que dizer: era parecidíssima com alguém que eu conhecia tanto. - Por que não vai procurá-lo? - lembrei-me de perguntar. Mas não esperei resposta. A verdade é que ela também suspeitava de que estava tudo acabado. Escurecia. Uma névoa roxa - e que eu não sabia se vinha do céu ou do chão - parecia envolvê-la numa aura. Achei-a impregnada da mesma falsa calmaria da paisagem. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NLnPPOCfpjQ/ThDkocUbTaI/AAAAAAAAANI/6hld2iGB2uU/s1600/LYGIA%2BFagundes%2B2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-NLnPPOCfpjQ/ThDkocUbTaI/AAAAAAAAANI/6hld2iGB2uU/s400/LYGIA%2BFagundes%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Vou-me embora - disse apanhando o chapéu. Sua voz chegou-me aos ouvidos bastante próxima. Mas singularmente longínqua. Levantei-me. Nesse instante, soprou um vento gelado com tamanha força que me vi enrolada numa verdadeira nuvem de folhas secas e poeira. A ramaria vergou num descabelamento desatinado. Verguei também tapando a cara com as mãos. Quando consegui abrir os olhos ela já estava montada. O mesmo vento que despertara o bosque, com igual violência arrancou-a daquela apatia: palpitava em cima do cavalo tão elétrico quanto as folhas vermelhas rodopiando em redor. Espicaçado, o animal batia com os cascos nos pedregulhos, desgrenhado, indócil. Quis retê-la.. &lt;br /&gt;- Há ainda uma coisa! Ela então voltou-se para mim. A pluma vermelha de seu chapéu debatia- se como uma labareda em meio da ventania. Seus olhos eram agora dois furos na face de um tom acinzentado de pedra. &lt;br /&gt;- Há ainda uma coisa - repeti agarrando as rédeas do cavalo. Ela arrancou as rédeas das minhas mãos e chicoteou o cavalo. Recuei. Aquela chicotada atingiu em cheio o mistério. Desatou-se o nó na explosão da tempestade. Meus cabelos se eriçaram. Era comigo que ela se parecia! Aquele rosto era o meu. &lt;br /&gt;- Eu fui você - balbuciei. - Num outro tempo eu fui você! - quis gritar e minha voz saiu despedaçada. Tão simples tudo, por que só agora entendi?... O bosque, a aranha, o bandolim de ouro pendendo da gravata, a pluma do chapéu, aquela pluma que minhas mãos tantas vezes alisaram... E Gustavo? Estremeci. Gustavo! A saleta esfumaçada, se fez nítida. Lembrei-me do que tinha acontecido. E do que ia acontecer. &lt;br /&gt;- Não! - gritei, puxando de novo as rédeas. Um raio chicoteou o bosque com a mesma força com que ela chicoteou o cavalo. Ele empinou, imenso, &lt;br /&gt;negro, os olhos saltados, arrancando-se das minhas mãos. Estatelada, vi-o fugir por entre as árvores. Fui atrás. O vento me cegava. Espinhos me esfrangalhavam a roupa. Mas eu corria, corria alucinadamente na tentativa de impedir o que já sabia inevitável. Guiava-me a pluma vermelha que ora desaparecia, ora ressurgia por entre as árvores, flamejante na escuridão. Por duas vezes senti o cavalo tão próximo que poderia tocá-lo se estendesse a mão. Depois o galope foi se apagando até ficar apenas o uivo do vento. &lt;br /&gt;Assim que atingi o campo, desabei de joelhos. Um relâmpago estourou e por um segundo, por um brevíssimo segundo, consegui vislumbar ao longe a pluma debatendo-se ainda. Então gritei, gritei com todas as forças que me restavam. E tapei os ouvidos para não ouvir o eco de meu grito misturar-se ao ruído pedregoso de cavalo e cavaleira se despencando no abismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1740639509832081820?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1740639509832081820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/lygia-fagundes-telles-o-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1740639509832081820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1740639509832081820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/07/lygia-fagundes-telles-o-encontro.html' title='LYGIA FAGUNDES TELLES- O ENCONTRO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VA-_F8pCe6k/ThDk2SBW7iI/AAAAAAAAANQ/0PQbbA1w5ZM/s72-c/lygiafagundestelles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2287390794440484965</id><published>2011-06-29T11:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T11:46:24.075-07:00</updated><title type='text'>VOLTAIRE-A DEPENDÊNCIA É A RAIZ DE TODOS OS MALES</title><content type='html'>Não quero participar da política... A política não é o meu ofício; sempre me limitei a fazer pequeninos esforços para tornar os homens menos tolos e mais honestos.&lt;br /&gt; &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iQJSAjJXp8U/TgttlLsRRWI/AAAAAAAAANA/cbDRmP1h8Wk/s1600/voltaire.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="341" width="340" src="http://3.bp.blogspot.com/-iQJSAjJXp8U/TgttlLsRRWI/AAAAAAAAANA/cbDRmP1h8Wk/s400/voltaire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Voltaire era o pseudônimo de François-Marie Arouet. Foi um importante ensaísta, escritor e filósofo iluminista francês. Nasceu na cidade de Paris, em 21 de novembro de 1694 e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1778. Durante sua vida escreveu diversos ensaios, romances, poemas e até peças de teatro. Voltaire foi um burguês que se opôs à intolerância religiosa, intolerância de opinião etc. existente na Europa no período em que viveu. Trata-se de idéias extremamente revolucionárias, que acabaram por fazer com que Voltaire fosse exilado de seu país de origem, a França. Além de apoiar a liberdade de expressão, Voltaire também defendia a criação de leis para todos da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que deve um cão a um cão, um cavalo a um cavalo? Nada. Nenhum animal depende do seu semelhante. Tendo porém o homem recebido o raio da Divindade a que se chama razão, qual foi o resultado? Ser escravo em quase toda a terra. Se o mundo fosse o que parece dever ser, isto é, se em toda parte os homens encontrassem subsistência fácil e certa e clima apropriado à sua natureza, impossível teria sido a um homem servir-se de outro. Cobrisse-se o mundo de frutos salutares. Não fosse veículo de doenças e morte o ar que contribui para a existência humana. Prescindisse o homem de outra morada e de outro leito além do dos gansos e cabras monteses, não teriam os Gengis Cãs e Tamerlões vassalos senão os próprios filhos, os quais seriam bastante virtuosos para auxiliá-los na velhice. &lt;br /&gt;No estado natural de que gozam os quadrúpedes, aves e répteis, tão feliz como eles seria o homem, e a dominação, quimera, absurdo em que ninguém pensaria: para quê servidores se não tivésseis necessidade de nenhum serviço? Ainda que passasse pelo espírito de algum indivíduo de bofes tirânicos e braços impacientes por submeter o seu vizinho menos forte que ele, a coisa seria impossível: antes que o opressor tivesse tomado as suas medidas o oprimido estaria a cem léguas de distância. Todos os homens seriam necessariamente iguais, se não tivessem necessidades. A miséria que avassala a nossa espécie subordina o homem ao homem - o verdadeiro mal não é a desigualdade: é a dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa chamar-se tal homem Sua Alteza, tal outro Sua Santidade. Duro porém é um servir o outro. Uma família numerosa cultivou um bom terreno. Duas famílias vizinhas têm campos ingratos e rebeldes: impõe-se-lhes servir ou eliminar a família opulenta. Uma das duas famílias indigentes vai oferecer os seus braços à rica para ter pão. A outra vai atacá-la e é derrotada. A família servente é fonte de criados e operários. A família subjugada é fonte de escravos. Impossível, neste mundo miserável, que a sociedade humana não seja dividida em duas classes, uma de opressores, outra de oprimidos. Essas duas classes subdividem-se em mil outras, essas outras num sem número de cambiantes diferentes. Nem todos os oprimidos são absolutamente desgraçados. A maior parte nasce nesse estado, e o trabalho contínuo impede-os de sentir toda a miséria da sua própria situação. Quando a sentem, porém, são guerras, como a do partido popular contra o partido do senado em Roma, as dos camponeses na Alemanha, Inglaterra, França. Mais cedo ou mais tarde todas essas guerras terminam com a submissão do povo, porque os poderosos têm dinheiro e o dinheiro tudo pode no Estado. Digo no Estado, porque o mesmo não se dá de nação para nação. A nação que melhor se servir do ferro sempre subjugará a que, embora mais rica, tiver menos coragem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o homem nasce com forte inclinação para o domínio, a riqueza, os prazeres e sobretudo para a indolência. Todo o homem portanto quereria estar de posse do dinheiro e das mulheres ou das filhas dos outros, ser-lhes senhor, sujeitá-los a todos os seus caprichos e nada fazer ou pelo menos só fazer coisas muito agradáveis. Vedes que com estas excelentes disposições é tão difícil aos homens ser iguais quanto a dois pregadores ou professores de teologia não se invejarem. Tal como é, é impossível o género humano subsistir, a menos que haja uma infinidade de homens úteis que nada possuam. Porque, claro é que um homem satisfeito não deixará a sua terra para vir lavrar a vossa. E se tiverdes necessidade de um par de sapatos, não será um referendário que vo-lo fará. Igualdade é pois a coisa mais natural e ao mesmo tempo a mais quimérica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se excedem em tudo que deles dependa, os homens exageraram essa desigualdade. Pretendeu-se em muitos países proibir aos cidadãos sair do lugar em que a ventura os fizera nascer. O sentido dessa lei é visivelmente: este pais é tão mau e tão mal governado que vedamos a todo o indivíduo dele sair, por temor que todos o desertem. Fazei melhor: infundi em todos os vossos súbditos o desejo de permanecer no vosso Estado, e aos estrangeiros o desejo de para aí vir. Nos íntimos refolhos do coração todo o homem tem o direito de crer-se de todo o ponto de vista igual aos outros homens. Daí não segue dever o cozinheiro de um cardeal ordenar ao seu senhor que lhe faça o jantar; pode todavia dizer: "Sou tão homem como o meu amo; nasci como ele a chorar; como eu ele morrerá nas mesmas angústias e com as mesmas cerimónias. Temos ambos as mesmas funções animais. Se os turcos se apoderarem de Roma e eu me tornar cardeal e o meu senhor cozinheiro, tomá-lo-ei a meu serviço". Tudo isso é razoável e justo. Mas, enquanto o grão turco não se assenhorear de Roma, o cozinheiro precisa de cumprir as suas obrigações, ou toda a humanidade se perverteria. &lt;br /&gt;Um homem que não seja cozinheiro de cardeal nem ocupe nenhum cargo no Estado; um particular que nada tenha de seu mas a quem repugne o ser em toda a parte recebido com ar de proteção ou desprezo; um homem que veja que muitos monsignori não têm mais ciência, nem mais espírito, nem mais virtude que ele, e que se enfade de esperar nas suas antecâmaras, que partido deve tomar? O da morte". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire, in 'Dicionário Filosófico'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2287390794440484965?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2287390794440484965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/06/voltaire-dependencia-e-raiz-de-todos-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2287390794440484965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2287390794440484965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/06/voltaire-dependencia-e-raiz-de-todos-os.html' title='VOLTAIRE-A DEPENDÊNCIA É A RAIZ DE TODOS OS MALES'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iQJSAjJXp8U/TgttlLsRRWI/AAAAAAAAANA/cbDRmP1h8Wk/s72-c/voltaire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1673635780678740282</id><published>2011-06-11T11:48:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T12:13:46.766-07:00</updated><title type='text'>CECÍLIA MEIRELES-POETA BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Iql1vrgDkkU/TfO-YplQ6wI/AAAAAAAAAMo/TBuXCepSBB0/s1600/cecilia-meireles-15.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 340px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Iql1vrgDkkU/TfO-YplQ6wI/AAAAAAAAAMo/TBuXCepSBB0/s400/cecilia-meireles-15.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617042490949430018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retrato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não tinha este rosto de hoje, &lt;br /&gt;assim calmo, assim triste, assim magro, &lt;br /&gt;nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.&lt;br /&gt;Eu não tinha estas mãos sem força, &lt;br /&gt;tão paradas e frias e mortas; &lt;br /&gt;eu não tinha este coração que nem se mostra. &lt;br /&gt;Eu não dei por esta mudança, &lt;br /&gt;tão simples, tão certa, tão fácil: &lt;br /&gt;Em que espelho ficou perdida a minha face?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c5IfNvw6k0k/TfO6fJfnqOI/AAAAAAAAAMg/2FBSumr1UUQ/s1600/cecilia-meireles-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-c5IfNvw6k0k/TfO6fJfnqOI/AAAAAAAAAMg/2FBSumr1UUQ/s400/cecilia-meireles-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617038204548393186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AQUELE QUE APROXIMA OS QUE SEMPRE ESTARÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que aproxima os que sempre estarão&lt;br /&gt;distantes e desunidos&lt;br /&gt;e separa os que pareceriam&lt;br /&gt;para sempre unidos e semelhantes&lt;br /&gt;enxuga meus olhos&lt;br /&gt;no alto da noite de mil direções.&lt;br /&gt;Encostada a seu peito,&lt;br /&gt;contemplo desfigurada&lt;br /&gt;o negro curso da vida&lt;br /&gt;como, um dia,&lt;br /&gt;do alto de uma fortaleza&lt;br /&gt;vi a solidão das pedras milenares&lt;br /&gt;que desciam por suas arruinadas vertentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Poesias Completas de Cecília Meireles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Amor...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil para os indecisos.&lt;br /&gt;É assustador para os medrosos.&lt;br /&gt;Avassalador para os apaixonados!&lt;br /&gt;Mas, os vencedores no amor são os&lt;br /&gt;fortes.&lt;br /&gt;Os que sabem o que querem e querem o que têm!&lt;br /&gt;Sonhar um sonho a dois,&lt;br /&gt;e nunca desistir da busca de ser feliz,&lt;br /&gt;é para poucos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LUA ADVERSA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho fases, como a lua &lt;br /&gt;Fases de andar escondida, &lt;br /&gt;fases de vir para a rua... &lt;br /&gt;Perdição da minha vida! &lt;br /&gt;Perdição da vida minha! &lt;br /&gt;Tenho fases de ser tua, &lt;br /&gt;tenho outras de ser sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fases que vão e vêm, &lt;br /&gt;no secreto calendário &lt;br /&gt;que um astrólogo arbitrário &lt;br /&gt;inventou para meu uso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E roda a melancolia &lt;br /&gt;seu interminável fuso! &lt;br /&gt;Não me encontro com ninguém &lt;br /&gt;(tenho fases como a lua...) &lt;br /&gt;No dia de alguém ser meu &lt;br /&gt;não é dia de eu ser sua... &lt;br /&gt;E, quando chega esse dia, &lt;br /&gt;o outro desapareceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Despedida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, e por vós, e por mais aquilo &lt;br /&gt;que está onde as outras coisas nunca estão, &lt;br /&gt;deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: &lt;br /&gt;quero solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caminho é sem marcos nem paisagens. &lt;br /&gt;E como o conheces? - me perguntarão. &lt;br /&gt;- Por não ter palavras, por não ter imagens. &lt;br /&gt;Nenhum inimigo e nenhum irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada. &lt;br /&gt;Viajo sozinha com o meu coração. &lt;br /&gt;Não ando perdida, mas desencontrada. &lt;br /&gt;Levo o meu rumo na minha mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória voou da minha fronte. &lt;br /&gt;Voou meu amor, minha imaginação... &lt;br /&gt;Talvez eu morra antes do horizonte. &lt;br /&gt;Memória, amor e o resto onde estarão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. &lt;br /&gt;(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! &lt;br /&gt;Estandarte triste de uma estranha guerra...) &lt;br /&gt;Quero solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1673635780678740282?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1673635780678740282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/06/cecilia-meireles-poeta-brasileira.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1673635780678740282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1673635780678740282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/06/cecilia-meireles-poeta-brasileira.html' title='CECÍLIA MEIRELES-POETA BRASILEIRA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Iql1vrgDkkU/TfO-YplQ6wI/AAAAAAAAAMo/TBuXCepSBB0/s72-c/cecilia-meireles-15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-23136790260598841</id><published>2011-05-15T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-15T17:11:34.872-07:00</updated><title type='text'>FERNANDO PESSOA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4XeboUrlLbo/TdBrrPId9EI/AAAAAAAAAMU/_Bd258PZclA/s1600/Fernando%2BPessoa%2Bem%2B1914.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 369px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4XeboUrlLbo/TdBrrPId9EI/AAAAAAAAAMU/_Bd258PZclA/s400/Fernando%2BPessoa%2Bem%2B1914.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607099926616863810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poesia Felicidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. &lt;br /&gt;Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. &lt;br /&gt;Se achar que precisa voltar, volte! &lt;br /&gt;Se perceber que precisa seguir, siga! &lt;br /&gt;Se estiver tudo errado, comece novamente. &lt;br /&gt;Se estiver tudo certo, continue.&lt;br /&gt;Se sentir saudades, mate-a. &lt;br /&gt;Se perder um amor, não se perca! &lt;br /&gt;Se o achar, segure-o!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver&lt;br /&gt;Apesar de todos os desafios,&lt;br /&gt;Incompreensões e períodos de crise.&lt;br /&gt;Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas&lt;br /&gt;E se tornar um autor da própria história.&lt;br /&gt;É atravessar desertos fora de si,&lt;br /&gt;Mas ser capaz de encontrar um oásis&lt;br /&gt;No recôndito da sua alma.&lt;br /&gt;É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.&lt;br /&gt;Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.&lt;br /&gt;É saber falar de si mesmo.&lt;br /&gt;É ter coragem para ouvir um “não”.&lt;br /&gt;É ter segurança para receber uma crítica,&lt;br /&gt;Mesmo que injusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras no caminho?&lt;br /&gt;Guardo todas, um dia vou&lt;br /&gt;Construir um castelo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo tudo o que foi&lt;br /&gt;Tudo o que já não é&lt;br /&gt;A dor que já não me dói&lt;br /&gt;A antiga e errônea fé&lt;br /&gt;O ontem que a dor deixou&lt;br /&gt;O que deixou alegria&lt;br /&gt;Só porque foi, e voou&lt;br /&gt;E hoje é já outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto Caeiro&lt;br /&gt;Acho tão Natural que não se Pense&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;     Acho tão natural que não se pense &lt;br /&gt;     Que me ponho a rir às vezes, sozinho, &lt;br /&gt;     Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa &lt;br /&gt;     Que tem que ver com haver gente que pensa ... &lt;br /&gt;     Que pensará o meu muro da minha sombra?   &lt;br /&gt;     Pergunto-me às vezes isto até dar por mim  &lt;br /&gt;     A perguntar-me cousas. . . &lt;br /&gt;     E então desagrado-me, e incomodo-me &lt;br /&gt;     Como se desse por mim com um pé dormente. . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Que pensará isto de aquilo? &lt;br /&gt;     Nada pensa nada. &lt;br /&gt;     Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem? &lt;br /&gt;     Se ela a tiver, que a tenha... &lt;br /&gt;     Que me importa isso a mim? &lt;br /&gt;     Se eu pensasse nessas cousas, &lt;br /&gt;     Deixaria de ver as árvores e as plantas &lt;br /&gt;     E deixava de ver a Terra, &lt;br /&gt;     Para ver só os meus pensamentos ... &lt;br /&gt;     Entristecia e ficava às escuras. &lt;br /&gt;     E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah, a Esta Alma Que Não Arde&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AH, A ESTA alma que não arde &lt;br /&gt;Não envolve, porque ama, &lt;br /&gt;A esperança, ainda que vã, &lt;br /&gt;O esquecimento que vive &lt;br /&gt;Entre o orvalho da tarde &lt;br /&gt;E o orvalho da manhã.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                            &lt;strong&gt;Breve o Dia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Breve o dia, breve o ano, breve tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Não tarda nada sermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Isto, pensado, me de a mente absorve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Todos mais pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Que, inda que mágoa, é vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fresta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em meus momentos escuros &lt;br /&gt;Em que em mim não há ninguém, &lt;br /&gt;E tudo é névoas e muros &lt;br /&gt;Quanto a vida dá ou tem,  &lt;br /&gt;Se, um instante, erguendo a fronte &lt;br /&gt;De onde em mim sou aterrado, &lt;br /&gt;Vejo o longínquo horizonte &lt;br /&gt;Cheio de sol posto ou nado  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revivo, existo, conheço, &lt;br /&gt;E, ainda que seja ilusão &lt;br /&gt;O exterior em que me esqueço, &lt;br /&gt;Nada mais quero nem peço. &lt;br /&gt;Entrego-lhe o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-23136790260598841?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/23136790260598841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/05/fernando-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/23136790260598841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/23136790260598841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/05/fernando-pessoa.html' title='FERNANDO PESSOA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4XeboUrlLbo/TdBrrPId9EI/AAAAAAAAAMU/_Bd258PZclA/s72-c/Fernando%2BPessoa%2Bem%2B1914.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1613478671684700406</id><published>2011-04-26T19:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T19:39:10.283-07:00</updated><title type='text'>FLORBELA ESPANCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ABuPQme-w3E/Tbd_y5ZQOSI/AAAAAAAAAMM/NhgSYumBWMo/s1600/florbela2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ABuPQme-w3E/Tbd_y5ZQOSI/AAAAAAAAAMM/NhgSYumBWMo/s400/florbela2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600085174035429666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a que no mundo anda perdida, &lt;br /&gt;Eu sou a que na vida não tem norte, &lt;br /&gt;Sou a irmã do Sonho, e desta sorte &lt;br /&gt;Sou a crucificada… a dolorida… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombra de névoa ténue e esvaecida, &lt;br /&gt;E que o destino amargo, triste e forte, &lt;br /&gt;Impele brutalmente para a morte! &lt;br /&gt;Alma de luto sempre incompreendida!… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou aquela que passa e ninguém vê… &lt;br /&gt;Sou a que chamam triste sem o ser… &lt;br /&gt;Sou a que chora sem saber porquê… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou talvez a visão que Alguém sonhou, &lt;br /&gt;Alguém que veio ao mundo pra me ver &lt;br /&gt;E que nunca na vida me encontrou! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uiNtvUl-Qz0/Tbd_BxyWrvI/AAAAAAAAAL8/nDRQnTEVg6w/s1600/florbela_espanca%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 305px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uiNtvUl-Qz0/Tbd_BxyWrvI/AAAAAAAAAL8/nDRQnTEVg6w/s400/florbela_espanca%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600084330179636978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Não se pode chegar aos astros quem leva vida de rastros, quem é poeira do chão.” - Florbela Espanca &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XHnphVkLZdg/Tbd-zsYEQNI/AAAAAAAAAL0/Q2YGOMWWMCg/s1600/florbela_espanca%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 328px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XHnphVkLZdg/Tbd-zsYEQNI/AAAAAAAAAL0/Q2YGOMWWMCg/s400/florbela_espanca%2B3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600084088209031378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lágrimas Ocultas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me ponho a cismar em outras eras&lt;br /&gt;Em que rí e cantei, em que era querida,&lt;br /&gt;Parece-me que foi outras esferas,&lt;br /&gt;Parece-me que foi numa outra vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha triste boca dolorida&lt;br /&gt;Que dantes tinha o rir das primaveras,&lt;br /&gt;Esbate as linhas graves e severas&lt;br /&gt;E cai num abandono de esquecida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico, pensativa, olhando o vago...&lt;br /&gt;Toma a brandura plácida dum lago&lt;br /&gt;O meu rosto de monja de marfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as lágrimas que choro, branca e calma,&lt;br /&gt;Ninguém as vê brotar dentro da alma!&lt;br /&gt;Ninguém as vê cair dentro de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fanatismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.&lt;br /&gt;Meus olhos andam cegos de te ver!&lt;br /&gt;Não és sequer razão do meu viver&lt;br /&gt;Pois que tu és já toda a minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, olhos postos em ti, digo de rastros:&lt;br /&gt;«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,&lt;br /&gt;Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1613478671684700406?