sábado, 17 de julho de 2010

POEMA INVICTUS PARA MANDELA-FELIZ ANIVERSÁRIO MADIBA!!!! 92 ANOS!!



Mandela ficou 27 anos preso por lutar contra o apartheid e, em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, à frente do CNA, cargo que exerceu até 1999. Também Prêmio Nobel da Paz, foi um dos incentivadores da Copa do Mundo da África do Sul 2010, que teve fim no domingo (11). Este poema foi seu amuleto durante os anos de cárcere.

"Madiba, Madiba, Madiba". Madiba é a forma carinhosa como Nelson Rolihlahla Mandela é chamado pelo povo sul-africano. Completa amanhã, dia 18/07, 92 anos.


Invictus - William Ernest Henley


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.



TRADUÇÃO

"Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.


Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.


Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.


Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MORRE JOSÉ SARAMAGO-18/06/2010



José Saramago

O escritor e prêmio Nobel português José Saramago, criador de uma narrativa crítica e reflexiva, com um forte caráter social, morreu nesta sexta-feira às 21h, em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote aos 87 anos, por causa de uma leucemia crônica.O cineasta Fernando Meirelles, diretor do filme “Ensaio Sobre a Cegueira” (2008), baseado na obra homônima de José Saramago, disse que o mundo perde lucidez com a morte do autor.

Saramago já tinha mostrado seu potencial em Levantado do chão (1980), que retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo, explorada por latifundiários e pelo clero conservador, do final do século 19 à Revolução dos Cravos. Seguem-se a Memorial do Convento três romances fundamentais, que consagram definitivamente o escritor: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986) e História do Cerco de Lisboa (1989). Ensaio sobre a Cegueira, que resultou no filme Blindness.“Definitivamente, hoje o mundo se tornou ainda mais burro e cego”, ressaltou Meirelles em comunicado.

FRASES DE SARAMAGO


"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma".


"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar".


"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".


"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais".


"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro".


"Dirão, em som, as coisas que, calados,no silêncio dos olhos confessamos?"


"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo".


"Não tenhamos pressa,mas não percamos tempo".


"De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos".


"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas".


"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara".

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".


"O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio".


"Cada dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa".

"Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos".


"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória".

"Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo".

"Os lugares-comuns, as frases feitas, os bordões, os narizes-de-cera, as sentenças de almanaque, os rifões e provébios, tudo pode aparecer como novidade, a questão está só em saber manejar adequadamente as palavras que estejam antes e depois".


"O talento ou acaso não escolhem, para manisfestar-se, nem dias nem lugares".


"Quem acredita levianamente tem um coração leviano".


"Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assuntto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes".

José Saramago

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MARCEL PROUST



"Tentamos achar nas coisas, que por isso são preciosas, o reflexo que nossa alma projetou sobre elas, e desiludimo-nos ao verificar que as coisas parecem desprovidas, na natureza, do encanto que deviam, em nosso pensamento, à vizinhança de certas ideias; e muitas vezes convertemos todas as forças dessa alma em habilidade, em esplendor, para influir em seres que situados fora de nós e que jamais alcançaremos".


"Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?"

Em Busca do Tempo Perdido

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MANUEL BANDEIRA







ARTE DE AMAR


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.


As almas são incomunicáveis.


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.




"...o sol tão claro lá fora,
o sol tão claro, Esmeralda,
e em minhalma — anoitecendo."





Andorinha, andorinha lá fora esta cantando:
-Passei o dia a-toa, a-toa.
Andorinha minha canção é mais triste:
-Passei a vida a-toa, a-toa.´´




A ESTRELA

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia





RIA, ROSA, RIA
A Guimarães Rosa



Acaba a Alegria
Dizendo-nos: - Ria!
Velha companheira,
Boa conselheira!


Por isso me rio
De mim para mim.
Rio, rio, rio!
E digo-lhes: - Ria,
Rosa, noite e dia!
No calor, no frio,
Ria, ria! Ria,
Como lhe aconselha
Essa doce velha
Cheirando a alecrim,
A alegre Alegria!





ORAÇÃO PARA AVIADORES


Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.


Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.


Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.


Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.


