No dia 31 de Julho, estarei homenageando o nosso amigo-poeta Rafael Pimenta assasinado na última sexta-feira, 17/07, em Niterói, no Projeto TARDES POÉTICAS, que realizo de 15 em 15 dias, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no 2 andar onde fica o Comitê Pela Vida.O poeta Jõao Ayres também estará presente, lendo suas poesias.
Espero que todos apareçam e quem tiver o livro do Rafael leve. Será minha (nossa) homenagem ao nosso amigo que ficará para sempre nos nossos corações.Rua : Benedito Hipólito 125 - Praça onze - em frente ao Terreirão do samba e a Escola Tia Ciata (próximo ao jornal O Globo). Tel: 3852-1995.
Rafael Pimenta lançou os livros : Duende Marginal, Amor, Coisa Bela, Poesia de Espera, Um poema, Recital de Outono, Início do 2o Ato, Circular 49, Sobre o Aqui.
Poster-Poemas : Duende Marginal, Poema Liberdade, Poeta e Louco, 1o de Maio, Procura-se Uma Paixão, Ser Beija-Flor e A Liberdade.
DE PERSIANAS FECHADAS
De persianas fechadas
invadido de poesia, como nunca
Quase auto-sustentável de alegria
minha mão procura teu corpo na lembrança
no teu cheiro que ainda ocupa minha fantasia
Nesse enlace da noite e do dia
estado de plena euforia
vou
Invadido a manhã e toda a luz do dia
invadido esse mundo dos homens
Com toda força
de quem amou durante a noite
para toda a vida
NUM MOMENTO DE LUCIDEZ
Num momento de lucidez
o corpo rompeu o tempo
a lua rompeu o morro
Por uns instantes
a noite e a av. amaral peixoto fizeram silêncio
Num momento de lucidez as coisas se encaixaram
e dentro duma enorme orelha
com o sentimento
achei você
Num momento de lucidez
o corpo rompeu o tempo
o tempo rompeu a noite
a noite...
De manhã cedo
a felicidade toma conta de mim
TENHO A SOLIDÃO DOS ABORÍGINES
Tenho a solidão dos aborígines
Tenho a solidão dos mamelucos
Tenho a solidão de quem ama demais
Passado e presente nesse momento
em que alua é eclipse toda no meu céu
A Poesia vem e toma conta
apesar dos que são contra
me encontro com o amor em qualquer lugar
Nos bares, nas garagens
nos grandes shows onde Você está
acreditando na sobrevivência do planeta
nas canções de Paz
'As vezes me vejo a ver navios
rolinhas, pardais, pombos nas praças
onde Você está
têm crianças sempre brincando
-a inocência tem a força das ondas do mar!
Eterno, é eterno
tudo que Deus criou
nenhum homem pode acabar
poeta RAFAEL PIMENTA