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1613478671684700406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/florbela-espanca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1613478671684700406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1613478671684700406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/florbela-espanca.html' title='FLORBELA ESPANCA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ABuPQme-w3E/Tbd_y5ZQOSI/AAAAAAAAAMM/NhgSYumBWMo/s72-c/florbela2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4371735903230320839</id><published>2011-04-24T15:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T15:52:07.289-07:00</updated><title type='text'>ELIZABETH BISHOP- A ARTE DE PERDER/CADELA ROSADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hXl3zBMh-Lc/TbSm-ZMFQ-I/AAAAAAAAALs/_nUmXECADCc/s1600/elizabeth-bishop.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hXl3zBMh-Lc/TbSm-ZMFQ-I/AAAAAAAAALs/_nUmXECADCc/s400/elizabeth-bishop.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599283827572032482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;One Art &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The art of losing isn't hard to master;&lt;br /&gt;so many things seem filled with the intent&lt;br /&gt;to be lost that their loss is no disaster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lose something every day. Accept the fluster&lt;br /&gt;of lost door keys, the hour badly spent.&lt;br /&gt;The art of losing isn't hard to master.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Then practice losing farther, losing faster:&lt;br /&gt;places, and names, and where it was you meant &lt;br /&gt;to travel. None of these will bring disaster.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I lost my mother's watch. And look! my last, or&lt;br /&gt;next-to-last, of three loved houses went.&lt;br /&gt;The art of losing isn't hard to master.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I lost two cities, lovely ones. And, vaster,&lt;br /&gt;some realms I owned, two rivers, a continent.&lt;br /&gt;I miss them, but it wasn't a disaster.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;-Even losing you (the joking voice, a gesture&lt;br /&gt;I love) I shan't have lied. It's evident&lt;br /&gt;the art of losing's not too hard to master&lt;br /&gt;though it may look like (Write it!) like disaster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tradução de Paulo Henriques Britto&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“A arte de perder não é nenhum mistério; &lt;br /&gt;Tantas coisas contêm em si o acidente&lt;br /&gt;De perdê-las, que perder não é nada sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, &lt;br /&gt;A chave perdida, a hora gasta bestamente. &lt;br /&gt;A arte de perder não é nenhum mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois perca mais rápido, com mais critério: &lt;br /&gt;Lugares, nomes, a escala subseqüente &lt;br /&gt;Da viagem não feita. Nada disso é sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero &lt;br /&gt;Lembrar a perda de três casas excelentes. &lt;br /&gt;A arte de perder não é nenhum mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi duas cidades lindas. E um império &lt;br /&gt;Que era meu, dois rios, e mais um continente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente &lt;br /&gt;que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CADELA ROSADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         [Rio de Janeiro]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol forte, céu azul. O Rio sua.&lt;br /&gt;Praia apinhada de barracas. Nua,&lt;br /&gt;passo apressado, você cruza a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada,&lt;br /&gt;sem pêlo, pele tão avermelhada...&lt;br /&gt;Quem a vê até troca de calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm medo da raiva. Mas isso não &lt;br /&gt;é hidrofobia — é sarna. O olhar é são&lt;br /&gt;e esperto. E os seus filhotes, onde estão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tetas cheias de leite.) Em que favela&lt;br /&gt;você os escondeu, em que ruela,&lt;br /&gt;pra viver sua vida de cadela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não sabia? Deu no jornal:&lt;br /&gt;pra resolver o problema social,&lt;br /&gt;estão jogando os mendigos num canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não são só pedintes os lançados&lt;br /&gt;no rio da Guarda: idiotas, aleijados,&lt;br /&gt;vagabundos, alcoólatras, drogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fazem isso com gente, os estúpidos,&lt;br /&gt;com pernetas ou bípedes, sem escrúpulos,&lt;br /&gt;o que não fariam com um quadrúpede?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piada mais contada hoje em dia&lt;br /&gt;é que os mendigos, em vez de comida,&lt;br /&gt;andam comprando bóias salva-vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, no estado em que está, com esses peitos,&lt;br /&gt;jogada no rio, afundava feito&lt;br /&gt;parafuso. Falando sério, o jeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo é vestir alguma fantasia.&lt;br /&gt;Não dá pra você ficar por aí à&lt;br /&gt;toa com essa cara. Você devia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pôr uma máscara qualquer. Que tal?&lt;br /&gt;Até a quarta-feira, é Carnaval!&lt;br /&gt;Dance um samba! Abaixo o baixo-astral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Carnaval está acabando,&lt;br /&gt;culpa do rádio, dos americanos...&lt;br /&gt;Dizem a mesma bobagem todo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval está cada vez melhor!&lt;br /&gt;Agora, um cão pelado é mesmo um horror...&lt;br /&gt;Vamos, se fantasie! A-lá-lá-ô...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1979&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PINK DOG&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;                         [Rio de Janeiro]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The sun is blazing and the sky is blue. &lt;br /&gt;Umbrellas clothe the beach in every hue. &lt;br /&gt;Naked, you trot across the avenue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, never have I seen a dog so bare! &lt;br /&gt;Naked and pink, without a single hair... &lt;br /&gt;Startled, the passersby draw back and stare. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Of course they're mortally afraid of rabies. &lt;br /&gt;You are not mad; you have a case of scabies &lt;br /&gt;but look intelligent. Where are your babies? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A nursing mother, by those hanging teats.) &lt;br /&gt;In what slum have you hidden them, poor bitch, &lt;br /&gt;while you go begging, living by your wits? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Didn't you know? It's been in all the papers,&lt;br /&gt;to solve this problem, how they deal with beggars?&lt;br /&gt;They take and throw them in the tidal rivers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, idiots, paralytics, parasites&lt;br /&gt;go bobbing int the ebbing sewage, nights&lt;br /&gt;out in the suburbs, where there are no lights.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If they do this to anyone who begs,&lt;br /&gt;drugged, drunk, or sober, with or without legs,&lt;br /&gt;what would they do to sick, four-legged dogs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the cafés and on the sidewalk corners&lt;br /&gt;the joke is going round that all the beggars&lt;br /&gt;who can afford them now wear life preservers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In your condition you would not be able&lt;br /&gt;even to float, much less to dog-paddle.&lt;br /&gt;Now look, the practical, the sensible &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;solution is to wear a fantasía. &lt;br /&gt;Tonight you simply can't afford to be a-&lt;br /&gt;n eyesore... But no one will ever see a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dog in máscara this time of year. &lt;br /&gt;Ash Wednesday'll come but Carnival is here. &lt;br /&gt;What sambas can you dance? What will you wear? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They say that Carnival's degenerating &lt;br /&gt;— radios, Americans, or something, &lt;br /&gt;have ruined it completely. They're just talking. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnival is always wonderful! &lt;br /&gt;A depilated dog would not look well. &lt;br /&gt;Dress up! Dress up and dance at Carnival! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1979&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4371735903230320839?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4371735903230320839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/elizabeth-bishop-arte-de-perder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4371735903230320839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4371735903230320839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/elizabeth-bishop-arte-de-perder.html' title='ELIZABETH BISHOP- A ARTE DE PERDER/CADELA ROSADA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hXl3zBMh-Lc/TbSm-ZMFQ-I/AAAAAAAAALs/_nUmXECADCc/s72-c/elizabeth-bishop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4297940767343131066</id><published>2011-04-06T08:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T12:22:31.951-07:00</updated><title type='text'>TARDES POÉTICAS NAS ESCOLAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ou_Lgrc0tv8/TZyB8NCJwQI/AAAAAAAAALk/AUqB1FZJt4k/s1600/livros%2B2.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 354px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ou_Lgrc0tv8/TZyB8NCJwQI/AAAAAAAAALk/AUqB1FZJt4k/s400/livros%2B2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592487708578136322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ZL COMUNICAÇÃO APRESENTA O PROJETO :  TARDES POÉTICAS&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela nossa língua, nossa cultura. A rima, o ritmo e a sonoridade, permitem uma descoberta progressiva das potencialidades da linguagem escrita. Essa descoberta, tão decisiva para a formação do indivíduo, adquire assim um carácter lúdico. Brincar com os sons, descobrir novas ressonâncias, ouvir e ler pequenas histórias em verso, memorizar os poemas preferidos, desvendar imagens e sentimentos contidos na palavra, são atividades de adesão imediata que podem e devem ser introduzidas no universo infantil antes da alfabetização, pois constituem uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia deve ser feita por todos. Entendemos que a arte poética não deve ser  um dom para ser fruído apenas por alguns, mas sim uma dádiva para todos. A poesia é a arte mais democrática que o homem conseguiu criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos dispormos a enfrentá-la com propostas efetivas é preciso acreditar que a poesia é essencial à vida. Que o acesso a ela é um direito de toda criança e todo jovem. Se a criança ou o jovem vai, depois, se tornar um leitor de poesia não temos como afirmar, mas temos o dever de levá-lo a ter contato com uma poesia em que estejam representados seus desejos, dúvidas, medos, alegrias, enfim, sua experiência de vida. Mas, também, proporcionar-lhe leituras desafiadoras que possam questionar posições, preconceitos e a colaborar para que se tornem leitores mais exigentes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É preciso também estar atento ao modo como se dará o encontro do jovem leitor com o poema. O conhecimento das expectativas do leitor e de textos que estão em sintonia com essas expectativas não é suficiente. Inúmeras vezes encontra- mos alunos e alunas que resistem a poemas de Drummond, de Cecília Meireles,de Manuel Bandeira. Temos a consciência de que se o aluno tem dificuldade de gostar de algo a que poucas vezes teve acesso. E se o teve foi via livro didático, de um modo nem sempre adequado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JUSTIFICATIVA&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura, realizada em 2007 pelo Instituto Pró-Livro para a CBL, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Associação Brasileira de Livros, 95,6 milhões de brasileiros (cerca de 55% do total) declararam ter lido um livro nos últimos três meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa mostrou crescimento no número de leitores no Brasil. A média, que era de de 1,8 livro lido por ano por habitante em 2001, passou para para 4,7 livros por habitante/ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faturamento do mercado editorial brasileiro cresceu 6,56% em 2008 ante 2007, com aumento de 5,64% no número de exemplares vendidos. Foram obtidos R$ 2,43 bilhões com a venda de 211,5 milhões de exemplares. Em 2008, somando as vendas do mercado e do governo, o aumento do faturamento foi de 9,71% Descontada a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expansão do faturamento no ano passado atingiu 4,9%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantir que o livro não saia da vida do brasileiro após a fase escolar, esse projeto pretende incentivar a leitura através da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OBJETIVO &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso objetivo é apontar perspectivas de abordagem do poema para leitores jovens, resgata-los das ruas, e sobretudo, fortalecer a auto-estima. Encorajar aos participantes a escreverem seus sentimentos, suas vitórias e esperanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos que quando escrevemos sobre nós, estamos aprendendo a nos conhecer melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho que nos parece mais promissor, embora mais difícil, devido à pouca prática de leitura de poemas, é o da busca, na obra de nossos grandes poetas, de poemas que respondam ao horizonte de expectativa do leitor jovem. O jovem precisa ser incluído nesse processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a leitura em nosso país é desprestigiada, não poderia ser diferente com a poesia. As razões são muitas. Vou abordar algumas delas: em primeiro lugar, muitos adultos, recomendam mas não gostam de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, creio que se criou uma cultura de aparências no seio de uma certa elite que adora sentir-se "intelectual", "culta", "moderna" e "de vanguarda". Num país enraizado na cultura oral e popular - desprezada e desconhecida - é comum que essa elite se sinta "superior", só porque estudou um pouco. Nesse contexto, algumas vezes, surge uma literatura elitista, hermética e especializada, escrita para raros iniciados - literatura que afasta o leitor, mesmo aquele de nível universitário, mas sem formação em literatura.  Impotentes, muitas pessoas chegam à conclusão de que "não têm jeito para a leitura". Naturalmente, isso tem reflexo negativo se pensarmos no leitor jovem que está se formando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último,  somos formados pelo discurso escolarizado, predominante no livro didático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICO ALVO&lt;/strong&gt;: Alunos do Ensino Fundamental e Médio. O Projeto, também, favorece pessoas da comunidade, do bairro, da cidade.... A poesia é para todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos: zlcomunicacao8@gmail.com / jo.hramos@gmail.com&lt;br /&gt;Jô A. Ramos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4297940767343131066?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4297940767343131066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/tardes-poeticas-nas-escolas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4297940767343131066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4297940767343131066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/04/tardes-poeticas-nas-escolas.html' title='TARDES POÉTICAS NAS ESCOLAS'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ou_Lgrc0tv8/TZyB8NCJwQI/AAAAAAAAALk/AUqB1FZJt4k/s72-c/livros%2B2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2710190756798776292</id><published>2011-03-20T13:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T13:56:15.146-07:00</updated><title type='text'>HEINRICH HEINE- POETA ALEMÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-n1SPNhBvLEI/TYZpwNEV0kI/AAAAAAAAALc/xgqmOqXVYLA/s1600/heinrich_heine.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 380px; height: 384px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-n1SPNhBvLEI/TYZpwNEV0kI/AAAAAAAAALc/xgqmOqXVYLA/s400/heinrich_heine.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586268664662184514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1797: Nasce o poeta alemão Heinrich Heine do século 19. Ele tornou-se célebre pela afirmação profética "Onde livros são queimados, seres humanos estão destinados a serem queimados também".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heine abraçou as causas mais candentes de seu tempo, em particular o combate ao racismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ich hätte mir als lyrischer Dichter Ruhm erwerben können...und Deutschland hätte mich geliebt, als satirischer hätte es mich gefürchtet, als Polemiker hätte es auf mich gehört und mich gehasst! Nun bin ich aber, Gott sei’s geklagt, so ziemlich Alles gewesen, und Niemand weiss mich zu classifizieren".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu poderia ter conquistado fama como poeta lírico...e a Alemanha teria me amado; como sátiro, teria me temido; como polêmico teria me ouvido com atenção e me odiado! Mas, seja por culpa de Deus, eu me transformei em um pouco de cada coisa, e ninguém sabe  como me classificar"  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte de sua poesia lírica, especialmente a sua obra de juventude, foi musicada por vários compositores notáveis como Robert Schumann, Franz Schubert, Felix Mendelssohn, Brahms, Hugo Wolf, Richard Wagner e, já no século XX, por Hans Werner Henze e Lord Berners.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um poema de Heine&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem,  linda peixeirinha,&lt;br /&gt;Trégua aos anzóis e aos remos.&lt;br /&gt;Senta-te aqui comigo,&lt;br /&gt;Mãos dadas conversemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclina a cabecinha&lt;br /&gt;E não temas assim:&lt;br /&gt;Não te fias do oceano?&lt;br /&gt;Pois fia-te de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minh’alma, como o oceano,&lt;br /&gt;Tem tufões, correntezas,&lt;br /&gt;E muitas lindas pérolas&lt;br /&gt;Jazem nas profundezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heinrich Heine&lt;br /&gt;(tradução de Manuel Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"An Edom!" / "A Edom!": tradução de André Vallias &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Edom!*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois milênios já perdura&lt;br /&gt;A convivência tão fraterna –&lt;br /&gt;Quando eu respiro, tu me aturas,&lt;br /&gt;Se te enraiveces, eu tolero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, convenhamos,&lt;br /&gt;Cruzaste as raias do mau gosto,&lt;br /&gt;As santas unhas mergulhando&lt;br /&gt;Na tinta rubra do meu corpo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa amizade agora cresce&lt;br /&gt;A cada dia e nunca para;&lt;br /&gt;Virei alguém que se enraivece,&lt;br /&gt;Estou ficando a tua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;An Edom!*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ein Jahrtausend schon und länger,&lt;br /&gt;Dulden wir uns brüderlich,&lt;br /&gt;Du, du duldest, daß ich atme,&lt;br /&gt;Dass du rasest, dulde Ich. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manchmal nur, in dunkeln Zeiten,&lt;br /&gt;Ward dir wunderlich zu Mut,&lt;br /&gt;Und die liebefrommen Tätzchen&lt;br /&gt;Färbtest du mit meinem Blut! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jetzt wird unsre Freundschaft fester,&lt;br /&gt;Und noch täglich nimmt sie zu;&lt;br /&gt;Denn ich selbst begann zu rasen,&lt;br /&gt;Und ich werde fast wie Du.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1824]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que mundo grosso &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mundo grosso, gente avara, &lt;br /&gt;– E mais e mais sem mais sabor! &lt;br /&gt;Diz de você... o quê, amor? &lt;br /&gt;Que não tem vergonha na cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundinho avaro, mundo cego, &lt;br /&gt;Sempre disposto a julgar mal. &lt;br /&gt;Seu beijo doce é meu apego, &lt;br /&gt;Sem falar na ardência final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2710190756798776292?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2710190756798776292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/03/heinrich-heine-poeta-alemao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2710190756798776292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2710190756798776292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/03/heinrich-heine-poeta-alemao.html' title='HEINRICH HEINE- POETA ALEMÃO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-n1SPNhBvLEI/TYZpwNEV0kI/AAAAAAAAALc/xgqmOqXVYLA/s72-c/heinrich_heine.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1259705060799849151</id><published>2011-02-27T15:49:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T15:58:29.371-08:00</updated><title type='text'>LYA LUFT - CANÇÃO NA PLENITUDE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MB95tBZNeEg/TWrkKvsEsfI/AAAAAAAAALU/O9U13MbWzuo/s1600/_lya_luft.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MB95tBZNeEg/TWrkKvsEsfI/AAAAAAAAALU/O9U13MbWzuo/s400/_lya_luft.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578521961702928882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canção na plenitude &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais os olhos de menina &lt;br /&gt;nem corpo adolescente, e a pele &lt;br /&gt;translúcida há muito se manchou. &lt;br /&gt;Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura &lt;br /&gt;agrandada pelos anos e o peso dos fardos &lt;br /&gt;bons ou ruins. &lt;br /&gt;(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que te posso dar é mais que tudo &lt;br /&gt;o que perdi: dou-te os meus ganhos. &lt;br /&gt;A maturidade que consegue rir &lt;br /&gt;quando em outros tempos choraria, &lt;br /&gt;busca te agradar &lt;br /&gt;quando antigamente quereria &lt;br /&gt;apenas ser amada. &lt;br /&gt;Posso dar-te muito mais do que beleza &lt;br /&gt;e juventude agora: esses dourados anos &lt;br /&gt;me ensinaram a amar melhor, com mais paciência &lt;br /&gt;e não menos ardor, a entender-te &lt;br /&gt;se precisas, a aguardar-te quando vais, &lt;br /&gt;a dar-te regaço de amante e colo de amiga, &lt;br /&gt;e sobretudo força — que vem do aprendizado. &lt;br /&gt;Isso posso te dar: um mar antigo e confiável &lt;br /&gt;cujas marés — mesmo se fogem — retornam, &lt;br /&gt;cujas correntes ocultas não levam destroços &lt;br /&gt;mas o sonho interminável das sereias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há gente que, em vez de destruir, constrói; em lugar de invejar, presenteia; em vez de envenenar, embeleza; em lugar de dilacerar, reúne e agrega.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Apesar das minhas fragilidades, avanço.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As pessoas são responsáveis e inocentes em relação ao que acontece com elas, sendo autoras de boa parte de suas escolhas e omissões.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos - e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna simples e tão indiferente.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lembro-me de ti &lt;br /&gt;Nesse instante absoluto, &lt;br /&gt;A vida conduzida por um fio de música. &lt;br /&gt;Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo &lt;br /&gt;Onde tudo será permitido. &lt;br /&gt;Se é só isso que podemos ter, &lt;br /&gt;Que seja forte. Que seja único. &lt;br /&gt;Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia, &lt;br /&gt;Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Termino o livro e fecho o computador sabendo que por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes -, por mais que o contexto paralelo da arte expresse o profundo contraditório sentimento humano, embora dance à nossa frente e nos convoque até o último fio de lucidez, o essencial não tem nome nem forma: é descoberta e assombro, glória ou danação de cada um" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Apesar de todos os medos, escolho a ousadia.Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.Eu, (..........), sou assim. &lt;br /&gt;Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper. A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.Desculpem, mas preciso lhes dizer: EU quero o delírio.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu queria solidão, para não ferir aos outros nem ser machucada.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu coração se transforma a cada experiência. Mas ainda palpita, sobressalta e se assusta. Ainda é vulnerável como quando eu tinha dez anos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. / Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perder, dói! Não adianta dizer NÃO SOFRA, NÃO CHORE; só não podemos ficar parados no tempo chorando nossa dor diante das nossas perdas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Homens são passos; mulheres são perfumes que se aproximam, param e se esquivam, sem lançar raízes nessa treva. Beijam-se às vezes, como num murmúrio, pra depois, num mundo só de beijos...