Santa Clara, clareai.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

sábado, 20 de março de 2010

DOCUMENTÁRIO - MULHERES DO BRASIL


Jornal O Globo- Coluna do Ancelmo Gois - hoje - 20 de março/2010:

"MULHERES DO BRASIL" -

As cinco biografias de mulheres brasileiras escritas por Ana Arruda Callado vão virar documentário, são elas : Dona Maria José Barbosa Lima Sobrinho, Adalgisa Nery,Jenny Pimentel de Borba, Maria Martins e Lygia Maria Lessa Bastos. Uma parceria com a MULTIPRESS ( Jorge Mansur) e Z&L COMUNICAÇÃO ( Jô A.Ramos).

domingo, 14 de março de 2010

DIA NACIONAL DA POESIA



JOÃO CABRAL DE MELO NETO

Tecendo a Manhã


Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.



E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

domingo, 7 de março de 2010

FERREIRA GULLAR



MADRUGADA

Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite

a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes



Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


BARULHO

Todo poema é feito de ar
apenas:
a mão do poeta
não rasga a madeira
não fere
o metal
a pedra
não tinge de azul
os dedos
quando escreve manhã
ou brisa
ou blusa
de mulher.
.

O poema
é sem matéria palpável
tudo
o que há nele
é barulho
quando rumoreja
ao sopro da leitura.

MEU POVO, MEU POEMA

Meu povo e meu poema crescem juntos
como cresce no fruto
a árvore nova

No povo meu poema vai nascendo
como no canavial
nasce verde o açúcar

No povo meu poema está maduro
como o sol
na garganta do futuro

Meu povo em meu poema
se reflete
como a espiga se funde em terra fértil

Ao povo seu poema aqui devolvo
menos como quem canta
do que planta

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

VINÍCIUS DE MORAES


A um jovem poeta

O almoço que tivemos outro dia, meu caro Jovem Poeta – e três poetas éramos nós em três idades da existência tão importantes como os trinta, os quarenta e os cinqüenta -, deixou-me triste. Triste porque o seu descaminho, a sua angústia, a sua neura são sintomáticos de uma luta inglória. Você, que ainda é puro e sabe o quão fundamental é ela para a sua aventura de poeta, fica irado contra os outros, ao sentir que a sua presente agressividade é fruto de um complexo de culpa. É você, não os outros, quem está em crise. E se os outros também o estiverem, razão a mais para você afirmar-se em sua luta, que é a luta de todo poeta, para ajudá-lo a sair dela. Pois você não auxiliará ninguém, muito menos a si mesmo, se seu coração não estiver limpo de ressentimento e sua luta contra "o outro" não for constante. "O outro", não preciso dizer, é você próprio.

É o súcubo que, todos, temos dentro de nós; o ser calhorda, comprável com a moeda da mentira e da lisonja, que de repente adota a gratuidade como norma, por isso que a paixão é mais insaciável que o infinito aberto em cima. E a paixão não se vende nunca.

Cada poeta é uma coisa em si, mas todos os poetas devem o mesmo à Poesia: a própria vida. Há, o poeta, que queimar-se e causar sempre mal-estar aos que não se queimam. Há que ser o grande ferido, o grande inconformado, o grande pródigo. Há que viver em pranto por dentro e por fora, de alegria ou de sofrimento, e nunca dizer "não" a ninguém, nem mesmo àqueles que optaram pelo não chorar. Há que também não ter o pejo do ridículo, da intriga ou da risota alheia. Quando Gide, ao ver Verlaine bêbado e maltratado, numa rua de Paris, por um grupo de jovens que o perseguiam e caçoavam com empurrões e doestos, contrariou voluntariamente o impulso de socorrê-lo preferindo deixá-lo entregue a um destino que sabia já traçado – que grande página deixou de escrever sobre a covardia humana, sobre o mal da disponibilidade e a tristeza do egoísmo! Veriaine, o pobre Verlaine, talvez dentre os poetas o que mais amou e sofreu...

Você meu caro Jovem Poeta, que foi dotado de talento e de beleza, não tem o direito de negar-se ao seu martírio. Só ele pode tornar a sua poesia emocionante. Só ele pode salvá-lo do formalismo em que caem os que se recusam a estar sempre despertos. É preciso que todos vejam a luz que seu coração transverbera, mesmo coberto por bons panos. Não negue o seu olhar de poeta aos homens que precisam dele, mesmo tendo o pudor de confessá-lo. Abra a sua camisa e saia para o grande encontro!


Tomara

Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


A cidade em progresso

A cidade mudou. Partiu para o futuro
Entre semoventes abstratos
Transpondo na manhã o imarcescível muro
Da manhã na asa dos DC-4s

Comeu colinas, comeu templos, comeu mar
Fez-se empreiteira de pombais
De onde se vêem partir e para onde se vêem voltar
Pombas paraestatais.