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um anjo vem todas as noites: senta-se ao pé de mim, e passa sobre meu coração a asa mansa, como se fosse meu melhor amigo. Esse fantasma que chega e me abraça (asas cobrindo a ferida do flanco) é todo o amor que resta entre ti e mim, e está comigo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se não conheço os mapas, escolho o imprevisto: qualquer sinal é um bom presságio.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A quatro mãos escrevemos o roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1259705060799849151?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1259705060799849151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/02/lya-luft-cancao-na-plenitude.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1259705060799849151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1259705060799849151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/02/lya-luft-cancao-na-plenitude.html' title='LYA LUFT - CANÇÃO NA PLENITUDE'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MB95tBZNeEg/TWrkKvsEsfI/AAAAAAAAALU/O9U13MbWzuo/s72-c/_lya_luft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2285274500344532267</id><published>2011-01-23T07:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T07:17:30.081-08:00</updated><title type='text'>POETAS CUBANOS: JOSÉ MARTÍ, GABRIEL DE LA CONCEPCIÓN</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TTxFzECEOAI/AAAAAAAAALI/r-Z9js64zss/s1600/GABRIEL%2BDE%2BLA%2BCONCEPCI%25C3%2593N-POETA.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 371px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TTxFzECEOAI/AAAAAAAAALI/r-Z9js64zss/s400/GABRIEL%2BDE%2BLA%2BCONCEPCI%25C3%2593N-POETA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565399983081142274" /&gt;&lt;/a&gt; GABRIEL DE LA CONCEPCIÓN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TTxFjmFucOI/AAAAAAAAALA/V9MZxsxo99g/s1600/JOS%25C3%2589%2BMART%25C3%258D-POETA.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 350px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TTxFjmFucOI/AAAAAAAAALA/V9MZxsxo99g/s400/JOS%25C3%2589%2BMART%25C3%258D-POETA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565399717345390818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;JOSÉ MARTÍ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Rosa Blanca &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivo una rosa blanca,&lt;br /&gt;En julio como en enero,&lt;br /&gt;Para el amigo sincero&lt;br /&gt;Que me da su mano franca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y para el cruel que me arranca &lt;br /&gt;El corazón con que vivo,&lt;br /&gt;Cardo ni ortiga' cultivo: &lt;br /&gt;Cultivo la rosa blanca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La niña de Guatemala&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiero, a la sombra de un ala,&lt;br /&gt;Contar este cuento en flor:&lt;br /&gt;La niña de Guatemala,&lt;br /&gt;La que se murió de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eran de lirios los ramos,&lt;br /&gt;Y las orlas de reseda&lt;br /&gt;Y de jazmín: la enterramos&lt;br /&gt;En una caja de seda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...Ella dio al desmemoriado&lt;br /&gt;Una almohadilla de olor:&lt;br /&gt;El volvió, volvió casado:&lt;br /&gt;Ella se murió de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iban cargándola en andas&lt;br /&gt;Obispos y embajadores:&lt;br /&gt;Detrás iba el pueblo en tandas,&lt;br /&gt;Todo cargado de flores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...Ella, por volverlo a ver,&lt;br /&gt;Salió a verlo al mirador:&lt;br /&gt;El volvió con su mujer:&lt;br /&gt;Ella se murió de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de bronce candente&lt;br /&gt;Al beso de despedida&lt;br /&gt;Era su frente ¡la frente&lt;br /&gt;Que más he amado en mi vida! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...Se entró de tarde en el río,&lt;br /&gt;La sacó muerta el doctor:&lt;br /&gt;Dicen que murió de frío:&lt;br /&gt;Yo sé que murió de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allí, en la bóveda helada,&lt;br /&gt;La pusieron en dos bancos:&lt;br /&gt;Besé su mano afilada,&lt;br /&gt;Besé sus zapatos blancos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Callado, al oscurecer,&lt;br /&gt;Me llamó el enterrador:&lt;br /&gt;Nunca más he vuelto a ver&lt;br /&gt;A la que murió de amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GABRIEL DE LA CONCEPCIÓN VALDÉS ( Plácido) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plegaria A Dios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser de inmensa bondad, Dios poderoso: &lt;br /&gt;a vos acudo en mi dolor vehemente; &lt;br /&gt;extended vuestro brazo omnipotente,&lt;br /&gt;rasgad de la calumnia el velo odioso, &lt;br /&gt;y arrancad este sello ignominioso &lt;br /&gt;con que el mundo manchar quiere mi frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rey de los reyes, Dios de mis abuelos: &lt;br /&gt;vos sólo sois mi defensor, Dios mío; &lt;br /&gt;todo lo puede quien al mar sombrío &lt;br /&gt;olas y peces dio, luz a los cielos, &lt;br /&gt;fuego al sol, giro al aire, al Norte hielos, &lt;br /&gt;vida a las plantas, movimiento al río.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo lo podéis vos, todo fenece&lt;br /&gt;o se reanima a vuestra voz sagrada;&lt;br /&gt;fuera de vos, Señor, el todo es nada&lt;br /&gt;que en la insondable eternidad perece;&lt;br /&gt;y aun esa misma nada os obedece,&lt;br /&gt;pues de ella fue la humanidad creada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo no os puedo engañar, Dios de clemencia,&lt;br /&gt;y pues vuestra eternal sabiduría&lt;br /&gt;ve al través de mi cuerpo el alma mía,&lt;br /&gt;cual del aire a la clara transparencia,&lt;br /&gt;estorbad que, humillada la inocencia,&lt;br /&gt;bata sus palmas la calumnia impía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estorbadlo, Señor, por la preciosa&lt;br /&gt;sangre vertida, que la culpa sella&lt;br /&gt;del pecado de Adán; o por aquella&lt;br /&gt;madre cándida, dulce y amorosa,&lt;br /&gt;cuando envuelta en pesar, mustia y llorosa,&lt;br /&gt;siguió tu muerte como helíaca estrella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas si cuadra a tu suma omnipotencia&lt;br /&gt;que yo perezca cual malvado impío,&lt;br /&gt;y que los hombres mi cadáver frío&lt;br /&gt;ultrajen con maligna complacencia,&lt;br /&gt;suene tu voz y acabe mi existencia...&lt;br /&gt;¡Cúmplase en mí tu voluntad, Dios mío!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2285274500344532267?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2285274500344532267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/01/poetas-cubanos-jose-marti-gabriel-de-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2285274500344532267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2285274500344532267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2011/01/poetas-cubanos-jose-marti-gabriel-de-la.html' title='POETAS CUBANOS: JOSÉ MARTÍ, GABRIEL DE LA CONCEPCIÓN'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TTxFzECEOAI/AAAAAAAAALI/r-Z9js64zss/s72-c/GABRIEL%2BDE%2BLA%2BCONCEPCI%25C3%2593N-POETA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-952079588291102338</id><published>2010-12-28T12:30:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T12:33:50.159-08:00</updated><title type='text'>DESEJO A TODOS UM 2011 DE SAÚDE,SORTE,AMOR E RESPEITO.Jô A. Ramos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRpJLoa9RnI/AAAAAAAAAK4/RBlEqrUlczU/s1600/paz011.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRpJLoa9RnI/AAAAAAAAAK4/RBlEqrUlczU/s400/paz011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555833554492802674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-952079588291102338?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/952079588291102338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/desejo-todos-um-2011-de-saudesorteamor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/952079588291102338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/952079588291102338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/desejo-todos-um-2011-de-saudesorteamor.html' title='DESEJO A TODOS UM 2011 DE SAÚDE,SORTE,AMOR E RESPEITO.Jô A. Ramos'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRpJLoa9RnI/AAAAAAAAAK4/RBlEqrUlczU/s72-c/paz011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-456384578156691705</id><published>2010-12-23T04:46:00.000-08:00</published><updated>2011-07-12T12:28:26.068-07:00</updated><title type='text'>PABLO NERUDA- REGRESSO A UNA CIUDAD</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRNF4Ovf26I/AAAAAAAAAKs/wHc2O1XFf4Y/s1600/neruda4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRNF4Ovf26I/AAAAAAAAAKs/wHc2O1XFf4Y/s400/neruda4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553859597810260898" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Antes de Amar-te&lt;/b&gt;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de amar-te, amor, nada era meu&lt;br /&gt;Vacilei pelas ruas e as coisas:&lt;br /&gt;Nada contava nem tinha nome:&lt;br /&gt;O mundo era do ar que esperava.&lt;br /&gt;E conheci salões cinzentos,&lt;br /&gt;Túneis habitados pela lua,&lt;br /&gt;Hangares cruéis que se despediam,&lt;br /&gt;Perguntas que insistiam na areia.&lt;br /&gt;Tudo estava vazio, morto e mudo,&lt;br /&gt;Caído, abandonado e decaído,&lt;br /&gt;Tudo era inalienavelmente alheio,&lt;br /&gt;Tudo era dos outros e de ninguém,&lt;br /&gt;Até que tua beleza e tua pobreza&lt;br /&gt;De dádivas encheram o outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REGRESO A UNA CIUDAD &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qué he venido? les pregunto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quién soy en esta ciudad muerta?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encuentro la calle ni el techo  &lt;br /&gt;de la loca que me quería.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los cuervos, no hay duda, en las ramas,  &lt;br /&gt;el Monzón verde y furibundo,  &lt;br /&gt;el escupitajo escarlata  &lt;br /&gt;en las calles desmoronadas,  &lt;br /&gt;el aire espeso, pero dónde,  &lt;br /&gt;pero dónde estuve, quién fui?  &lt;br /&gt;No entiendo sino las cenizas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El vendedor de betel mira  &lt;br /&gt;sin reconocer mis zapatos,  &lt;br /&gt;mi rostro recién resurrecto.  &lt;br /&gt;Tal vez su abuelo me diría:  &lt;br /&gt;&lt;&lt;salam&gt;&gt;, pero sucede  &lt;br /&gt;que se cayó mientras volaba,  &lt;br /&gt;se cayó al pozo de la muerte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En tal edificio dormí  &lt;br /&gt;catorce meses y sus años,  &lt;br /&gt;escribí desdichas,  &lt;br /&gt;mordí  &lt;br /&gt;la inocencia de la amargura,  &lt;br /&gt;y ahora paso y no está  la puerta:  &lt;br /&gt;la lluvia ha trabajado mucho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora me doy cuenta que he sido  &lt;br /&gt;no sólo un hombre sino varios  &lt;br /&gt;y que cuantas veces he muerto,  &lt;br /&gt;sin saber cómo he revivido,  &lt;br /&gt;como si cambiara de traje  &lt;br /&gt;me puse a vivir otra vida  &lt;br /&gt;y aquí me tienen sin que sepa  &lt;br /&gt;por qué no reconozco a nadie,  &lt;br /&gt;por qué nadie me reconoce,  &lt;br /&gt;si todos fallecieron aquí  &lt;br /&gt;y yo soy entre tanto olvido  &lt;br /&gt;un pájaro sobreviviente  &lt;br /&gt;o al revés la ciudad me mira  &lt;br /&gt;y sabe que yo soy un muerto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando por bazares de seda  &lt;br /&gt;y por mercados miserables,  &lt;br /&gt;me cuesta creer que las calles  &lt;br /&gt;son las mismas, los ojos negros  &lt;br /&gt;duros como puntas de clavo  &lt;br /&gt;golpean contra mis miradas,  &lt;br /&gt;y la pálida Pagoda de Oro  &lt;br /&gt;con su inmóvil idolatría  &lt;br /&gt;ya no tiene ojos, ya no tiene  &lt;br /&gt;manos, ya no tiene fuego.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiós, calles sucias del tiempo,  &lt;br /&gt;adiós, adiós, amor perdido,  &lt;br /&gt;regreso al vino de mi casa,  &lt;br /&gt;regreso al amor de mi amada,  &lt;br /&gt;a lo que fui y a lo que soy,  &lt;br /&gt;agua y sol, tierras con manzanas,  &lt;br /&gt;meses con labios y con nombres,  &lt;br /&gt;regreso para no volver,  &lt;br /&gt;nunca más quiero equivocarme,  &lt;br /&gt;es peligroso caminar  &lt;br /&gt;hacia atrás porque de repente  &lt;br /&gt;es una cárcel el pasado. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-456384578156691705?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/456384578156691705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/pablo-neruda-regresso-una-ciudad.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/456384578156691705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/456384578156691705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/pablo-neruda-regresso-una-ciudad.html' title='PABLO NERUDA- REGRESSO A UNA CIUDAD'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TRNF4Ovf26I/AAAAAAAAAKs/wHc2O1XFf4Y/s72-c/neruda4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-8636196975993877823</id><published>2010-12-03T10:57:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T11:16:19.219-08:00</updated><title type='text'>JORGE LUÍS BORGES</title><content type='html'>O escritor argentino Jorge Luís Borges morreu como um dos monstros sagrados da literatura universal. Deixou uma obra incomparável em língua espanhola, sobretudo pela capacidade inventiva e pelo poder de suas metáforas de transcendência filosófica. Nos seus últimos anos de vida, viajou incansavelmente pelo mundo com a esposa, Maria Kodama, ex-aluna e secretária particular. Passava no máximo dois ou três dias em cada lugar, não dando muita importância nem para a cegueira nem para a velhice. Um tigre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPlAbZv5zYI/AAAAAAAAAKk/RpuXx7OF4io/s1600/jorge-luis-borges.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPlAbZv5zYI/AAAAAAAAAKk/RpuXx7OF4io/s400/jorge-luis-borges.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546535255595928962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo de tamanha angústia em que ansiara pela morte, e com tal sofreguidão que a certa altura afirmou que morrer para ele era a última esperança. Estava convicto disso. Um dos poemas feitos em sua homenagem, “Buenos Aires”, fala desse momento crucial: “...Debaixo da infelicidade a maior esperança:/ morrer/ quando as luzes se apagam/ e sob as sombras da lua/ não há quase nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Jorge Luis Borges nasceu na capital argentina, Buenos Aires. Bilíngüe desde a sua infância, aprendeu a ler em inglês antes que em castelhano, por influência de sua avó materna de origem inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos seis anos disse a seu pai que queria ser escritor e aos sete escreveu, em inglês, um resumo de literatura grega. Aos oito, inspirado num episódio de "Dom Quixote" de Cervantes, fez seu primeiro conto: "La Visera Fatal". Aos nove anos, traduziu do inglês "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INSTANTES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria menos higiênico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A SEDUÇÃO DO TIGRE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na infância pratiquei com fervor a adoração ao tigre; não o tigre cor de pêssego dos camalotes do Paraná e da confusão amazônica mas o tigre rajado, asiático, real, que só pode ser enfrentado pelos homens de guerra, encastelados sobre um elefante. Costumava demorar-me infindavelmente diante de uma das jaulas no Zoológico; apreciava as vastas enciclopédias e os livros de história natural pelo esplendor dos seus tigres. (Lembro-me ainda dessas figuras: eu que não posso recordar sem horror o rosto ou sorriso de uma mulher). A infância passou, caducaram os tigres, e a paixão por eles, mas eles ainda permanecem em meus sonhos. Nessa lembrança submersa ou caótica, continuam a prevalecer, e assim: adormecido, um sonho qualquer distrai-me e eu sei de imediato que é um sonho. Costumo então pensar: Este é um sonho, uma pura diversão de minha vontade e, já que tenho um poder ilimitado, vou produzir um tigre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh incompetência! Meus sonhos nunca sabem engendrar a apetecida fera. Aparece o tigre, isso sim, mas dissecado e débil, ou com impuras variações de forma, ou bastante fugaz, ou tirante a cão e a pássaro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A PROVA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da porta um homem deixa cair sua corrupção. Em vão elevará esta noite uma prece ao seu curioso deus, que é três, dois, um, e se dirá que é imortal. A gora ouve a profecia de sua morte e sabe que é um animal sentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És, irmão, esse homem. Agradeçamos os vermes e o esquecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HINO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta manhã há no ar a incrível fragrância &lt;br /&gt;das rosas do Paraíso. &lt;br /&gt;Nas margens do Eufrates &lt;br /&gt;Adão descobre a frescura da água. &lt;br /&gt;Uma chuva de ouro cai do céu; &lt;br /&gt;é o amor de Zeus. &lt;br /&gt;Salta do mar um peixe &lt;br /&gt;e um homem de Arigento recordará &lt;br /&gt;ter sido esse peixe. &lt;br /&gt;Na caverna cujo nome será Altamira &lt;br /&gt;uma mão sem cara traça a curva &lt;br /&gt;de um lombo de bisonte. &lt;br /&gt;A lenta mão de Virgílio acaricia &lt;br /&gt;a seda que trouxeram &lt;br /&gt;do reino do Imperador Amarelo &lt;br /&gt;as caravanas e as naves. &lt;br /&gt;O primeiro rouxinol canta na Hungria. &lt;br /&gt;Jesus vê na moeda o perfil de César. &lt;br /&gt;Pitágoras revela a seus gregos &lt;br /&gt;que a forma do tempo é a do círculo. &lt;br /&gt;Numa ilha do Oceano &lt;br /&gt;os cães de prata perseguem os cervos &lt;br /&gt;de outro. &lt;br /&gt;Numa bigorna forjam a espada &lt;br /&gt;que será fiel a Sigurd. &lt;br /&gt;Whitman canta em Manhattan. &lt;br /&gt;Homero nasce em sete cidades. &lt;br /&gt;Uma donzela acaba de aprisionar &lt;br /&gt;o unicórnio branco. &lt;br /&gt;Todo o passado volta como uma onda &lt;br /&gt;e essas antigas coisas recorrem &lt;br /&gt;porque a mulher te beijou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-8636196975993877823?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/8636196975993877823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/jorge-luis-borges.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/8636196975993877823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/8636196975993877823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/jorge-luis-borges.html' title='JORGE LUÍS BORGES'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPlAbZv5zYI/AAAAAAAAAKk/RpuXx7OF4io/s72-c/jorge-luis-borges.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2944464793412026044</id><published>2010-12-02T10:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-02T11:24:27.169-08:00</updated><title type='text'>BRILHO DE UMA PAIXÃO-JOHN KEATS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPfwg8g5s6I/AAAAAAAAAKc/xKimJjaYUDo/s1600/john%2Bkeats%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPfwg8g5s6I/AAAAAAAAAKc/xKimJjaYUDo/s400/john%2Bkeats%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546165914920661922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei o filme BRILHO DE UMA PAIXÃO que conta a curta vida do poeta inglês John Keats. Considerado um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, Keats era belo e visceral, seus poemas sangram, latejam e o filme mostra bem o amor obsessivo do poeta por sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;A href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPfpxdjPwCI/AAAAAAAAAKU/GF2WimHLmEE/s1600/john%2Bkeats%2B1.gif"&gt;&lt;IMG style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 302px; FLOAT: right; HEIGHT: 395px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5546158502085378082 border=0 alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPfpxdjPwCI/AAAAAAAAAKU/GF2WimHLmEE/s400/john%2Bkeats%2B1.gif"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra divide-se entre as freqüentes referências à morte e um intenso sentimento de prazer com a vida. Influenciado pelos poetas gregos do período helênico, como Homero, bem como pelos poetas elizabetanos e ingleses do século XVI, persegue a perfeição estética. Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo romântico, por imagens vibrantes, de grande apelo sensual, e pela expressão de aspectos da Filosofia clássica. Nasce em Londres. Fica órfão ainda criança e passa a ser criado em Edmonton por um tutor, que o transforma em aprendiz de cirurgião. Volta em 1814 para Londres, onde trabalha como assistente de cirurgia em dois hospitais. A partir de 1817, decide abandonar a Medicina e dedicar-se inteiramente à poesia. No mesmo ano publica seu primeiro livro, Poems , marcado por concepções ultra-românticas, mas não obtém sucesso. Em 1818, lança Endymion e inicia a produção de seu maior poema, Hyperion, que não chega a concluir devido aos primeiros sinais da tuberculose. Não obtém reconhecimento em vida, sendo cultuado apenas após sua morte, aos 26 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Soneto&lt;/STRONG&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fico a pensar poder deixar de ser antes que a minha pena haja tudo traçado, antes que em algum livro ainda possa colher dos grãos que semeei o fruto sazonado; quando vejo na noite os astros a brilhar - vasto e obscuro Universo, impenetrável mundo! - quando penso que nunca hei de poder traçar sua imagem com arte e em sentido profundo; quando sinto a fugaz beleza de alguma hora que não verei jamais – como doce miragem – turva-se a minha mente, e a alma em silêncio chora um impulsivo amor. E a sós, me sinto à margem do imenso mundo, e anseio imergir a alma em nada até que a glória e o amor me dêem a hora sonhada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Trecho do poema "Endymion": trad. p. Augusto de Campos &lt;/STRONG&gt;&lt;STRONG&gt;Endymion&lt;/STRONG&gt; (trecho) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é belo há de ser eternamente &lt;br /&gt;Uma alegria, e há de seguir presente.&lt;br /&gt;Não morre; onde quer que a vida breve &lt;br /&gt;Nos leve, há de nos dar um sono leve,&lt;br /&gt;Cheio de sonhos e de calmo alento.&lt;br /&gt;Assim, cabe tecer cada momento &lt;br /&gt;Nessa grinalda que nos entretece &lt;br /&gt;À terra, apesar da pouca messe&lt;br /&gt;De nobres naturezas, das agruras,&lt;br /&gt;Das nossas tristes aflições escuras, &lt;br /&gt;Das duras dores. Sim, ainda que rara,&lt;br /&gt;Alguma forma de beleza aclara&lt;br /&gt;As névoas da alma. &lt;br /&gt;O sol e a lua estão&lt;br /&gt;Luzindo e há sempre uma árvore onde vão &lt;br /&gt;Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos&lt;br /&gt;De uvas num mundo verde; riachos&lt;br /&gt;Que refrescam, e o bálsamo da aragem&lt;br /&gt;Que ameniza o calor; musgo, folhagem, &lt;br /&gt;Campos, aromas, flores, grãos, sementes,&lt;br /&gt;E a grandeza do fim que aos imponentes&lt;br /&gt;Mortos pensamos recobrir de glória,&lt;br /&gt;E os contos encantados na memória:&lt;br /&gt;Fonte sem fim dessa imortal bebida &lt;br /&gt;Que vem do céus e alenta a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-25d46ef307e345ac" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v24.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D25d46ef307e345ac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331410635%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D29354A18D3437BF15193F8DE9044F694B20E2965.85B677C7E1C2D447FBB1B61BBAAAEE409FD28A27%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D25d46ef307e345ac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D7WEiFY51QbBF53yMku6YCPi4OjA&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v24.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D25d46ef307e345ac%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331410635%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D29354A18D3437BF15193F8DE9044F694B20E2965.85B677C7E1C2D447FBB1B61BBAAAEE409FD28A27%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D25d46ef307e345ac%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D7WEiFY51QbBF53yMku6YCPi4OjA&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2944464793412026044?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=25d46ef307e345ac&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2944464793412026044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/brilho-de-uma-paixao-john-keats.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2944464793412026044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2944464793412026044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/12/brilho-de-uma-paixao-john-keats.html' title='BRILHO DE UMA PAIXÃO-JOHN KEATS'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TPfwg8g5s6I/AAAAAAAAAKc/xKimJjaYUDo/s72-c/john%2Bkeats%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2532563699339750550</id><published>2010-11-16T15:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T15:43:01.392-08:00</updated><title type='text'>ADÉLIA PRADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TOMW8mkMIEI/AAAAAAAAAKM/vNGIXNqCgZg/s1600/adelia-prado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TOMW8mkMIEI/AAAAAAAAAKM/vNGIXNqCgZg/s400/adelia-prado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540297196996141122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim que desde a infância venho vindo&lt;br /&gt;como se o meu destino&lt;br /&gt;fosse o exato destino de uma estrela&lt;br /&gt;apelam incríveis coisas:&lt;br /&gt;pintar as unhas, descobrir a nuca,&lt;br /&gt;piscar os olhos, beber.&lt;br /&gt;Tomo o nome de Deus num vão.&lt;br /&gt;Descobri que a seu tempo&lt;br /&gt;vão me chorar e esquecer.&lt;br /&gt;Vinte anos mais vinte é o que tenho,&lt;br /&gt;mulher ocidental que se fosse homem&lt;br /&gt;amaria chamar-se Eliud Jonathan.&lt;br /&gt;Neste exato momento do dia vinte de julho&lt;br /&gt;de mil novecentos e setenta e seis,&lt;br /&gt;o céu é bruma, está frio, estou feia,&lt;br /&gt;acabo de receber um beijo pelo correio.&lt;br /&gt;Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JANELA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janela, palavra linda.&lt;br /&gt;Janela é o bater das asas da borboleta amarela.&lt;br /&gt;Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,&lt;br /&gt;janela jeca, de azul.&lt;br /&gt;Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,&lt;br /&gt;meu pé esbarra no chão.&lt;br /&gt;Janela sobre o mundo aberta, por onde vi&lt;br /&gt;o casamento da Anita esperando neném, a mãe&lt;br /&gt;do Pedro Cisterna urinando na chuva, por onde vi&lt;br /&gt;meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:&lt;br /&gt;minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.&lt;br /&gt;Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,&lt;br /&gt;clarabóia na minha alma,&lt;br /&gt;olho no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIREITOS HUMANOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que Deus mora em mim&lt;br /&gt;como sua melhor casa.&lt;br /&gt;sou sua paisagem,&lt;br /&gt;sua retorta alquímica&lt;br /&gt;e para sua alegria&lt;br /&gt;seus dois olhos.&lt;br /&gt;Mas esta letra é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Oráculos de Maio, p.73.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2532563699339750550?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2532563699339750550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/11/adelia-prado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2532563699339750550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2532563699339750550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/11/adelia-prado.html' title='ADÉLIA PRADO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TOMW8mkMIEI/AAAAAAAAAKM/vNGIXNqCgZg/s72-c/adelia-prado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4468867195699037144</id><published>2010-11-06T18:41:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T18:43:26.364-07:00</updated><title type='text'>BERTOLD BRECHT</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TNYEIee3uRI/AAAAAAAAAKE/QVGkKtD9bDU/s1600/bertolt-brecht.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 346px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TNYEIee3uRI/AAAAAAAAAKE/QVGkKtD9bDU/s400/bertolt-brecht.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536617335566612754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro levaram os negros&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso&lt;br /&gt;Eu não era negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida levaram alguns operários&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso&lt;br /&gt;Eu também não era operário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois prenderam os miseráveis&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso&lt;br /&gt;Porque eu não sou miserável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois agarraram uns desempregados&lt;br /&gt;Mas como tenho meu emprego&lt;br /&gt;Também não me importei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estão me levando&lt;br /&gt;Mas já é tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não me importei com ninguém&lt;br /&gt;Ninguém se importa comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertold Brecht&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4468867195699037144?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4468867195699037144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/11/bertold-brecht.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4468867195699037144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4468867195699037144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/11/bertold-brecht.html' title='BERTOLD BRECHT'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TNYEIee3uRI/AAAAAAAAAKE/QVGkKtD9bDU/s72-c/bertolt-brecht.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7193708987682376576</id><published>2010-10-08T11:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T11:49:59.961-07:00</updated><title type='text'>VARGAS LLOSA GANHA O NOBEL DE LITERATURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TK9mn6hX2LI/AAAAAAAAAJ8/4g46HT1BJnY/s1600/mario_vargas_llosa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TK9mn6hX2LI/AAAAAAAAAJ8/4g46HT1BJnY/s400/mario_vargas_llosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525748103717050546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em mais de um século de existência, o Nobel premiou apenas 11 escritores de língua espanhola, desde que o dramaturgo espanhol José Echegaray y Eizaguirre (1832-1916) recebeu o prêmio, em 1904.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, a Academia Sueca corrigiu uma injustiça e finalmente lembrou do peruano Mario Vargas Llosa, que, aos 74 anos, vai receber o Nobel de Literatura por seis décadas dedicadas à literatura, carreira que começou com uma peça de teatro escrita aos 16 anos, La Huida Del Inca (A Fuga do Inca). Até mesmo Llosa demonstrou surpresa. "Achei que a Academia Sueca havia me esquecido", declarou ao ser notificado do prêmio. "Há muitos anos mencionou-se meu nome, mas não sabia se era sério ou não", disse Vargas Llosa, colaborador do Estado, de Nova York, onde dá aulas na Universidade de Princeton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor disse que o prêmio "é um reconhecimento à literatura da América Latina e da Espanha", revelando esperar que seus livros "tenham para os leitores uma importância comparável ao papel que Cervantes e Flaubert tiveram em minha vida". A Academia disse que concedeu o prêmio a Vargas Llosa por sua "cartografia das estruturas do poder e mordazes imagens da resistência, da rebelião e derrota do indivíduo". Llosa gostou da justificativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas Llosa, que escreveu mais de 30 romances, peças de teatro e ensaios. Nascido em Arequipa, num vale de montanhas desérticas da cordilheira dos Andes, o escritor teve de migrar com a mãe divorciada para Cochabamba, Bolívia, onde Vargas Llosa concluiu seus estudos básicos. Só na volta ao Peru, em 1946, quanto tinha 10 anos, ele conheceu o pai, antes de ingressar num colégio militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas Llosa tem o dom de transformar crônicas sobre a realidade peruana em fábulas morais, recorrendo a personagens que migram de um livro para o outro sem muita cerimônia, como o cabo Lituma, que saiu do romance A Casa Verde para se tornar o protagonista de Lituma nos Andes. Neste, o escritor critica o irracionalismo dos guerrilheiros do Sendero Luminoso, olhando para o medo instaurado nos povoados - seja por intimidação militar ou pelo misticismo rasteiro - como manifestação de uma mesma origem. A tradição mística dos países latinos ligada a rebelião política seria analisada em detalhes em seu livro A Guerra do Fim do Mundo (1980), épico em que exercita seu lado jornalístico com rigor, reavaliando a figura de Antonio Conselheiro e a campanha de Canudos, temas do clássico Os Sertões, de Euclides da Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu mais recente livro é Sabres e Utopias (Objetiva), em que critica o esquerdismo de colegas escritores e faz uma análise da política e da literatura latino-americana contemporânea.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7193708987682376576?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7193708987682376576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/10/vargas-llosa-ganha-o-nobel-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7193708987682376576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7193708987682376576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/10/vargas-llosa-ganha-o-nobel-de.html' title='VARGAS LLOSA GANHA O NOBEL DE LITERATURA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TK9mn6hX2LI/AAAAAAAAAJ8/4g46HT1BJnY/s72-c/mario_vargas_llosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-5198226651783901878</id><published>2010-09-05T16:04:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T16:28:36.339-07:00</updated><title type='text'>POETA FERREIRA GULLAR LANÇA LIVRO, GANHA O PRÊMIO CAMÕES E COMPLETA 80 ANOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Poeta lança 'Em Alguma Parte Alguma' na semana em que completa 80 anos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TIQmWuMB8mI/AAAAAAAAAJ0/_0iz7d0a8Xk/s1600/ferreira-gullar-foto.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TIQmWuMB8mI/AAAAAAAAAJ0/_0iz7d0a8Xk/s400/ferreira-gullar-foto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513574015605797474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TIQjqL-yN7I/AAAAAAAAAJs/x9vxkVmg5UQ/s1600/CAPA-Gullar-site.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 261px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TIQjqL-yN7I/AAAAAAAAAJs/x9vxkVmg5UQ/s400/CAPA-Gullar-site.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513571051485935538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestes a completar 80 anos, o poeta Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010, está em plena forma e vitalidade ao comemorar o mês de aniversário com o lançamento do livro Em Alguma Parte Alguma.A obra encerra um jejum de onze anos do autor sem publicar poesias. Seu último livro no gênero foi "Muitas Vozes", de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor disse discordar da ideia de que fazer poemas seja um ato doloroso. Para ele, o poeta pode até criar algo a partir da dor, mas sente prazer quando consegue transferi-la para o papel. "O poeta escreve para se livrar de uma emoção. Ninguém consegue ficar emocionado o tempo todo", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com ele, esta dor é um elemento que ajuda o leitor a se identificar com o texto, já que ele reconhece um sentimento que também viveu transfigurado nos versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua fala, Gullar se entusiasmou ao defender a ideia de que os poetas estão mais próximos da verdade. Para o escritor, ao contrário dos filósofos que precisam apresentar coerência em seu raciocínio, poetas têm liberdade para entrar em contradição o tempo todo, uma vez que seu compromisso é apenas com o que estão sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O poeta não acredita na verdade com 'v' maiúsculo, ele sabe que o mundo é caótico e não tem explicação, por isto está mais receptivo a apreendê-lo tal como ele é", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FRASE DE FERREIRA GULLAR : "EU NÃO QUERO TER RAZÃO, EU QUERO SE FELIZ"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira Gullar foi o vencedor do Prêmio Camões da edição 2010, a maior honraria das letras lusófonas. O prêmio, no valor de 100 mil euros, foi criado em conjunto por Brasil e Portugal em 1989, e homenageia um escritor a cada ano por sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio foi feito no dia 31 de agoto, em Lisboa, Portugal, pela ministra da Cultura daquele país, Gabriela Canavilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de poeta, Gullar, que faz 80 anos no dia 10 de setembro, também é conhecido pela crítica de arte e dramaturgia. Ele ainda escreveu ensaios, crônicas, memórias e até ficções curtas. Sua obra “Poema sujo”, escrito no exílio em 1975 e publicado apenas em 1976, mistura lembranças da sua infância no Maranhão com questões políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, foi vencedor do Prêmio Jabuti. É também ganhador, pelo conjunto de sua obra, do Prêmio Machado de Assis, a maior honraria da Academia Brasileira de Letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-5198226651783901878?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/5198226651783901878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/09/poeta-ferreira-goulart-lanca-livro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5198226651783901878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5198226651783901878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/09/poeta-ferreira-goulart-lanca-livro.html' title='POETA FERREIRA GULLAR LANÇA LIVRO, GANHA O PRÊMIO CAMÕES E COMPLETA 80 ANOS'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TIQmWuMB8mI/AAAAAAAAAJ0/_0iz7d0a8Xk/s72-c/ferreira-gullar-foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7047244408144112803</id><published>2010-08-25T13:06:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T10:17:20.541-07:00</updated><title type='text'>CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE- 31/10/2011- 109 anos hoje.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWDNDNDLOI/AAAAAAAAAJc/qNPvXnJ2-0M/s1600/drummond-de-andrade+6.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 326px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWDNDNDLOI/AAAAAAAAAJc/qNPvXnJ2-0M/s400/drummond-de-andrade+6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509453979379248354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWDGkPDloI/AAAAAAAAAJU/FTMosuHb_24/s1600/drummond-de-andrade-005.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 317px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWDGkPDloI/AAAAAAAAAJU/FTMosuHb_24/s400/drummond-de-andrade-005.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509453867986949762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWBCTD4nCI/AAAAAAAAAJM/FLZPpoqUVt8/s1600/drummond-lendo-carlos+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWBCTD4nCI/AAAAAAAAAJM/FLZPpoqUVt8/s400/drummond-lendo-carlos+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509451595633957922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWA6V_ILzI/AAAAAAAAAJE/SUSTx1esbfk/s1600/drummond+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 368px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWA6V_ILzI/AAAAAAAAAJE/SUSTx1esbfk/s400/drummond+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509451458980359986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. &lt;br /&gt;Tempo de absoluta depuração.&lt;br /&gt;Tempo em que não se diz mais: meu amor.&lt;br /&gt;Porque o amor resultou inútil.&lt;br /&gt;E os olhos não choram.&lt;br /&gt;E as mãos tecem apenas o rude trabalho.&lt;br /&gt;E o coração está seco. &lt;br /&gt;Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.&lt;br /&gt;Ficaste sozinho, a luz apagou-se,&lt;br /&gt;mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.&lt;br /&gt;És todo certeza, já não sabes sofrer.&lt;br /&gt;E nada esperas de teus amigos. &lt;br /&gt;Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?&lt;br /&gt;Teus ombros suportam o mundo&lt;br /&gt;e ele não pesa mais que a mão de uma criança.&lt;br /&gt;As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios&lt;br /&gt;provam apenas que a vida prossegue&lt;br /&gt;e nem todos se libertaram ainda.&lt;br /&gt;Alguns, achando bárbaro o espetáculo&lt;br /&gt;prefeririam (os delicados) morrer.&lt;br /&gt;Chegou um tempo em que não adianta morrer.&lt;br /&gt;Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.&lt;br /&gt;A vida apenas, sem mistificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRECISA-SE DE UM AMIGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.&lt;br /&gt;Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.&lt;br /&gt;Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.&lt;br /&gt;Pode já ter sido enganado ( todos os amigos são enganados).&lt;br /&gt;Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.&lt;br /&gt;Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.&lt;br /&gt;Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.&lt;br /&gt;Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.&lt;br /&gt;E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.&lt;br /&gt;Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.&lt;br /&gt;Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.&lt;br /&gt;Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se procurar bem você acaba encontrando.&lt;br /&gt;Não a explicação (duvidosa) da vida,&lt;br /&gt;Mas a poesia (inexplicável) da vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AUSÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo achei que a ausência é falta.&lt;br /&gt;E lastimava, ignorante, a falta.&lt;br /&gt;Hoje não a lastimo.&lt;br /&gt;Não há falta na ausência.&lt;br /&gt;A ausência é um estar em mim.&lt;br /&gt;E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,&lt;br /&gt;que rio e danço e invento exclamações alegres,&lt;br /&gt;porque a ausência assimilada,&lt;br /&gt;ninguém a rouba mais de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CORTAR O TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,&lt;br /&gt;a que se deu o nome de ano,&lt;br /&gt;foi um indivíduo genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.&lt;br /&gt;Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS SEM-RAZÕES DO AMOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo porque te amo,&lt;br /&gt;Não precisas ser amante,&lt;br /&gt;e nem sempre sabes sê-lo.&lt;br /&gt;Eu te amo porque te amo.&lt;br /&gt;Amor é estado de graça&lt;br /&gt;e com amor não se paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é dado de graça,&lt;br /&gt;é semeado no vento,&lt;br /&gt;na cachoeira, no eclipse.&lt;br /&gt;Amor foge a dicionários&lt;br /&gt;e a regulamentos vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo porque não amo&lt;br /&gt;bastante ou demais a mim.&lt;br /&gt;Porque amor não se troca,&lt;br /&gt;não se conjuga nem se ama.&lt;br /&gt;Porque amor é amor a nada,&lt;br /&gt;feliz e forte em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é primo da morte,&lt;br /&gt;e da morte vencedor,&lt;br /&gt;por mais que o matem (e matam)&lt;br /&gt;a cada instante de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7047244408144112803?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7047244408144112803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/08/carlos-drummond-de-andrade.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7047244408144112803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7047244408144112803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/08/carlos-drummond-de-andrade.html' title='CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE- 31/10/2011- 109 anos hoje.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/THWDNDNDLOI/AAAAAAAAAJc/qNPvXnJ2-0M/s72-c/drummond-de-andrade+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1331418912016306624</id><published>2010-08-05T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T18:40:49.862-07:00</updated><title type='text'>ELISA LUCINDA - POETISA BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TFtoDdBEZQI/AAAAAAAAAI8/cXGzmygh5gw/s1600/Elisa+Lucinda.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TFtoDdBEZQI/AAAAAAAAAI8/cXGzmygh5gw/s400/Elisa+Lucinda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502105778301199618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AVISO DA LUA QUE MENSTRUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moço, cuidado com ela!&lt;br /&gt;Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...&lt;br /&gt;Imagine uma cachoeira às avessas:&lt;br /&gt;cada ato que faz, o corpo confessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado, moço&lt;br /&gt;às vezes parece erva, parece hera&lt;br /&gt;cuidado com essa gente que gera&lt;br /&gt;essa gente que se metamorfoseia&lt;br /&gt;metade legível, metade sereia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barriga cresce, explode humanidades&lt;br /&gt;e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar&lt;br /&gt;mas é outro lugar, aí é que está:&lt;br /&gt;cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente&lt;br /&gt;que vai cair no mesmo planeta panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado com cada letra que manda pra ela!&lt;br /&gt;Tá acostumada a viver por dentro,&lt;br /&gt;transforma fato em elemento&lt;br /&gt;a tudo refoga, ferve, frita&lt;br /&gt;ainda sangra tudo no próximo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado moço, quando cê pensa que escapou &lt;br /&gt;é que chegou a sua vez!&lt;br /&gt;Porque sou muito sua amiga &lt;br /&gt;é que tô falando na "vera"&lt;br /&gt;conheço cada uma, além de ser uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que saiu da fresta dela&lt;br /&gt;delicada força quando voltar a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vá sem ser convidado&lt;br /&gt;ou sem os devidos cortejos...&lt;br /&gt;Às vezes pela ponte de um beijo&lt;br /&gt;já se alcança a "cidade secreta"&lt;br /&gt;a Atlântida perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.&lt;br /&gt;Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas&lt;br /&gt;cai na condição de ser displicente&lt;br /&gt;diante da própria serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é uma cobra de avental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não despreze a meditação doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da poeira do cotidiano&lt;br /&gt;que a mulher extrai filosofia&lt;br /&gt;cozinhando, costurando&lt;br /&gt;e você chega com a mão no bolso&lt;br /&gt;julgando a arte do almoço: Eca!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que não sabe onde está sua cueca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu cão desejado&lt;br /&gt;tão preocupado em rosnar, ladrar e latir&lt;br /&gt;então esquece de morder devagar&lt;br /&gt;esquece de saber curtir, dividir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí quando quer agredir&lt;br /&gt;chama de vaca e galinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas dignas vizinhas do mundo daqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você tem pra falar de vaca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você tem eu vou dizer e não se queixe:&lt;br /&gt;VACA é sua mãe. De leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaca e galinha...&lt;br /&gt;ora, não ofende. Enaltece, elogia:&lt;br /&gt;comparando rainha com rainha&lt;br /&gt;óvulo, ovo e leite&lt;br /&gt;pensando que está agredindo&lt;br /&gt;que tá falando palavrão imundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, não, homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá citando o princípio do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DA CHEGADA DO AMOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que falasse&lt;br /&gt;que soubesse o que sentisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis uma amor que elaborasse&lt;br /&gt;Que quando dormisse&lt;br /&gt;ressonasse confiança&lt;br /&gt;no sopro do sono&lt;br /&gt;e trouxesse beijo&lt;br /&gt;no clarão da amanhecice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que coubesse no que me disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis uma meninice&lt;br /&gt;entre menino e senhor&lt;br /&gt;uma cachorrice&lt;br /&gt;onde tanto pudesse a sem-vergonhice&lt;br /&gt;do macho&lt;br /&gt;quanto a sabedoria do sabedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor cujo&lt;br /&gt;BOM DIA!&lt;br /&gt;morasse na eternidade de encadear os tempos:&lt;br /&gt;passado presente futuro&lt;br /&gt;coisa da mesma embocadura&lt;br /&gt;sabor da mesma golada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor de goleadas&lt;br /&gt;cuja rede complexa&lt;br /&gt;do pano de fundo dos seres&lt;br /&gt;não assustasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que não se incomodasse&lt;br /&gt;quando a poesia da cama me levasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis uma amor&lt;br /&gt;que não se chateasse&lt;br /&gt;diante das diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, diante da encomenda&lt;br /&gt;metade de mim rasga afoita&lt;br /&gt;o embrulho&lt;br /&gt;e a outra metade é o&lt;br /&gt;futuro de saber o segredo&lt;br /&gt;que enrola o laço,&lt;br /&gt;é observar&lt;br /&gt;o desenho&lt;br /&gt;do invólucro e compará-lo&lt;br /&gt;com a calma da alma&lt;br /&gt;o seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo&lt;br /&gt;sempre quis um amor&lt;br /&gt;que me coubesse futuro&lt;br /&gt;e me alternasse em menina e adulto&lt;br /&gt;que ora eu fosse o fácil, o sério&lt;br /&gt;e ora um doce mistério&lt;br /&gt;que ora eu fosse medo-asneira&lt;br /&gt;e ora eu fosse brincadeira&lt;br /&gt;ultra-sonografia do furor,&lt;br /&gt;sempre quis um amor&lt;br /&gt;que sem tensa-corrida-de ocorresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que acontecesse&lt;br /&gt;sem esforço&lt;br /&gt;sem medo da inspiração&lt;br /&gt;por ele acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;de abafar,&lt;br /&gt;(não o caso)&lt;br /&gt;mas cuja demora de ocaso&lt;br /&gt;estivesse imensamente&lt;br /&gt;nas nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem senãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;com definição de quero&lt;br /&gt;sem o lero-lero da falsa sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre disse não&lt;br /&gt;à constituição dos séculos&lt;br /&gt;que diz que o "garantido" amor&lt;br /&gt;é a sua negação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que gozasse&lt;br /&gt;e que pouco antes&lt;br /&gt;de chegar a esse céu&lt;br /&gt;se anunciasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor&lt;br /&gt;que vivesse a felicidade&lt;br /&gt;sem reclamar dela ou disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor não omisso&lt;br /&gt;e que suas estórias me contasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, eu sempre quis um amor que amasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1331418912016306624?