Alargou os quadris na gravidez urbana
Teve desejos de cúmulos
Viu se povoarem seus latifúndios em Copacabana
De casa, e logo além, de túmulos.

E sorriu, apesar da arquitetura teuta
Do bélico Ministério
Como quem diz: Eu só sou a hermeneuta
Dos códices do mistério...

E com uma indignação quem sabe prematura
Fez erigir do chão
Os ritmos da superestrutura
De Lúcio, Niemeyer e Leão.

E estendeu ao sol as longas panturrilhas
De entontecente cor
Vendo o vento eriçar a epiderme das ilhas
Filhas do Governador.

Não cresceu? Cresceu muito! Em grandeza e miséria
Em graça e disenteria
Deu franquia especial à doença venérea
E à alta quinquilharia.

Tornou-se grande, sórdida, ó cidade
Do meu amor maior!
Deixa-me amar-te assim, na claridade
Vibrante de calor!



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL- FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO


LANÇAMENTO DA COLEÇÃO (COMPLETA) FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII

A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.

A Fundação Biblioteca Nacional, a Eletrobrás, a UTE Norte Fluminense, a Editora Batel e a Fundação Darcy Ribeiro lançam a coleção completa ( 4 volumes), no dia 14 de dezembro, segunda-feira, a aprtir das 17:30h, na Fundação Biblioteca Nacional - Auditório Machado de Assis.



VOLUME 1 – VILLEGAGNON
Cartas por N.D. de Villegagnon e textos correlatos por Nicolas Barre e Jean Crespin

O primeiro volume, importantíssimo, reproduz as cartas e correspondências de Villegagnon sobre a colônia francesa na Guanabara, na tentativa da criação da França Antártica. São 19 cartas escritas por Villegagnon a vários destinatários, todas relacionadas com o projeto da França Antártica, juntamente com outras duas cartas de Nicolas Barré, companheiro de Villegagnon, escritas da Baía de Guanabara em 1556, além de fragmentos da Histoire des martyrs persecutez et mis à mort pour la vérité de l’Évangile do calvinista Jean Crespin, que trata das relações dos membros da igreja com Villegaignon.


VOLUME 2 - ANDRÉ THEVET
A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei

Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa. André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.



VOLUME 3 - JEAN DE LÉRY
História de uma viagem feita à terra do Brsil, também chamada América

O terceiro volume refere-se à nova edição da obra de Léry, traduzida por Sergio Milliet sob o título Viagem à Terra do Brasil, com restauração dos vocábulos e frases em língua Tupi a cargo do lingüísta Aryon Dall’Igna Rodrigues e introdução de Carlos de Araujo Moreira Neto acompanhada das gravuras que ilustram o texto de Léry.
Um livro cheio de informações e de grande beleza, sobretudo os textos de Jean de Léry sobre os índios, com quem conviveu longamente.


VOLUME 4 - YVES D’EVREUX
História das coisas mais memoráveis ocorridas no Maranhão nos anos de 1613 e 1614

Este quarto volume apresenta o livro de Evreux de acordo com a reprodução do original da Biblioteca Pública de Nova York, mais completo que o da Biblioteca da Universidade de Paris, traduzidas pela especialista em francês clássico Marcella Mortara e sua equipe. Uma introdução histórica e etnológica foi preparada por Carlos de Araujo Moreira Neto. Trata-se de um relato minucioso do projeto da França Equinocial no Maranhão.


Texto de quarta capa de todos os volumes, de autoria de Darcy Ribeiro

O Brasil correu o enorme risco de ser francês. Na primeira metade do primeiro século de colonização, a costa esteve tão cheia de franceses como de portugueses. Eram náufragos ou aventureiros que aprenderam a viver com os índios e implantaram com eles a primeira transa comercial lucrativa.

Sobre esse esforço continuado dos franceses para fazer seu continente Brasil, existe uma documentação preciosa. Principalmente os dois livros que testemunham a criação da França Antártica no Rio de Janeiro, devidos a Jean de Léry e André Thevet. São livros informadíssimos e de grande beleza. O grande personagem da França Antártica, porém, é Villegagnon, de quem se publica um volume de cartas. Um outro livro importantíssimo relata a aventura francesa no Maranhão. Deve-se a Yves d’Evreux, e não será de leitura tão atrativa quanto os primeiros, mas é, em muitos aspectos, ainda mais informativo.

Darcy Ribeiro

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CLARICE LISPECTOR


PRECISÃO

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

MEU DEUS, ME DÊ CORAGEM


Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.