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1331418912016306624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/08/elisa-lucinda-poetisa-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1331418912016306624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1331418912016306624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/08/elisa-lucinda-poetisa-brasileira.html' title='ELISA LUCINDA - POETISA BRASILEIRA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TFtoDdBEZQI/AAAAAAAAAI8/cXGzmygh5gw/s72-c/Elisa+Lucinda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7935527695467387494</id><published>2010-07-17T09:41:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T16:26:40.987-07:00</updated><title type='text'>POEMA INVICTUS PARA MANDELA-FELIZ ANIVERSÁRIO MADIBA!!!! 92 ANOS!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TEHd-dy7qDI/AAAAAAAAAI0/73SQXGDBVFM/s1600/mandela+3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 303px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TEHd-dy7qDI/AAAAAAAAAI0/73SQXGDBVFM/s400/mandela+3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494917085588596786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandela ficou 27 anos preso por lutar contra o apartheid e, em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, à frente do CNA, cargo que exerceu até 1999. Também Prêmio Nobel da Paz, foi um dos incentivadores da Copa do Mundo da África do Sul 2010, que teve fim no domingo (11). Este poema foi seu amuleto durante os anos de cárcere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Madiba, Madiba, Madiba". Madiba é a forma carinhosa como Nelson Rolihlahla Mandela é chamado pelo povo sul-africano. Completa amanhã, dia 18/07, 92 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invictus - William Ernest Henley &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Out of the night that covers me,&lt;br /&gt;Black as the Pit from pole to pole,&lt;br /&gt;I thank whatever gods may be&lt;br /&gt;For my unconquerable soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the fell clutch of circumstance&lt;br /&gt;I have not winced nor cried aloud.&lt;br /&gt;Under the bludgeonings of chance&lt;br /&gt;My head is bloody, but unbowed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beyond this place of wrath and tears&lt;br /&gt;Looms but the Horror of the shade,&lt;br /&gt;And yet the menace of the years&lt;br /&gt;Finds, and shall find, me unafraid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It matters not how strait the gate,&lt;br /&gt;How charged with punishments the scroll.&lt;br /&gt;I am the master of my fate:&lt;br /&gt;I am the captain of my soul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRADUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do fundo desta noite que persiste &lt;br /&gt;A me envolver em breu - eterno e espesso, &lt;br /&gt;A qualquer deus - se algum acaso existe, &lt;br /&gt;Por mi’alma insubjugável agradeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas garras do destino e seus estragos, &lt;br /&gt;Sob os golpes que o acaso atira e acerta, &lt;br /&gt;Nunca me lamentei - e ainda trago &lt;br /&gt;Minha cabeça - embora em sangue - ereta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além deste oceano de lamúria, &lt;br /&gt;Somente o Horror das trevas se divisa; &lt;br /&gt;Porém o tempo, a consumir-se em fúria, &lt;br /&gt;Não me amedronta, nem me martiriza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser estreita a senda - eu não declino, &lt;br /&gt;Nem por pesada a mão que o mundo espalma; &lt;br /&gt;Eu sou dono e senhor de meu destino; &lt;br /&gt;Eu sou o comandante de minha alma."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7935527695467387494?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7935527695467387494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/07/invictus-para-mandela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7935527695467387494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7935527695467387494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/07/invictus-para-mandela.html' title='POEMA INVICTUS PARA MANDELA-FELIZ ANIVERSÁRIO MADIBA!!!! 92 ANOS!!'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TEHd-dy7qDI/AAAAAAAAAI0/73SQXGDBVFM/s72-c/mandela+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-5788755961651841552</id><published>2010-06-18T08:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T14:41:29.806-07:00</updated><title type='text'>MORRE JOSÉ SARAMAGO-18/06/2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBuR0XudMQI/AAAAAAAAAIE/o8HC9tAf_F8/s1600/Jos%C3%A9+Saramago+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 390px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBuR0XudMQI/AAAAAAAAAIE/o8HC9tAf_F8/s400/Jos%C3%A9+Saramago+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484137300161802498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Saramago &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e prêmio Nobel português José Saramago, criador de uma narrativa crítica e reflexiva, com um forte caráter social, morreu nesta sexta-feira às 21h, em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote aos 87 anos, por causa de uma leucemia crônica.O cineasta Fernando Meirelles, diretor do filme “Ensaio Sobre a Cegueira” (2008), baseado na obra homônima de José Saramago, disse que o mundo perde lucidez com a morte do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saramago já tinha mostrado seu potencial em Levantado do chão (1980), que retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo, explorada por latifundiários e pelo clero conservador, do final do século 19 à Revolução dos Cravos. Seguem-se a Memorial do Convento três romances fundamentais, que consagram definitivamente o escritor: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984),  A Jangada de Pedra (1986) e História do Cerco de Lisboa (1989). Ensaio sobre a Cegueira, que resultou no filme Blindness.“Definitivamente, hoje o mundo se tornou ainda mais burro e cego”, ressaltou Meirelles em comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FRASES DE SARAMAGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Se tens um coração de ferro, bom proveito. &lt;br /&gt;O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dirão, em som, as coisas que, calados,no silêncio dos olhos confessamos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenhamos pressa,mas não percamos tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Cada dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Os lugares-comuns, as frases feitas, os bordões, os narizes-de-cera, as sentenças de almanaque, os rifões e provébios, tudo pode aparecer como novidade, a questão está só em saber manejar adequadamente as palavras que estejam antes e depois".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O talento ou acaso não escolhem, para manisfestar-se, nem dias nem lugares".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Quem acredita levianamente tem um coração leviano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assuntto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Saramago&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-5788755961651841552?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/5788755961651841552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/06/morre-jose-saramago-18062010.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5788755961651841552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5788755961651841552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/06/morre-jose-saramago-18062010.html' title='MORRE JOSÉ SARAMAGO-18/06/2010'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBuR0XudMQI/AAAAAAAAAIE/o8HC9tAf_F8/s72-c/Jos%C3%A9+Saramago+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3581988061784413837</id><published>2010-05-21T18:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T19:01:40.599-07:00</updated><title type='text'>MARCEL PROUST</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S_c14uxoDcI/AAAAAAAAAH0/ihwt-SUQgdQ/s1600/Proust%2520collage.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S_c14uxoDcI/AAAAAAAAAH0/ihwt-SUQgdQ/s400/Proust%2520collage.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473903120837250498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tentamos achar nas coisas, que por isso são preciosas, o reflexo que nossa alma projetou sobre elas, e desiludimo-nos ao verificar que as coisas parecem desprovidas, na natureza, do encanto que deviam, em nosso pensamento, à vizinhança de certas ideias; e muitas vezes convertemos todas as forças dessa alma em habilidade, em esplendor, para influir em seres que situados fora de nós e que jamais alcançaremos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Busca do Tempo Perdido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3581988061784413837?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3581988061784413837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/marcel-proust.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3581988061784413837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3581988061784413837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/marcel-proust.html' title='MARCEL PROUST'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S_c14uxoDcI/AAAAAAAAAH0/ihwt-SUQgdQ/s72-c/Proust%2520collage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7376479735158329955</id><published>2010-05-13T20:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T17:26:40.051-07:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-zBst92vAI/AAAAAAAAAHs/hfiuxyuhga8/s1600/manoel+bandeira+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-zBst92vAI/AAAAAAAAAHs/hfiuxyuhga8/s400/manoel+bandeira+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470960621345750018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-zBgNpgJaI/AAAAAAAAAHk/94IAdV2hBqM/s1600/manobandeir1.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 363px; height: 107px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-zBgNpgJaI/AAAAAAAAAHk/94IAdV2hBqM/s400/manobandeir1.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470960406512018850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ARTE DE AMAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.&lt;br /&gt;A alma é que estraga o amor.&lt;br /&gt;Só em Deus ela pode encontrar satisfação.&lt;br /&gt;Não noutra alma.&lt;br /&gt;Só em Deus - ou fora do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As almas são incomunicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os corpos se entendem, mas as almas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"...o sol tão claro lá fora,&lt;br /&gt;o sol tão claro, Esmeralda,&lt;br /&gt;e em minhalma — anoitecendo."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Andorinha, andorinha lá fora esta cantando:&lt;br /&gt;-Passei o dia a-toa, a-toa.&lt;br /&gt;Andorinha minha canção é mais triste:&lt;br /&gt;-Passei a vida a-toa, a-toa.´´&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ESTRELA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi uma estrela tão alta,&lt;br /&gt;Vi uma estrela tão fria!&lt;br /&gt;Vi uma estrela luzindo&lt;br /&gt;Na minha vida vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma estrela tão alta!&lt;br /&gt;Era uma estrela tão fria!&lt;br /&gt;Era uma estrela sozinha&lt;br /&gt;Luzindo no fim do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que da sua distância&lt;br /&gt;Para a minha companhia&lt;br /&gt;Não baixava aquela estrela?&lt;br /&gt;Por que tão alta luzia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ouvi-a na sombra funda&lt;br /&gt;Responder que assim fazia&lt;br /&gt;Para dar uma esperança&lt;br /&gt;Mais triste ao fim do meu dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RIA, ROSA, RIA&lt;br /&gt;A Guimarães Rosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba a Alegria&lt;br /&gt;Dizendo-nos: - Ria!&lt;br /&gt;Velha companheira,&lt;br /&gt;Boa conselheira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso me rio&lt;br /&gt;De mim para mim.&lt;br /&gt;Rio, rio, rio!&lt;br /&gt;E digo-lhes: - Ria,&lt;br /&gt;Rosa, noite e dia!&lt;br /&gt;No calor, no frio,&lt;br /&gt;Ria, ria! Ria,&lt;br /&gt;Como lhe aconselha&lt;br /&gt;Essa doce velha&lt;br /&gt;Cheirando a alecrim,&lt;br /&gt;A alegre Alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORAÇÃO PARA AVIADORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara, clareai&lt;br /&gt;Estes ares.&lt;br /&gt;Dai-nos ventos regulares,&lt;br /&gt;de feição.&lt;br /&gt;Estes mares, estes ares&lt;br /&gt;Clareai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara, dai-nos sol.&lt;br /&gt;Se baixar a cerração,&lt;br /&gt;Alumiai&lt;br /&gt;Meus olhos na cerração.&lt;br /&gt;Estes montes e horizontes&lt;br /&gt;Clareai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara, no mau tempo&lt;br /&gt;Sustentai&lt;br /&gt;Nossas asas.&lt;br /&gt;A salvo de árvores, casas,&lt;br /&gt;E penedos, nossas asas&lt;br /&gt;Governai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara, clareai.&lt;br /&gt;Afastai&lt;br /&gt;Todo risco.&lt;br /&gt;Por amor de S. Francisco,&lt;br /&gt;Vosso mestre, nosso pai,&lt;br /&gt;Santa Clara, todo risco&lt;br /&gt;Dissipai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Clara, clareai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7376479735158329955?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7376479735158329955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/manuel-bandeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7376479735158329955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7376479735158329955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/manuel-bandeira.html' title='MANUEL BANDEIRA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-zBst92vAI/AAAAAAAAAHs/hfiuxyuhga8/s72-c/manoel+bandeira+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-5317977279958468616</id><published>2010-05-12T19:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T20:00:49.176-07:00</updated><title type='text'>CONTRA A PEDOFILIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-trBxly-sI/AAAAAAAAAHc/efARO63qXBw/s1600/0005.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-trBxly-sI/AAAAAAAAAHc/efARO63qXBw/s400/0005.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470583850607508162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-5317977279958468616?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/5317977279958468616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/contra-pedofilia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5317977279958468616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5317977279958468616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/05/contra-pedofilia.html' title='CONTRA A PEDOFILIA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S-trBxly-sI/AAAAAAAAAHc/efARO63qXBw/s72-c/0005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2495394129108769857</id><published>2010-03-20T07:51:00.001-07:00</published><updated>2010-06-17T14:06:09.045-07:00</updated><title type='text'>DOCUMENTÁRIO - MULHERES DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBqN6gqBB3I/AAAAAAAAAH8/QrMvmA25zFs/s1600/Z%26L-+LOGO-.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBqN6gqBB3I/AAAAAAAAAH8/QrMvmA25zFs/s400/Z%26L-+LOGO-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483851532615092082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornal O Globo- Coluna do Ancelmo Gois - hoje - 20 de março/2010: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"MULHERES DO BRASIL" -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinco biografias de mulheres brasileiras escritas por Ana Arruda Callado vão virar documentário, são elas : Dona Maria José Barbosa Lima Sobrinho, Adalgisa Nery,Jenny Pimentel de Borba, Maria Martins e Lygia Maria Lessa Bastos. Uma parceria com a MULTIPRESS ( Jorge Mansur) e Z&amp;L COMUNICAÇÃO ( Jô A.Ramos).&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2495394129108769857?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2495394129108769857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/documentario-mulheres-do-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2495394129108769857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2495394129108769857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/documentario-mulheres-do-brasil.html' title='DOCUMENTÁRIO - MULHERES DO BRASIL'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBqN6gqBB3I/AAAAAAAAAH8/QrMvmA25zFs/s72-c/Z%26L-+LOGO-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1228172023568959526</id><published>2010-03-14T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T09:30:56.010-07:00</updated><title type='text'>DIA NACIONAL DA POESIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S50PNgDYy_I/AAAAAAAAAHM/FA50zU15LHI/s1600-h/joao_cabral.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S50PNgDYy_I/AAAAAAAAAHM/FA50zU15LHI/s400/joao_cabral.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448527848805026802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOÃO CABRAL DE MELO NETO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecendo a Manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galo sozinho não tece uma manhã: &lt;br /&gt;ele precisará sempre de outros galos. &lt;br /&gt;De um que apanhe esse grito que ele &lt;br /&gt;e o lance a outro; de um outro galo &lt;br /&gt;que apanhe o grito de um galo antes &lt;br /&gt;e o lance a outro; e de outros galos &lt;br /&gt;que com muitos outros galos se cruzem &lt;br /&gt;os fios de sol de seus gritos de galo, &lt;br /&gt;para que a manhã, desde uma teia tênue, &lt;br /&gt;se vá tecendo, entre todos os galos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se encorpando em tela, entre todos, &lt;br /&gt;se erguendo tenda, onde entrem todos, &lt;br /&gt;se entretendendo para todos, no toldo &lt;br /&gt;(a manhã) que plana livre de armação. &lt;br /&gt;A manhã, toldo de um tecido tão aéreo &lt;br /&gt;que, tecido, se eleva por si: luz balão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1228172023568959526?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1228172023568959526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/dia-nacional-da-poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1228172023568959526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1228172023568959526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/dia-nacional-da-poesia.html' title='DIA NACIONAL DA POESIA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S50PNgDYy_I/AAAAAAAAAHM/FA50zU15LHI/s72-c/joao_cabral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-1897095479329389148</id><published>2010-03-07T15:24:00.001-08:00</published><updated>2010-03-07T15:50:52.301-08:00</updated><title type='text'>FERREIRA GULLAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S5Q11MozLEI/AAAAAAAAAG0/HURavB5uJCE/s1600-h/ferreira+gullar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S5Q11MozLEI/AAAAAAAAAG0/HURavB5uJCE/s400/ferreira+gullar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446037037439462466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MADRUGADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fundo de meu quarto, do fundo&lt;br /&gt;de meu corpo&lt;br /&gt;clandestino&lt;br /&gt;ouço (não vejo) ouço&lt;br /&gt;crescer no osso e no músculo da noite&lt;br /&gt;a noite &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite ocidental obscenamente acesa&lt;br /&gt;sobre meu país dividido em classes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traduzir-se &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;é todo mundo: &lt;br /&gt;outra parte é ninguém: &lt;br /&gt;fundo sem fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;é multidão: &lt;br /&gt;outra parte estranheza &lt;br /&gt;e solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;pesa, pondera: &lt;br /&gt;outra parte &lt;br /&gt;delira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;almoça e janta: &lt;br /&gt;outra parte &lt;br /&gt;se espanta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;é permanente: &lt;br /&gt;outra parte &lt;br /&gt;se sabe de repente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte de mim &lt;br /&gt;é só vertigem: &lt;br /&gt;outra parte, &lt;br /&gt;linguagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzir uma parte &lt;br /&gt;na outra parte &lt;br /&gt;- que é uma questão &lt;br /&gt;de vida ou morte - &lt;br /&gt;será arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BARULHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo poema é feito de ar&lt;br /&gt;apenas: &lt;br /&gt;a mão do poeta &lt;br /&gt;não rasga a madeira &lt;br /&gt;não fere &lt;br /&gt;o metal &lt;br /&gt;a pedra &lt;br /&gt;não tinge de azul &lt;br /&gt;os dedos &lt;br /&gt;quando escreve manhã &lt;br /&gt;ou brisa &lt;br /&gt;ou blusa &lt;br /&gt;de mulher. &lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema&lt;br /&gt;é sem matéria palpável &lt;br /&gt;tudo &lt;br /&gt;o que há nele &lt;br /&gt;é barulho &lt;br /&gt;quando rumoreja &lt;br /&gt;ao sopro da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEU POVO, MEU POEMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu povo e meu poema crescem juntos&lt;br /&gt;como cresce no fruto&lt;br /&gt;a árvore nova &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No povo meu poema vai nascendo&lt;br /&gt;como no canavial&lt;br /&gt;nasce verde o açúcar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No povo meu poema está maduro&lt;br /&gt;como o sol&lt;br /&gt;na garganta do futuro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu povo em meu poema&lt;br /&gt;se reflete&lt;br /&gt;como a espiga se funde em terra fértil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao povo seu poema aqui devolvo&lt;br /&gt;menos como quem canta&lt;br /&gt;do que planta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-1897095479329389148?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/1897095479329389148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/ferreira-gullar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1897095479329389148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/1897095479329389148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/03/ferreira-gullar.html' title='FERREIRA GULLAR'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S5Q11MozLEI/AAAAAAAAAG0/HURavB5uJCE/s72-c/ferreira+gullar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2518165888687289132</id><published>2010-01-25T14:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T14:37:50.574-08:00</updated><title type='text'>VINÍCIUS DE MORAES</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S14b5I4M5yI/AAAAAAAAAGs/l4kICDGRAps/s1600-h/Vinicius%2Bde%2BMoraes%2Bvmoraes5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S14b5I4M5yI/AAAAAAAAAGs/l4kICDGRAps/s400/Vinicius%2Bde%2BMoraes%2Bvmoraes5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430808869105100578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A um jovem poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço que tivemos outro dia, meu caro Jovem Poeta – e três poetas éramos nós em três idades da existência tão importantes como os trinta, os quarenta e os cinqüenta -, deixou-me triste. Triste porque o seu descaminho, a sua angústia, a sua neura são sintomáticos de uma luta inglória. Você, que ainda é puro e sabe o quão fundamental é ela para a sua aventura de poeta, fica irado contra os outros, ao sentir que a sua presente agressividade é fruto de um complexo de culpa. É você, não os outros, quem está em crise. E se os outros também o estiverem, razão a mais para você afirmar-se em sua luta, que é a luta de todo poeta, para ajudá-lo a sair dela. Pois você não auxiliará ninguém, muito menos a si mesmo, se seu coração não estiver limpo de ressentimento e sua luta contra "o outro" não for constante. "O outro", não preciso dizer, é você próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o súcubo que, todos, temos dentro de nós; o ser calhorda, comprável com a moeda da mentira e da lisonja, que de repente adota a gratuidade como norma, por isso que a paixão é mais insaciável que o infinito aberto em cima. E a paixão não se vende nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada poeta é uma coisa em si, mas todos os poetas devem o mesmo à Poesia: a própria vida. Há, o poeta, que queimar-se e causar sempre mal-estar aos que não se queimam. Há que ser o grande ferido, o grande inconformado, o grande pródigo. Há que viver em pranto por dentro e por fora, de alegria ou de sofrimento, e nunca dizer "não" a ninguém, nem mesmo àqueles que optaram pelo não chorar. Há que também não ter o pejo do ridículo, da intriga ou da risota alheia. Quando Gide, ao ver Verlaine bêbado e maltratado, numa rua de Paris, por um grupo de jovens que o perseguiam e caçoavam com empurrões e doestos, contrariou voluntariamente o impulso de socorrê-lo preferindo deixá-lo entregue a um destino que sabia já traçado – que grande página deixou de escrever sobre a covardia humana, sobre o mal da disponibilidade e a tristeza do egoísmo! Veriaine, o pobre Verlaine, talvez dentre os poetas o que mais amou e sofreu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você meu caro Jovem Poeta, que foi dotado de talento e de beleza, não tem o direito de negar-se ao seu martírio. Só ele pode tornar a sua poesia emocionante. Só ele pode salvá-lo do formalismo em que caem os que se recusam a estar sempre despertos. É preciso que todos vejam a luz que seu coração transverbera, mesmo coberto por bons panos. Não negue o seu olhar de poeta aos homens que precisam dele, mesmo tendo o pudor de confessá-lo. Abra a sua camisa e saia para o grande encontro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tomara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você volte depressa&lt;br /&gt;Que você não se despeça&lt;br /&gt;Nunca mais do meu carinho&lt;br /&gt;E chore, se arrependa&lt;br /&gt;E pense muito&lt;br /&gt;Que é melhor se sofrer junto&lt;br /&gt;Que viver feliz sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara &lt;br /&gt;Que a tristeza te convença&lt;br /&gt;Que a saudade não compensa&lt;br /&gt;E que a ausência não dá paz&lt;br /&gt;E o verdadeiro amor de quem se ama&lt;br /&gt;Tece a mesma antiga trama&lt;br /&gt;Que não se desfaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a coisa mais divina&lt;br /&gt;Que há no mundo&lt;br /&gt;É viver cada segundo&lt;br /&gt;Como nunca mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soneto do amigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, depois de tanto erro passado &lt;br /&gt;Tantas retaliações, tanto perigo &lt;br /&gt;Eis que ressurge noutro o velho amigo &lt;br /&gt;Nunca perdido, sempre reencontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom sentá-lo novamente ao lado &lt;br /&gt;Com olhos que contêm o olhar antigo &lt;br /&gt;Sempre comigo um pouco atribulado &lt;br /&gt;E como sempre singular comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bicho igual a mim, simples e humano &lt;br /&gt;Sabendo se mover e comover &lt;br /&gt;E a disfarçar com o meu próprio engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo: um ser que a vida não explica&lt;br /&gt;Que só se vai ao ver outro nascer&lt;br /&gt;E o espelho de minha alma multiplica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cidade em progresso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade mudou. Partiu para o futuro&lt;br /&gt;Entre semoventes abstratos&lt;br /&gt;Transpondo na manhã o imarcescível muro&lt;br /&gt;Da manhã na asa dos DC-4s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comeu colinas, comeu templos, comeu mar &lt;br /&gt;Fez-se empreiteira de pombais &lt;br /&gt;De onde se vêem partir e para onde se vêem voltar &lt;br /&gt;Pombas paraestatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alargou os quadris na gravidez urbana &lt;br /&gt;Teve desejos de cúmulos &lt;br /&gt;Viu se povoarem seus latifúndios em Copacabana &lt;br /&gt;De casa, e logo além, de túmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sorriu, apesar da arquitetura teuta&lt;br /&gt;Do bélico Ministério&lt;br /&gt;Como quem diz: Eu só sou a hermeneuta&lt;br /&gt;Dos códices do mistério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com uma indignação quem sabe prematura &lt;br /&gt;Fez erigir do chão &lt;br /&gt;Os ritmos da superestrutura &lt;br /&gt;De Lúcio, Niemeyer e Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estendeu ao sol as longas panturrilhas &lt;br /&gt;De entontecente cor &lt;br /&gt;Vendo o vento eriçar a epiderme das ilhas &lt;br /&gt;Filhas do Governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cresceu? Cresceu muito! Em grandeza e miséria &lt;br /&gt;Em graça e disenteria &lt;br /&gt;Deu franquia especial à doença venérea &lt;br /&gt;E à alta quinquilharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se grande, sórdida, ó cidade &lt;br /&gt;Do meu amor maior! &lt;br /&gt;Deixa-me amar-te assim, na claridade &lt;br /&gt;Vibrante de calor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2518165888687289132?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2518165888687289132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/01/vinicius-de-moraes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2518165888687289132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2518165888687289132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2010/01/vinicius-de-moraes.html' title='VINÍCIUS DE MORAES'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/S14b5I4M5yI/AAAAAAAAAGs/l4kICDGRAps/s72-c/Vinicius%2Bde%2BMoraes%2Bvmoraes5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2817424103898866623</id><published>2009-12-11T05:57:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T05:59:10.768-08:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DA COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL- FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SyJQCQuPR5I/AAAAAAAAAGA/yAtq99sfMPc/s1600-h/CONVITE-3-.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SyJQCQuPR5I/AAAAAAAAAGA/yAtq99sfMPc/s400/CONVITE-3-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413977701831624594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LANÇAMENTO DA COLEÇÃO (COMPLETA)  FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Fundação Biblioteca Nacional, a Eletrobrás, a UTE Norte Fluminense, a Editora Batel e a Fundação Darcy Ribeiro lançam a coleção completa ( 4 volumes), no dia 14 de dezembro, segunda-feira, a aprtir das 17:30h, na Fundação Biblioteca Nacional - Auditório Machado de Assis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VOLUME 1 – VILLEGAGNON&lt;br /&gt;Cartas por N.D. de Villegagnon e textos correlatos por Nicolas Barre e Jean Crespin&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro volume, importantíssimo, reproduz as cartas e correspondências de Villegagnon sobre a colônia francesa na Guanabara, na tentativa da criação da França Antártica.  São 19 cartas escritas por Villegagnon a vários destinatários, todas relacionadas com o projeto da França Antártica, juntamente com outras duas cartas de Nicolas Barré, companheiro de Villegagnon, escritas da Baía de Guanabara em 1556, além de fragmentos da Histoire des martyrs persecutez et mis à mort pour la vérité de l’Évangile do calvinista Jean Crespin, que trata das relações dos membros da igreja com Villegaignon.&lt;br /&gt;                                         &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VOLUME 2 -  ANDRÉ THEVET&lt;br /&gt;A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa.  André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VOLUME  3 -  JEAN DE LÉRY&lt;br /&gt;História de uma viagem feita à terra do Brsil, também chamada América&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O terceiro volume refere-se à nova edição da obra de Léry, traduzida por Sergio Milliet sob o título Viagem à Terra do Brasil, com restauração dos vocábulos e frases em língua Tupi a cargo do lingüísta Aryon Dall’Igna Rodrigues e introdução de Carlos de Araujo Moreira Neto acompanhada das gravuras que ilustram o texto de Léry.&lt;br /&gt;Um livro cheio de informações e de grande beleza, sobretudo os textos de Jean de Léry sobre os índios, com quem conviveu longamente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VOLUME 4 -  YVES D’EVREUX&lt;br /&gt;História das coisas mais memoráveis ocorridas no Maranhão nos anos de 1613 e 1614&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este quarto volume apresenta o livro de Evreux de acordo com a reprodução do original da Biblioteca Pública de Nova York, mais completo que o da Biblioteca da Universidade de Paris, traduzidas pela especialista em francês clássico Marcella Mortara e sua equipe. Uma introdução histórica e etnológica foi preparada por Carlos de Araujo Moreira Neto.  Trata-se de um relato minucioso do projeto da França Equinocial no Maranhão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Texto de quarta capa de todos os volumes, de autoria de Darcy Ribeiro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Brasil correu o enorme risco de ser francês.  Na primeira metade do primeiro século de colonização, a costa esteve tão cheia de franceses como de portugueses.  Eram náufragos ou aventureiros que aprenderam a viver com os índios e implantaram com eles a primeira transa comercial lucrativa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sobre esse esforço continuado dos franceses para fazer seu continente Brasil, existe uma documentação preciosa.  Principalmente os dois livros que testemunham a criação da França Antártica no Rio de Janeiro, devidos a Jean de Léry e André Thevet.  São livros informadíssimos e de grande beleza.  O grande personagem da França Antártica, porém, é Villegagnon, de quem se publica um volume de cartas.  Um outro livro importantíssimo relata a aventura francesa no Maranhão.  Deve-se a Yves d’Evreux, e não será de leitura tão atrativa quanto os primeiros, mas é, em muitos aspectos, ainda mais informativo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Darcy Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2817424103898866623?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2817424103898866623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/12/lancamento-da-colecao-franceses-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2817424103898866623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2817424103898866623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/12/lancamento-da-colecao-franceses-no.html' title='LANÇAMENTO DA COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL- FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SyJQCQuPR5I/AAAAAAAAAGA/yAtq99sfMPc/s72-c/CONVITE-3-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-9116162218181839662</id><published>2009-11-11T13:15:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T13:39:22.093-08:00</updated><title type='text'>CLARICE LISPECTOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Svsu-U3eMjI/AAAAAAAAAF4/xFy_KLPBGbU/s1600-h/clarice.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Svsu-U3eMjI/AAAAAAAAAF4/xFy_KLPBGbU/s400/clarice.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402963826249183794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PRECISÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me tranquiliza &lt;br /&gt;é que tudo o que existe, &lt;br /&gt;existe com uma precisão absoluta. &lt;br /&gt;O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete &lt;br /&gt;não transborda nem uma fração de milímetro &lt;br /&gt;além do tamanho de uma cabeça de alfinete. &lt;br /&gt;Tudo o que existe é de uma grande exatidão. &lt;br /&gt;Pena é que a maior parte do que existe &lt;br /&gt;com essa exatidão &lt;br /&gt;nos é tecnicamente invisível. &lt;br /&gt;O bom é que a verdade chega a nós &lt;br /&gt;como um sentido secreto das coisas. &lt;br /&gt;Nós terminamos adivinhando, confusos, &lt;br /&gt;a perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEU DEUS, ME DÊ CORAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, me dê a coragem &lt;br /&gt;de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, &lt;br /&gt;todos vazios de Tua presença. &lt;br /&gt;Me dê a coragem de considerar esse vazio &lt;br /&gt;como uma plenitude. &lt;br /&gt;Faça com que eu seja a Tua amante humilde, &lt;br /&gt;entrelaçada a Ti em êxtase. &lt;br /&gt;Faça com que eu possa falar &lt;br /&gt;com este vazio tremendo &lt;br /&gt;e receber como resposta &lt;br /&gt;o amor materno que nutre e embala. &lt;br /&gt;Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, &lt;br /&gt;sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. &lt;br /&gt;Faça com que a solidão não me destrua. &lt;br /&gt;Faça com que minha solidão me sirva de companhia. &lt;br /&gt;Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. &lt;br /&gt;Faça com que eu saiba ficar com o nada &lt;br /&gt;e mesmo assim me sentir &lt;br /&gt;como se estivesse plena de tudo. &lt;br /&gt;Receba em teus braços &lt;br /&gt;o meu pecado de pensar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LUCIDEZ PERIGOSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo uma clareza tão grande &lt;br /&gt;que me anula como pessoa atual e comum: &lt;br /&gt;é uma lucidez vazia, como explicar? &lt;br /&gt;assim como um cálculo matemático perfeito &lt;br /&gt;do qual, no entanto, não se precise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou por assim dizer &lt;br /&gt;vendo claramente o vazio. &lt;br /&gt;E nem entendo aquilo que entendo: &lt;br /&gt;pois estou infinitamente maior que eu mesma, &lt;br /&gt;e não me alcanço. &lt;br /&gt;Além do que: &lt;br /&gt;que faço dessa lucidez? &lt;br /&gt;Sei também que esta minha lucidez &lt;br /&gt;pode-se tornar o inferno humano &lt;br /&gt;- já me aconteceu antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sei que &lt;br /&gt;- em termos de nossa diária &lt;br /&gt;e permanente acomodação &lt;br /&gt;resignada à irrealidade - &lt;br /&gt;essa clareza de realidade &lt;br /&gt;é um risco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagai, pois, minha flama, Deus, &lt;br /&gt;porque ela não me serve &lt;br /&gt;para viver os dias. &lt;br /&gt;Ajudai-me a de novo consistir &lt;br /&gt;dos modos possíveis. &lt;br /&gt;Eu consisto, &lt;br /&gt;eu consisto, &lt;br /&gt;amém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRASES: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. &lt;br /&gt;Sou irritável e firo facilmente. &lt;br /&gt;Também sou muito calmo e perdôo logo. &lt;br /&gt;Não esqueço nunca. &lt;br /&gt;Mas há poucas coisas de que eu me lembre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome".&lt;br /&gt;(Perto do Coração Selvagem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou como você me vê.&lt;br /&gt;Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,&lt;br /&gt;Depende de quando e como você me vê passar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... &lt;br /&gt;Ou toca, ou não toca"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E se me achar esquisita,&lt;br /&gt;respeite também.&lt;br /&gt;até eu fui obrigada a me respeitar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Que minha solidão me sirva de companhia.&lt;br /&gt;que eu tenha a coragem de me enfrentar.&lt;br /&gt;que eu saiba ficar com o nada&lt;br /&gt;e mesmo assim me sentir&lt;br /&gt;como se estivesse plena de tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.&lt;br /&gt;Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:&lt;br /&gt;- E daí? Eu adoro voar!&lt;br /&gt;Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a única verdade é que vivo.&lt;br /&gt;Sinceramente, eu vivo.&lt;br /&gt;Quem sou?&lt;br /&gt;Bem, isso já é demais...."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-9116162218181839662?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/9116162218181839662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/11/clarice-lispector.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/9116162218181839662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/9116162218181839662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/11/clarice-lispector.html' title='CLARICE LISPECTOR'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Svsu-U3eMjI/AAAAAAAAAF4/xFy_KLPBGbU/s72-c/clarice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2738485298388566345</id><published>2009-10-19T07:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T07:58:48.231-07:00</updated><title type='text'>FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO E A EDITORA BATEL LANÇAM SEGUNDO VOLUME DA COLEÇÃO : FRANCESES NO BRASIL-DIA 26/10/2009</title><content type='html'>COMEMORAÇÕES DOS 87 ANOS DE DARCY RIBEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Stx8zlvWLRI/AAAAAAAAAFo/13LIBX0FBNI/s1600-h/convite-segundo+volume-Darcy-_online2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Stx8zlvWLRI/AAAAAAAAAFo/13LIBX0FBNI/s400/convite-segundo+volume-Darcy-_online2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394323679428881682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOLUME 2 -  ANDRÉ THEVET&lt;br /&gt;A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa.  André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2738485298388566345?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2738485298388566345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/fundacao-darcy-ribeiro-e-editora-batel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2738485298388566345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2738485298388566345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/fundacao-darcy-ribeiro-e-editora-batel.html' title='FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO E A EDITORA BATEL LANÇAM SEGUNDO VOLUME DA COLEÇÃO : FRANCESES NO BRASIL-DIA 26/10/2009'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Stx8zlvWLRI/AAAAAAAAAFo/13LIBX0FBNI/s72-c/convite-segundo+volume-Darcy-_online2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3094017772931030701</id><published>2009-10-12T06:42:00.001-07:00</published><updated>2009-10-12T06:43:19.551-07:00</updated><title type='text'>IAN MECLER LANÇA LIVRO DIA 14, NA LIVRARIA ARGUMENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/StMyWAbviDI/AAAAAAAAAFg/MHE_Szd4UB0/s1600-h/Convite_Ian+Mecler.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/StMyWAbviDI/AAAAAAAAAFg/MHE_Szd4UB0/s400/Convite_Ian+Mecler.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391708532547487794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu mestre IAN MECLER lança o livro: "AS DEZ LEIS DA REALIZAÇÃO".Pocket no formato, Pocket no preço e Grande na Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um texto  prático e eficaz, para se ler e reler muitas vezes, de  forma que possamos estar sempre lembrando da oportunidade que nos é oferecida a cada momento.&lt;br /&gt;O lançamento será na livraria Argumento do Leblon, no dia 14/10, as 19 Hs.&lt;br /&gt;O livro estará disponível nas livrarias de todo o Brasil a partir do dia 23/10 (R$12,90).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3094017772931030701?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3094017772931030701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/ian-mecler-lanca-livro-dia-14-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3094017772931030701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3094017772931030701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/ian-mecler-lanca-livro-dia-14-na.html' title='IAN MECLER LANÇA LIVRO DIA 14, NA LIVRARIA ARGUMENTO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/StMyWAbviDI/AAAAAAAAAFg/MHE_Szd4UB0/s72-c/Convite_Ian+Mecler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4890574643158987575</id><published>2009-10-12T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T06:20:09.356-07:00</updated><title type='text'>GERALDO CARNEIRO LANÇA, HOJE, PRIMEIRO LIVRO INFANTIL</title><content type='html'>COMO UM COMETA, primeiro livro infantil de Geraldo Carneiro, será lançado,hoje, dia 12 de outubro, Dia das Crianças, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário do Rio de Janeiro, às 17 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa vai ser cheia de atrações, como as famosas palhaças Lasanha e Ravioli (que contarão a história de Branca de Neve à moda delas), atrizes, atores e crianças lendo os poemas do livro. Para arrematar o espetáculo, a bateria-mirim do Centro Cultural Cartola, mais Olivia e Francis Hime cantando Pau Brasil, canção cuja letra faz parte do livro. A classificação é livre e a entrada é gratuita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4890574643158987575?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4890574643158987575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/geraldo-carneiro-lanca-hoje-primeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4890574643158987575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4890574643158987575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/10/geraldo-carneiro-lanca-hoje-primeiro.html' title='GERALDO CARNEIRO LANÇA, HOJE, PRIMEIRO LIVRO INFANTIL'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7207936921119643986</id><published>2009-09-30T08:07:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T08:22:36.163-07:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DO LIVRO:LYGIA, A RECORDISTA, DA JORNALISTA ESCRITORA ANA ARRUDA CALLADO.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0t1lwqJI/AAAAAAAAAFQ/cGAQd6Rv0SA/s1600-h/ANA+ARRUDA+-LAN%C3%87AMENTO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 371px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0t1lwqJI/AAAAAAAAAFQ/cGAQd6Rv0SA/s400/ANA+ARRUDA+-LAN%C3%87AMENTO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387277910093637778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0maSz_XI/AAAAAAAAAFI/uGdsc18T2V8/s1600-h/OgAAABUmhCn5BOIu8OVp_nPRJXoIRxZKdy5BSJy3qsBM-i9pb-O7ZsKrOdG27dWrOj45kK-D6SM2U6HSeFLtTvxoq8MAm1T1UIcZnQ8MBVLHcFFmxAfWd1LS3lT-.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0maSz_XI/AAAAAAAAAFI/uGdsc18T2V8/s400/OgAAABUmhCn5BOIu8OVp_nPRJXoIRxZKdy5BSJy3qsBM-i9pb-O7ZsKrOdG27dWrOj45kK-D6SM2U6HSeFLtTvxoq8MAm1T1UIcZnQ8MBVLHcFFmxAfWd1LS3lT-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387277782507322738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0g9PsENI/AAAAAAAAAFA/-Pg_7kfx-fc/s1600-h/OgAAAD6PWpkcB4hjVXxDjI67vbC43XAG5yf7F0gRwTesFd35MfpHmcU_ipkQj5JrB-K779ZBKnLmbQ60dMbS3tCTCG0Am1T1UBc8BUPbJulXPvsu75s-FZkONfp7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0g9PsENI/AAAAAAAAAFA/-Pg_7kfx-fc/s400/OgAAAD6PWpkcB4hjVXxDjI67vbC43XAG5yf7F0gRwTesFd35MfpHmcU_ipkQj5JrB-K779ZBKnLmbQ60dMbS3tCTCG0Am1T1UBc8BUPbJulXPvsu75s-FZkONfp7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387277688810246354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi um sucesso o lançamento do livro da escritora, jornalista e minha ex-professora ANA ARRUDA CALLADO, no Café Lamas, Rio de Janeiro,ontem, 29 de setembro.O livro, Lygia, a Recordista conta a história de Lygia Lessa Bastos, hoje com 89 anos, espertíssima,presente no evento, que foi a parlamentar que mais tempo exerceu esta função, 36 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows  beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com  simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site  oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ana Arruda Callado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7207936921119643986?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7207936921119643986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/lancamento-do-livrolygia-recordista-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7207936921119643986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7207936921119643986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/lancamento-do-livrolygia-recordista-da.html' title='LANÇAMENTO DO LIVRO:LYGIA, A RECORDISTA, DA JORNALISTA ESCRITORA ANA ARRUDA CALLADO.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SsN0t1lwqJI/AAAAAAAAAFQ/cGAQd6Rv0SA/s72-c/ANA+ARRUDA+-LAN%C3%87AMENTO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-2005242321221686811</id><published>2009-09-20T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T18:47:52.373-07:00</updated><title type='text'>FERREIRA GULLAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrbbN93_CbI/AAAAAAAAAE4/MlvIxRyu3nI/s1600-h/amor_-688.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 360px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrbbN93_CbI/AAAAAAAAAE4/MlvIxRyu3nI/s400/amor_-688.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383731437562169778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A GENTE FAZ POESIA PORQUE A VIDA É POUCA, NÃO BASTA"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-2005242321221686811?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/2005242321221686811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/ferreira-gullar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2005242321221686811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/2005242321221686811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/ferreira-gullar.html' title='FERREIRA GULLAR'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrbbN93_CbI/AAAAAAAAAE4/MlvIxRyu3nI/s72-c/amor_-688.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4348515578532450586</id><published>2009-09-20T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T18:44:39.401-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>"SOU TOTALMENTE A FAVOR DA EXUBERÂNCIA. A VIDA É CURTA: NÃO DEVERÍAMOS PERDER TEMPO TENDO BOM GOSTO "- ISAAC MIZRAHI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4348515578532450586?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4348515578532450586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4348515578532450586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4348515578532450586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/poesia.html' title='POESIA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7005905485037110576</id><published>2009-09-19T17:12:00.001-07:00</published><updated>2009-09-19T17:19:00.001-07:00</updated><title type='text'>ANA ARRUDA CALLADO LANÇA O LIVRO : LYGIA, A RECORDISTA</title><content type='html'>A Editora Batel lança o livro &lt;strong&gt;LYGIA, A RECORDISTA&lt;/strong&gt;, um esboço biográfico de Lygia Lessa Bastos, feito pela jornalista e escritora Ana Arruda Callado. O lançamento será no dia 29 de setembroo, às 18h, no Café Lamas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um esboço biográfico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apresentando Lygia&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A idéia de escrever um livro sobre Lygia Maria Lessa Bastos jamais me ocorreria há 40, 30, 20 anos. Mas, quando, em 1998, estava preparando a biografia de Adalgisa Nery (publicada no ano seguinte na coleção Perfis do Rio, da Secretaria de Cultura da cidade), meu amigo Reinaldo Barros, que havia sido assessor de Adalgisa e que me deu então excelentes dicas, sugeriu: “Ana, você deve entrevistar Lygia Lessa Bastos; ela foi amiga de Adalgisa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei espantadíssima. “Aquela udenista, reacionária, com ar de general, amiga de Adalgisa, que foi do PTB e do PSB, poetisa?”  Reinaldo riu da minha reação e argumentou: “Acho agora mais importante ainda você falar com Lygia e conhecê-la. Vai ver que imagem equivocada tem dela, uma pessoa interessantíssima, adorável”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Confiava nos julgamentos do amigo e decidi que era mesmo hora de rever mais alguns preconceitos. (Sim, porque a gente fica a vida inteira combatendo os preconceitos, muitos, aliás,  que acredita não ter.) E liguei para “a fera”. Muito amável, ela concordou logo com  a entrevista e, já no primeiro encontro, verifiquei o quanto Lygia era coerente e valorizava a justiça. Depois de mais algumas conversas,   pensei: “Por que eu nutria tanta antipatia por uma pessoa tão justa? Justiça não é, das qualidades humanas, uma das que mais prezo?” E por aí foi. &lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Lygia ajudou muito no  desenho do retrato de Adalgisa e a cada encontro nosso eu ia  descobrindo novas qualidades nela: a coerência, a fidelidade partidária, só rompida pela fidelidade aos princípios, a firmeza mas não teimosia, pois sabe voltar atrás quando convencida, a  preocupação permanente com a educação e com a defesa das mulheres. Pronto o livro de Adalgisa,  adotei-a como amiga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de registrar sua trajetória política veio bem depois. Lygia me contava episódios de sua vida de vereadora, de constituinte, de deputada, me falava do pai, do avô.  Mas foi quando a descobri, além de recordista em mandatos parlamentares, pioneira nos esportes e amiga das artes e de artistas, que me dei conta da história que tinha nas mãos. Propus escrever esta história e ela aceitou, depois de confessar que há algum tempo começara a ditar suas memórias em gravador, mas que parara porque lhe veio a preocupação de não ferir ninguém e, por isso, preferia que outra pessoa escrevesse sobre ela, seus afetos e desafetos. &lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Não me passou as notas já ditadas. Mas me passou muitos documentos, me deu o prazer de inúmeras conversas no restaurante Lamas, me apresentou à família – uma família bem heterogênea, mas unida e orgulhosa dela, que abdicou da  indicação pelo Congresso para ser representante do Brasil na ONU porque veio de Brasília para cuidar de uma irmã hospitalizada no Rio e que telefona todos os dias para os três irmãos para dizer que está bem, pois mora sozinha e sai muito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows  beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com  simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site  oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ana Arruda Callado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª. orelha&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“No Pacaembu, o jogo foi Cariocas contra Paulistas, primeiro&lt;br /&gt;as mulheres e depois os homens. Eu era capitã do time&lt;br /&gt;do Tijuca, que representou o Rio. Léo Daltro dos Santos era&lt;br /&gt;o técnico da equipe feminina e Melo Júnior, do Jornal dos&lt;br /&gt;Sports, foi quem nos deu muita força. As paulistas seguiam&lt;br /&gt;regra diferente e nós tivemos que nos adaptar. Aqui no Rio&lt;br /&gt;era proibido tocar no corpo uma da outra; esbarrar era falta.&lt;br /&gt;Em São Paulo, não. E lá as moças treinavam de igual para&lt;br /&gt;igual com os homens; estavam mais adiantadas. Perdemos,&lt;br /&gt;mas a primeira cesta do jogo foi minha; levei a maior vaia”,&lt;br /&gt;conta, rindo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Tudo que eu fazia, nos meus quase quarenta anos de&lt;br /&gt;mandatos parlamentares, era combinado com meu pai; depois&lt;br /&gt;que ele morreu, pensava sempre no que ele me diria antes&lt;br /&gt;de decidir qualquer coisa. Só discordamos uma vez: quando&lt;br /&gt;atirei o microfone na mesa diretora da Câmara, ele foi contra.&lt;br /&gt;Eu tinha falado, sozinha, por horas, tentando impedir uma&lt;br /&gt;votação de aumento de impostos. Quando vi que não iria&lt;br /&gt;convencer ninguém, pois estavam todos em seus gabinetes&lt;br /&gt;esperando o presidente chamar para a votação, atirei o microfone,&lt;br /&gt;na tentativa de suspender a sessão. Mas o presidente&lt;br /&gt;fez que não viu e convocou logo a votação. Fui para casa&lt;br /&gt;e esperei três dias pela publicação do fato no Diário Oficial&lt;br /&gt;— papai sem falar comigo. Os jornais publicaram tudo, mas&lt;br /&gt;nada aconteceu; só que o presidente da Assembleia foi nomeado&lt;br /&gt;ministro do Tribunal de Contas.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As duas passagens acima exemplificam bem a extraordinária trajetória de Lygia Maria Lessa Bastos, tão bem retratada  por Ana Arruda Callado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7005905485037110576?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7005905485037110576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/ana-arruda-callado-lanca-o-livro-lygia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7005905485037110576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7005905485037110576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/ana-arruda-callado-lanca-o-livro-lygia.html' title='ANA ARRUDA CALLADO LANÇA O LIVRO : LYGIA, A RECORDISTA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7984489071376434337</id><published>2009-09-16T15:56:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T16:01:49.252-07:00</updated><title type='text'>PROJETO " TARDES POÉTICAS"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrFtuSY_HqI/AAAAAAAAAEw/WgXrC9MXS6s/s1600-h/manos2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 368px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrFtuSY_HqI/AAAAAAAAAEw/WgXrC9MXS6s/s400/manos2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382203671662501538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela nossa língua, nossa cultura. A rima, o ritmo e a sonoridade, permitem uma descoberta progressiva das potencialidades da linguagem escrita. Essa descoberta, tão decisiva para a formação do indivíduo, adquire assim um carácter lúdico. Brincar com os sons, descobrir novas ressonâncias, ouvir e ler pequenas histórias em verso, memorizar os poemas preferidos, desvendar imagens e sentimentos contidos na palavra, são atividades de adesão imediata que podem e devem ser introduzidas no universo infantil antes da alfabetização, pois constituem uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia deve ser feita por todos. Entendemos que a arte poética não deve ser  um dom para ser fruído apenas por alguns, mas sim uma dádiva para todos. A poesia é a arte mais democrática que o homem conseguiu criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero convidar poetas e não poetas para falarmos de poesia : a poesia do cotidiano, das ruas, dos conflitos, do momento em que vivemos, das tragédias diárias, dos barbarismos, da política, da loucura..de tudo, e como diz nosso poeta, e meu ex-professor - Geraldo Carneiro- "Que ela se abra para uma linguagem que não é asséptica, que não se deseja acadêmica, distante do mundo" e completando com o, também, poeta Salgado Maranhão - " Que ela se suje mais na vida".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7984489071376434337?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7984489071376434337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/projeto-tardes-poeticas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7984489071376434337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7984489071376434337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/projeto-tardes-poeticas.html' title='PROJETO &quot; TARDES POÉTICAS&quot;'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrFtuSY_HqI/AAAAAAAAAEw/WgXrC9MXS6s/s72-c/manos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4185044057475627273</id><published>2009-09-15T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T15:31:03.054-07:00</updated><title type='text'>THIÊ ROCK - DJ no Calabouço na sexta, 18 DE SETEMBRO , Rio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrAVFv8bkoI/AAAAAAAAAEo/O6GBH5-9xmw/s1600-h/2877029609_8a4986dded.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrAVFv8bkoI/AAAAAAAAAEo/O6GBH5-9xmw/s400/2877029609_8a4986dded.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381824743221203586" /&gt;&lt;/a&lt;br /&gt;Lion Heart no Myspace (com novas músicas!) :&lt;br /&gt;http://www.myspace.com/bandalionheart&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4185044057475627273?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4185044057475627273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/thie-rock-dj-no-calabouco-na-sexta-18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4185044057475627273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4185044057475627273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/thie-rock-dj-no-calabouco-na-sexta-18.html' title='THIÊ ROCK - DJ no Calabouço na sexta, 18 DE SETEMBRO , Rio.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SrAVFv8bkoI/AAAAAAAAAEo/O6GBH5-9xmw/s72-c/2877029609_8a4986dded.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-4211825507527031006</id><published>2009-09-07T07:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T08:11:56.282-07:00</updated><title type='text'>FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO LANÇA  COLEÇÃO: OS FRANCESES NO BRASIL, NA BIBLIOTECA NACIONAL, DIA 14 DE SETEMBRO,ÀS 17H.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SqUgatgPTkI/AAAAAAAAAEg/LZcaDKPFq-k/s1600-h/DARCY+RIBEIRO.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SqUgatgPTkI/AAAAAAAAAEg/LZcaDKPFq-k/s320/DARCY+RIBEIRO.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378740973227429442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   A  Fundação Darcy Ribeiro (Fundar)  realiza, 19 anos depois,  um dos sonhos do antropólogo, educador, poeta, escritor, e  político  Darcy Ribeiro, de publicar a coleção Os Franceses no Brasil,  com introduções de cunho histórico e antropológico, inédito no Brasil .  O projeto contou com a  colaboração de  Carlos de Araujo Moreira Neto, antropólogo, etnohistoriador e participante do conselho curador da Fundação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Durante todo esse tempo, a Fundação se responsabilizou por todos os arquivos deixados por ele, entre os quais estão as cópias e respectivas traduções dos originais das obras francesas de que trata este Programa de Edições. Esta documentação está organizada e traduzida para o português, incluindo os livros de Yves d’Evreux (1615), de Jean de Léry (1580), de André Thevet (1575) e as correspondências de Nicolas Durand de Villegagnon (1542-1569).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Na apresentação desta Coleção, Darcy Ribeiro destaca o esforço continuado dos franceses para estabelecer empreendimentos comerciais no Brasil, resistindo ao monopólio dos portugueses. O espírito e a tradição dos elementos aventureiros da França daqueles tempos, transplantados ao Novo Mundo, resultaram em tipos como os truchements (intérpretes ou “línguas”), que desenvolveram modos de vida muito semelhantes na América do Norte e entre os grupos indígenas no litoral brasileiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Editora Batel publica esta  coleção e oferece  ao público as obras mais importantes sobre a participação dos franceses na conquista do Brasil. A coleção faz parte das iniciativas para a celebração do &lt;strong&gt;Ano da França no Brasil &lt;/strong&gt;e reúne testemunhos da tentativa de colonização francesa no nosso país,  entre o Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A descrição da terra e dos índios, seus costumes e vida nas aldeias, os conflitos entre os colonizadores e a aventura colonial são alguns dos eventos relatados, nos quatro livros, por Yves d’Evreux, André Thevet, Jean de Léry e nas correspondências de Villegagnon que formulou e liderou o projeto da colônia francesa no Rio de Janeiro entre 1555 e 1557. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A importância histórica dos relatos destes cronistas franceses e dos intentos de colonização francesa nos dois primeiros séculos de nossa história está sendo  rememorada nesta publicação.           &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Formulado quando Darcy Ribeiro estava à frente da Secretaria de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, entre 1983 e 1986, o  projeto  foi patrocinado pela Eletrobrás e Ute Norte Fluminense e  coordenado  por Carlos de Araujo Moreira Neto e Ana Arruda Callado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O PRIMEIRO VOLUME&lt;br /&gt;NICOLAS DURAND DE VILLEGAGNON E OUTROS&lt;br /&gt;(1542 - 1569) Correspondência &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro volume que será lançado, no dia 14 de setembro, na Biblioteca Nacional, reproduz as cartas e correspondências de Villegagnon sobre a colônia francesa na Guanabara, na tentativa da criação da França Antártica. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São 22 cartas escritas entre 1542 e 1569, todas relacionadas com o projeto da França Antártica. A estas foram adicionadas outras duas cartas de Nicolas Barré, companheiro de Villegagnon, escritas da Baía de Guanabara em 1556, e fragmentos da “Histoire des martyrs persecutez et mis à mort pour la vérité de l’Évangile” do calvinista Jean Crespin, que trata das relações dos membros da igreja com Villegagnon. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O texto tem 128 páginas, além de uma carta inédita de Villegagnon, cujos originais pertencem ao Museu Naval do Rio de Janeiro, e, adicionalmente, dois mapas franceses do século XVI, do cartógrafo Vaux de Claye, um deles sobre a Baía da Guanabara e outro sobre as costas do nordeste do Brasil. Todas as cartas são comentadas pelo embaixador Vasco Mariz, especialista em Villegagnon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darcy Ribeiro faleceu em 17 de fevereiro de 1997. No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, para funcionar a partir de 1997, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau. Organizou a Fundação Darcy Ribeiro, instituída por ele em janeiro de 1996, com sede própria, localizada em sua antiga residência em Copacabana, com o objetivo de manter sua obra viva e elaborar projetos nas áreas educacional e cultural.  Um de seus últimos projetos lançado publicamente, foi o Projeto Caboclo, destinado ao povo da floresta amazônica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-4211825507527031006?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/4211825507527031006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/fundacao-darcy-ribeiro-lanca-colecao-os.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4211825507527031006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/4211825507527031006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/09/fundacao-darcy-ribeiro-lanca-colecao-os.html' title='FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO LANÇA  COLEÇÃO: OS FRANCESES NO BRASIL, NA BIBLIOTECA NACIONAL, DIA 14 DE SETEMBRO,ÀS 17H.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SqUgatgPTkI/AAAAAAAAAEg/LZcaDKPFq-k/s72-c/DARCY+RIBEIRO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7708003348520180131</id><published>2009-08-29T13:30:00.001-07:00</published><updated>2009-08-29T13:33:22.925-07:00</updated><title type='text'>POETA FERREIRA GULLAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpmQhcgLHUI/AAAAAAAAAEY/2G0i4r9AT7M/s1600-h/FERREIRA+GOULLAR-POETA.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpmQhcgLHUI/AAAAAAAAAEY/2G0i4r9AT7M/s320/FERREIRA+GOULLAR-POETA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375486534504619330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIROS ANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma vida de merda &lt;br /&gt;nasci em 1930 &lt;br /&gt;na rua dos prazeres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tábuas velhas do assoalho &lt;br /&gt;por onde me arrastei &lt;br /&gt;conheci baratas, formigas carregando espadas &lt;br /&gt;caranguejeiras &lt;br /&gt;que nada me ensinaram &lt;br /&gt;exceto o terror &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao muro negro no quintal &lt;br /&gt;as galinhas ciscavam, o girassol &lt;br /&gt;Gritava asfixiado &lt;br /&gt;longe longe do mar &lt;br /&gt;(longe do amor) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto o mar jazia perto &lt;br /&gt;detrás de mirantes e palmeiras &lt;br /&gt;embrulhado em seu barulho azul &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as tardes sonoras &lt;br /&gt;rolavam &lt;br /&gt;sobre nossos telhados &lt;br /&gt;sobre nossas vidas. &lt;br /&gt;Do meu quarto &lt;br /&gt;ouvia o século XX &lt;br /&gt;farfalhando nas árvores lá fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois me suspenderam pela gola &lt;br /&gt;me esfregaram na lama &lt;br /&gt;me chutaram os colhões &lt;br /&gt;e me soltaram zonzo &lt;br /&gt;em plena capital do país &lt;br /&gt;sem ter sequer uma arma na mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Buenos Aires, 1975)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7708003348520180131?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7708003348520180131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/poeta-ferreira-gullar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7708003348520180131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7708003348520180131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/poeta-ferreira-gullar.html' title='POETA FERREIRA GULLAR'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpmQhcgLHUI/AAAAAAAAAEY/2G0i4r9AT7M/s72-c/FERREIRA+GOULLAR-POETA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-385658090371045834</id><published>2009-08-23T15:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T15:35:09.355-07:00</updated><title type='text'>POETA SALGADO MARANHÃO</title><content type='html'>Poeta Salgado Maranhão, um amigo que não vejo algum tempo. Lembro dos corredores da Casa do Estudante onde sempre estávamos: eu, ele e um amigo em comum....muitas esperanças...e o tempo...indo...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpHCL2wXRoI/AAAAAAAAAEQ/uyTdZGcIth8/s1600-h/Salgado+Maranh%C3%A3o+-+foto.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpHCL2wXRoI/AAAAAAAAAEQ/uyTdZGcIth8/s320/Salgado+Maranh%C3%A3o+-+foto.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373289339362428546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaços da cidade &lt;br /&gt;agônica &lt;br /&gt;fluem com os bárbaros &lt;br /&gt;insurretos. Noiados. &lt;br /&gt;Sem visgo de afeto &lt;br /&gt;que adoce as ranhuras .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quito ao meu olhar &lt;br /&gt;                              virtual &lt;br /&gt;sua cota de sonhos: &lt;br /&gt;gatas de chocolate &lt;br /&gt;e bundas avulsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que passam e não me agendam &lt;br /&gt;em nenhuma manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Egos de bife e batom.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrelas de carne e faíscas &lt;br /&gt;entrefodem-se no Olimpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORDA BAMBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poeta é mercador &lt;br /&gt;traficante de caminhos &lt;br /&gt;que vende raios, &lt;br /&gt;sinfonias &lt;br /&gt;e horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;frugal mercador de eternidades &lt;br /&gt; – porta a porto – &lt;br /&gt; aos quatro cantos do luar &lt;br /&gt; ao mar &lt;br /&gt;ao ar &lt;br /&gt;sob o tempo &lt;br /&gt;e o temporal. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;o poeta corre o risco &lt;br /&gt;entre o amor livre &lt;br /&gt;e a palavra. &lt;br /&gt;está sempre atrás do pano &lt;br /&gt;em plena corda bamba &lt;br /&gt;do mistério. &lt;br /&gt;e atravessa submerso as metrópoles &lt;br /&gt;dos olhares &lt;br /&gt;feito um louco solitário &lt;br /&gt; que come fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-385658090371045834?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/385658090371045834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/poeta-salgado-maranhao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/385658090371045834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/385658090371045834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/poeta-salgado-maranhao.html' title='POETA SALGADO MARANHÃO'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SpHCL2wXRoI/AAAAAAAAAEQ/uyTdZGcIth8/s72-c/Salgado+Maranh%C3%A3o+-+foto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7179958728728171771</id><published>2009-08-11T10:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T11:16:13.013-07:00</updated><title type='text'>Geraldinho Carneiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SoG1S0nIwCI/AAAAAAAAAEI/0hJzL-KR8ok/s1600-h/geraldo-carneiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 263px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SoG1S0nIwCI/AAAAAAAAAEI/0hJzL-KR8ok/s320/geraldo-carneiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368771565767409698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O site do poeta Geraldo Carneiro é muito legal, vejam : (http://www.geraldocarneiro.com/). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os fogos da fala &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a fala aflora à flor da boca&lt;br /&gt;às vezes como fogos de artifício&lt;br /&gt;fulguração contra os terrores do silêncio&lt;br /&gt;só espada espavento espelho&lt;br /&gt;ou pedra ficção arremessada&lt;br /&gt;ou canção pra cantar as graças&lt;br /&gt;as virilhas as maravilhas da amada&lt;br /&gt;a deusa idolatrada de amor:&lt;br /&gt;essa outra voz quase jazz&lt;br /&gt;que subjaz ventríloqua de si mesma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't like myself &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria ser outro, perambular&lt;br /&gt;entre as bandeiras enfunadas de Pasárgada&lt;br /&gt;bailar no bas-fond de Baudelaire&lt;br /&gt;navegar no barco de Rimbaud&lt;br /&gt;às vezes veranear nos subúrbios do Inferno&lt;br /&gt;na selva selvagem de Dante&lt;br /&gt;sempre argonauta de ultramares&lt;br /&gt;sem o terror narcísico do espelho:&lt;br /&gt;o mesmo círculo a mesma escrita o mesmo rosto&lt;br /&gt;o mesmo animal confinado&lt;br /&gt;em sua ridícula circunstância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   romântica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     o poeta se enfastia da lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     e a compara à amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     depois se enfastia da amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     e vice-versa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7179958728728171771?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7179958728728171771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/geraldinho-carneiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7179958728728171771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7179958728728171771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/geraldinho-carneiro.html' title='Geraldinho Carneiro'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SoG1S0nIwCI/AAAAAAAAAEI/0hJzL-KR8ok/s72-c/geraldo-carneiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-5335188616057790483</id><published>2009-08-05T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T09:56:37.903-07:00</updated><title type='text'>TARDES POÉTICAS NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN</title><content type='html'>ANTONIO PEDRO, MARIA BOURGEOIS E EQUIPE. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Snm5bKqpfLI/AAAAAAAAAEA/4i9nRvlEW34/s1600-h/MARIA+BOURGEOIS+E+ANTONIO+PEDRO+-+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Snm5bKqpfLI/AAAAAAAAAEA/4i9nRvlEW34/s320/MARIA+BOURGEOIS+E+ANTONIO+PEDRO+-+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366524307359497394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze, no Rio de Janeiro, através do seu Diretor Antonio Pedro, abraçou a idéia de apresentar o Projeto " TARDES POÉTICAS" que consiste na apresentação de novos poetas, incentivo a leitura, leitura de poesias, poesias musicadas, apresentação de grupos musicais,palestras com poetas convidados, lançamento de revistas e livros. O evento acontece de 15 em 15 en dias, no segundo andar, onde funciona o Comitê Pela Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-5335188616057790483?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/5335188616057790483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/tardes-poeticas-no-centro-de-artes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5335188616057790483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5335188616057790483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/tardes-poeticas-no-centro-de-artes.html' title='TARDES POÉTICAS NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Snm5bKqpfLI/AAAAAAAAAEA/4i9nRvlEW34/s72-c/MARIA+BOURGEOIS+E+ANTONIO+PEDRO+-+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3702448289209947842</id><published>2009-08-02T10:47:00.001-07:00</published><updated>2009-08-02T10:47:58.746-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnXRR9g7IcI/AAAAAAAAAD4/cgdFL4r6NsU/s1600-h/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnXRR9g7IcI/AAAAAAAAAD4/cgdFL4r6NsU/s320/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365424637582451138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3702448289209947842?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3702448289209947842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3702448289209947842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3702448289209947842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/blog-post.html' title=''/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnXRR9g7IcI/AAAAAAAAAD4/cgdFL4r6NsU/s72-c/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-5491026933519906664</id><published>2009-08-01T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T13:40:47.380-07:00</updated><title type='text'>SEGUNDA TARDES POÉTICAS NO COMITÊ PELA VIDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mais uma tarde de poesia no Comitê Pela Vida, 31/07,com a presença de vários poetas. Quero convidar poetas e não poetas para falarmos de poesia : a poesia do cotidiano, das ruas, dos conflitos, do momento em que vivemos, das tragédias diárias, dos barbarismos, da política, da loucura..de tudo, e como diz nosso poeta, e meu ex-professor - Geraldo Carneiro- "Que ela se abra para uma linguagem que não é asséptica, que não se deseja acadêmica, distante do mundo" e completando com o, também, poeta Salgado Maranhão - " Que ela se suje mais na vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma tarde especial onde homenageamos o poeta-jornalista Rafael Pimenta, dono do Jornal Enseada, assasinado, durante um assalto, em Niterói,no dia 17/07.Foi emocionante lermos as poesias publicadas no seu livro "AS VERTENTES DO CORPO".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSbCU9nI6I/AAAAAAAAADw/4WSHGU-scaM/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+040.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSbCU9nI6I/AAAAAAAAADw/4WSHGU-scaM/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+040.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365083520394273698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSavzkJSII/AAAAAAAAADo/2A0ODKQ4aDQ/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+029.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSavzkJSII/AAAAAAAAADo/2A0ODKQ4aDQ/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+029.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365083202191444098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSaaWYLcmI/AAAAAAAAADg/klMQ3DQrUdo/s1600-h/MARIA+BOURGEOIS+-+2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSaaWYLcmI/AAAAAAAAADg/klMQ3DQrUdo/s320/MARIA+BOURGEOIS+-+2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365082833579373154" /&gt;&lt;/a&gt; MARIA BOURGEOIS-PRESIDENTE DO COMITÊ PELA VIDA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZvTlTtJI/AAAAAAAAADQ/WvBMgqkssnk/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+038.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZvTlTtJI/AAAAAAAAADQ/WvBMgqkssnk/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+038.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365082094094759058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZeV92WAI/AAAAAAAAADI/XwS-Gmv1M4c/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+037.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZeV92WAI/AAAAAAAAADI/XwS-Gmv1M4c/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+037.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365081802676787202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZNG3rwlI/AAAAAAAAADA/4NduA-ALDp4/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+036.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSZNG3rwlI/AAAAAAAAADA/4NduA-ALDp4/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+036.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365081506566619730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYvRezUlI/AAAAAAAAAC4/t8T_FvuhUV4/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+035.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYvRezUlI/AAAAAAAAAC4/t8T_FvuhUV4/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+035.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365080994018972242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYRrL27UI/AAAAAAAAACw/65kwXhDhiRM/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+034.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYRrL27UI/AAAAAAAAACw/65kwXhDhiRM/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+034.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365080485522763074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYEEN2BqI/AAAAAAAAACo/-zIX7cyHEVo/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+033.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSYEEN2BqI/AAAAAAAAACo/-zIX7cyHEVo/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+033.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365080251723810466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSXyW9j84I/AAAAAAAAACg/Tuf297fz3OI/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+032.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSXyW9j84I/AAAAAAAAACg/Tuf297fz3OI/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+032.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365079947518145410" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSXgZnTI5I/AAAAAAAAACY/3dRJAdZHZqs/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+030.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSXgZnTI5I/AAAAAAAAACY/3dRJAdZHZqs/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+030.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365079638992429970" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;CÉLIA LOPES - PSICÓLOGA E COORDENADORA DO COMITÊ PELA VIDA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-5491026933519906664?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/5491026933519906664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/segunda-tardes-poeticas-no-comite-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5491026933519906664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/5491026933519906664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/08/segunda-tardes-poeticas-no-comite-pela.html' title='SEGUNDA TARDES POÉTICAS NO COMITÊ PELA VIDA'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SnSbCU9nI6I/AAAAAAAAADw/4WSHGU-scaM/s72-c/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+040.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-6783280092577952650</id><published>2009-07-27T20:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T20:50:04.690-07:00</updated><title type='text'>RAFAEL PIMENTA E JOÃO AYRES- 31 DE JULHO, DAS 18 ÀS 22H.</title><content type='html'>DIA 31 DE JULHO,SEXTA-FEIRA, HOMENAGEM AO POETA-JORNALISTA RAFAEL PIMENTA ASSASINADO NO ÚLTIMO DIA 17/07, EM NITERÓI. O POETA JOÃO AYRES, TAMBÉM, ESTARÁ PRESENTE LENDO SUAS POESIAS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-6783280092577952650?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/6783280092577952650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/rafael-pimenta-e-joao-ayres-31-de-julho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6783280092577952650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6783280092577952650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/rafael-pimenta-e-joao-ayres-31-de-julho.html' title='RAFAEL PIMENTA E JOÃO AYRES- 31 DE JULHO, DAS 18 ÀS 22H.'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3266207483603655700</id><published>2009-07-23T16:50:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T12:20:47.853-07:00</updated><title type='text'>HOMENAGEM AO POETA RAFAEL PIMENTA, ASSASINADO NO DIA 17/07/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmoRAesNXoI/AAAAAAAAACI/6mnwTLG6Bak/s1600-h/RAFAEL+PIMENTA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362117006274158210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmoRAesNXoI/AAAAAAAAACI/6mnwTLG6Bak/s320/RAFAEL+PIMENTA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de Julho, estarei homenageando o nosso amigo-poeta Rafael Pimenta assasinado na última sexta-feira, 17/07, em Niterói, no Projeto TARDES POÉTICAS, que realizo de 15 em 15 dias, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no 2 andar onde fica o Comitê Pela Vida.O poeta Jõao Ayres também estará presente, lendo suas poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que todos apareçam e quem tiver o livro do Rafael leve. Será minha (nossa) homenagem ao nosso amigo que ficará para sempre nos nossos corações.Rua : Benedito Hipólito 125 - Praça onze - em frente ao Terreirão do samba e a Escola Tia Ciata (próximo ao jornal O Globo). Tel: 3852-1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Pimenta lançou os livros : Duende Marginal, Amor, Coisa Bela, Poesia de Espera, Um poema, Recital de Outono, Início do 2o Ato, Circular 49, Sobre o Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poster-Poemas : Duende Marginal, Poema Liberdade, Poeta e Louco, 1o de Maio, Procura-se Uma Paixão, Ser Beija-Flor e A Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;DE PERSIANAS FECHADAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;De persianas fechadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;invadido de poesia, como nunca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Quase auto-sustentável de alegria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;minha mão procura teu corpo na lembrança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;no teu cheiro que ainda ocupa minha fantasia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Nesse enlace da noite e do dia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;estado de plena euforia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;vou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Invadido a manhã e toda a luz do dia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;invadido esse mundo dos homens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Com toda força&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;de quem amou durante a noite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;para toda a vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;NUM MOMENTO DE LUCIDEZ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Num momento de lucidez&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;o corpo rompeu o tempo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;a lua rompeu o morro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Por uns instantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;a noite e a av. amaral peixoto fizeram silêncio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Num momento de lucidez as coisas se encaixaram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;e dentro duma enorme orelha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;com o sentimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;achei você&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Num momento de lucidez&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;o corpo rompeu o tempo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;o tempo rompeu a noite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;a noite...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;De manhã cedo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;a felicidade toma conta de mim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;TENHO A SOLIDÃO DOS ABORÍGINES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Tenho a solidão dos aborígines&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Tenho a solidão dos mamelucos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Tenho a solidão de quem ama demais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Passado e presente nesse momento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;em que alua é eclipse toda no meu céu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;A Poesia vem e toma conta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;apesar dos que são contra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;me encontro com o amor em qualquer lugar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Nos bares, nas garagens&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;nos grandes shows onde Você está&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;acreditando na sobrevivência do planeta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;nas canções de Paz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;'As vezes me vejo a ver navios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;rolinhas, pardais, pombos nas praças&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;onde Você está&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;têm crianças sempre brincando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;-a inocência tem a força das ondas do mar!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Eterno, é eterno&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;tudo que Deus criou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;nenhum homem pode acabar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;poeta RAFAEL PIMENTA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3266207483603655700?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3266207483603655700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/homenagem-ao-poeta-rafael-pimenta.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3266207483603655700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3266207483603655700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/homenagem-ao-poeta-rafael-pimenta.html' title='HOMENAGEM AO POETA RAFAEL PIMENTA, ASSASINADO NO DIA 17/07/2009'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmoRAesNXoI/AAAAAAAAACI/6mnwTLG6Bak/s72-c/RAFAEL+PIMENTA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-7965525932679322502</id><published>2009-07-22T08:05:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T16:57:18.751-07:00</updated><title type='text'>Poeta João Ayres  no dia 31/07</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Smcu-_XTjlI/AAAAAAAAACA/dlTA6XMPe6k/s1600-h/FigliDelleStelle400.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361305541103816274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Smcu-_XTjlI/AAAAAAAAACA/dlTA6XMPe6k/s320/FigliDelleStelle400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O poeta João Ayres, também é contista e compositor de samba de raiz, parceiro de Delcio Carvalho.Organiza ainda o sarau do ponto org em Niterói no primeiro sábado de cada mês.É autor de POEMAS MALDITOS E POEMAS DO RASGO DA HORA.O poeta estará participando no dia 31 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://poesiaecontos.blogspot.com e &lt;a href="http://www.joaoayres.com/"&gt;http://www.joaoayres.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://poesiaecontos.blogspot.com/2009/06/poemas-sem-nada.html"&gt;POEMAS SEM NADA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 duas mãos e um copo/&lt;br /&gt;entrelaçados e sem vida/&lt;br /&gt;e quase tudo silêncio/&lt;br /&gt;de quem morre sem alarde.&lt;br /&gt;duas mãos quase sem nada/&lt;br /&gt;tateando o adjetivo escuro/&lt;br /&gt;para reencontrar o que não é dito/&lt;br /&gt;pela chuva que espanca as vidraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 devo estar louco/&lt;br /&gt;ou creio que devo estar assim/&lt;br /&gt;sem medidas e abandonado/&lt;br /&gt;como qualquer lua sem rumo.&lt;br /&gt;devo estar branco ou incolor/&lt;br /&gt;ou com a alma em frangalhos/&lt;br /&gt;por isso estes passos vagarosos e sem sede/&lt;br /&gt;em direção a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Um crescendo no peito/&lt;br /&gt;rasga a hora como um pedaço de nada/&lt;br /&gt;engolido por qualquer fantasma indiferente/&lt;br /&gt;no interior de uma casa sombria.&lt;br /&gt;O cheiro de mofo/&lt;br /&gt;invade minhas narinas de sempre/&lt;br /&gt;e assim respiro a vertigem do tempo/&lt;br /&gt;amordaçado neste dia mundano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;Jõao Ayres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-7965525932679322502?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/7965525932679322502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/poetas-joao-ayres-e-joao-de-abreu-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7965525932679322502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/7965525932679322502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/poetas-joao-ayres-e-joao-de-abreu-no.html' title='Poeta João Ayres  no dia 31/07'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/Smcu-_XTjlI/AAAAAAAAACA/dlTA6XMPe6k/s72-c/FigliDelleStelle400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-164818461718545383</id><published>2009-07-21T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T13:34:55.384-07:00</updated><title type='text'>POETAS : FOTO, RELEASE E POEMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmZTnDDsnBI/AAAAAAAAAB4/f2C9KB9p98U/s1600-h/DSCN4707.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361064336731970578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmZTnDDsnBI/AAAAAAAAAB4/f2C9KB9p98U/s320/DSCN4707.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Poetas que queiram apresentar-se no projeto TARDES POÉTICAS, podem enviar, com antecedência, foto, release e poemas para o e-mail : &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:zlassessorias@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;zlassessorias@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;. Agendaremos o dia e publicaremos aqui no blog.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Obrigada,&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Pessoal, a proposta de fazer as TARDES POÉTICAS, no Comitê Pela Vida, vem de longo tempo. Além do amor pela poesia, trabalho há mais de 5 anos com Maria Bourgeois, presidente do Comitê, como assessora de imprensa, acompanhando a sua luta na defesa dos direitos humanos. Aí vai um pouco da história: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Comitê Pela Vida é uma instituição civil sem fins lucrativos, filantrópica, sediada na Cidade do Rio de Janeiro, que tem por objetivo desenvolver ações destinadas a assistir e amparar crianças, jovens, adultos e idosos. Sua criação ocorreu como forma de reação da Sociedade Civil contra o ato de barbaridade praticado no dia 29 de agosto de 1993, quando a favela de Vigário Geral foi invadida durante a noite. Desde então o Comitê Pela Vida vem realizando atividades na área de formação profissional como forma de resgatar a cidadania e a auto-estima das camadas menos favorecidas de nossa sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;Jô A. Ramos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-164818461718545383?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/164818461718545383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/poetas-foto-release-e-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/164818461718545383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/164818461718545383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/poetas-foto-release-e-poemas.html' title='POETAS : FOTO, RELEASE E POEMAS'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmZTnDDsnBI/AAAAAAAAAB4/f2C9KB9p98U/s72-c/DSCN4707.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-3160256586118577053</id><published>2009-07-20T13:36:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T16:55:42.170-07:00</updated><title type='text'>DIA 31 DE JULHO, ÀS 18H, MAIS POESIA!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmTW1cUKqVI/AAAAAAAAABw/zj8x8MmpURk/s1600-h/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360645670099921234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmTW1cUKqVI/AAAAAAAAABw/zj8x8MmpURk/s320/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;Pessoal, no dia 31 de julho, teremos mais um encontro de poesia, no mesmo endereço, Rua : Benedito Hipólito 125 - Praça XI- no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, em frente ao Terreirão do Samba e ao lado do Colégio Tia Ciata. 2 andar (COMITÊ PELA VIDA). O estacionamento é grátis e próprio. Espero todos vocês lá!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-3160256586118577053?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/3160256586118577053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/dia-31-de-julho-as-18h-mais-poesia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3160256586118577053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/3160256586118577053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/dia-31-de-julho-as-18h-mais-poesia.html' title='DIA 31 DE JULHO, ÀS 18H, MAIS POESIA!!!!'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmTW1cUKqVI/AAAAAAAAABw/zj8x8MmpURk/s72-c/988326TRANSIESPLANETRIASPORTAISSENDOATIVADOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4832951746991323380.post-6162897733333665987</id><published>2009-07-18T09:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T12:23:04.895-07:00</updated><title type='text'>PRIMEIRA TARDE POÉTICA- 17/07/2009-COMITÊ PELA VIDA, NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Iniciamos nesta sexta-feira, 17 de julho, um ciclo de poesias no Comitê Pela Vida, que fica no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze, no Rio de Janeiro. A idéia é apresentar novos poetas e relembrar os já existentes. No evento teremos , sempre, leitura de poesias, poesias musicadas, apresentação de grupos musicais, venda de revistas e livros, tudo isso no BUTIKIM POÉTICO.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6rVZ7aLI/AAAAAAAAAA8/0fhzwYJPYWE/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359840653934815410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6rVZ7aLI/AAAAAAAAAA8/0fhzwYJPYWE/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comitepelavida.org/"&gt;http://www.comitepelavida.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6jvgtifI/AAAAAAAAAA0/QWMnKjOANPU/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359840523503634930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6jvgtifI/AAAAAAAAAA0/QWMnKjOANPU/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6WJ63gnI/AAAAAAAAAAs/P9Kcfhm2o6c/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359840290074493554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6WJ63gnI/AAAAAAAAAAs/P9Kcfhm2o6c/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poeta ADEILDA RAMOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6Nhbh64I/AAAAAAAAAAk/ZxSExxr0jw0/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359840141766683522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6Nhbh64I/AAAAAAAAAAk/ZxSExxr0jw0/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEALIZADORA DO EVENTO : JÔ A. RAMOS&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6GbkEQ9I/AAAAAAAAAAc/5BNlxdFrzpQ/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359840019932791762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6GbkEQ9I/AAAAAAAAAAc/5BNlxdFrzpQ/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;POETAS: SÍLVIO, JOÃO E ADEILDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH5_5ocBNI/AAAAAAAAAAU/cxdjXMsxt_8/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359839907745105106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH5_5ocBNI/AAAAAAAAAAU/cxdjXMsxt_8/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH546iSKsI/AAAAAAAAAAM/DDFwI3nCpqE/s1600-h/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359839787728644802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH546iSKsI/AAAAAAAAAAM/DDFwI3nCpqE/s320/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POETA JOÃO DE ABREU&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4832951746991323380-6162897733333665987?l=finsdetardespoeticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/feeds/6162897733333665987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/primeira-tarde-poetica-17072009-comite.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6162897733333665987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4832951746991323380/posts/default/6162897733333665987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finsdetardespoeticas.blogspot.com/2009/07/primeira-tarde-poetica-17072009-comite.html' title='PRIMEIRA TARDE POÉTICA- 17/07/2009-COMITÊ PELA VIDA, NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE'/><author><name>TARDES POÉTICAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00018860560120953998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/TBu52rc20UI/AAAAAAAAAIU/J6zlSStHu2s/S220/1+de+maio+de+2010+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4O-E5WatwrE/SmH6rVZ7aLI/AAAAAAAAAA8/0fhzwYJPYWE/s72-c/TARDES+PO%C3%89TICAS-17072009+018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