A LUCIDEZ PERIGOSA


Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


FRASES:

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre".


"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome".
(Perto do Coração Selvagem)

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar".


"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca"

"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar"


"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."


"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre".


"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO E A EDITORA BATEL LANÇAM SEGUNDO VOLUME DA COLEÇÃO : FRANCESES NO BRASIL-DIA 26/10/2009

COMEMORAÇÕES DOS 87 ANOS DE DARCY RIBEIRO


COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII

A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.




VOLUME 2 - ANDRÉ THEVET
A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei

Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa. André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

IAN MECLER LANÇA LIVRO DIA 14, NA LIVRARIA ARGUMENTO


Meu mestre IAN MECLER lança o livro: "AS DEZ LEIS DA REALIZAÇÃO".Pocket no formato, Pocket no preço e Grande na Luz.

É um texto prático e eficaz, para se ler e reler muitas vezes, de forma que possamos estar sempre lembrando da oportunidade que nos é oferecida a cada momento.
O lançamento será na livraria Argumento do Leblon, no dia 14/10, as 19 Hs.
O livro estará disponível nas livrarias de todo o Brasil a partir do dia 23/10 (R$12,90).

GERALDO CARNEIRO LANÇA, HOJE, PRIMEIRO LIVRO INFANTIL

COMO UM COMETA, primeiro livro infantil de Geraldo Carneiro, será lançado,hoje, dia 12 de outubro, Dia das Crianças, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário do Rio de Janeiro, às 17 horas.

A festa vai ser cheia de atrações, como as famosas palhaças Lasanha e Ravioli (que contarão a história de Branca de Neve à moda delas), atrizes, atores e crianças lendo os poemas do livro. Para arrematar o espetáculo, a bateria-mirim do Centro Cultural Cartola, mais Olivia e Francis Hime cantando Pau Brasil, canção cuja letra faz parte do livro. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO:LYGIA, A RECORDISTA, DA JORNALISTA ESCRITORA ANA ARRUDA CALLADO.




Foi um sucesso o lançamento do livro da escritora, jornalista e minha ex-professora ANA ARRUDA CALLADO, no Café Lamas, Rio de Janeiro,ontem, 29 de setembro.O livro, Lygia, a Recordista conta a história de Lygia Lessa Bastos, hoje com 89 anos, espertíssima,presente no evento, que foi a parlamentar que mais tempo exerceu esta função, 36 anos.

"Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro.

Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos.

Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações".

Ana Arruda Callado

domingo, 20 de setembro de 2009

FERREIRA GULLAR


"A GENTE FAZ POESIA PORQUE A VIDA É POUCA, NÃO BASTA"

POESIA

"SOU TOTALMENTE A FAVOR DA EXUBERÂNCIA. A VIDA É CURTA: NÃO DEVERÍAMOS PERDER TEMPO TENDO BOM GOSTO "- ISAAC MIZRAHI

sábado, 19 de setembro de 2009

ANA ARRUDA CALLADO LANÇA O LIVRO : LYGIA, A RECORDISTA

A Editora Batel lança o livro LYGIA, A RECORDISTA, um esboço biográfico de Lygia Lessa Bastos, feito pela jornalista e escritora Ana Arruda Callado. O lançamento será no dia 29 de setembroo, às 18h, no Café Lamas.

Um esboço biográfico


Apresentando Lygia


A idéia de escrever um livro sobre Lygia Maria Lessa Bastos jamais me ocorreria há 40, 30, 20 anos. Mas, quando, em 1998, estava preparando a biografia de Adalgisa Nery (publicada no ano seguinte na coleção Perfis do Rio, da Secretaria de Cultura da cidade), meu amigo Reinaldo Barros, que havia sido assessor de Adalgisa e que me deu então excelentes dicas, sugeriu: “Ana, você deve entrevistar Lygia Lessa Bastos; ela foi amiga de Adalgisa”.

Fiquei espantadíssima. “Aquela udenista, reacionária, com ar de general, amiga de Adalgisa, que foi do PTB e do PSB, poetisa?” Reinaldo riu da minha reação e argumentou: “Acho agora mais importante ainda você falar com Lygia e conhecê-la. Vai ver que imagem equivocada tem dela, uma pessoa interessantíssima, adorável”.

Confiava nos julgamentos do amigo e decidi que era mesmo hora de rever mais alguns preconceitos. (Sim, porque a gente fica a vida inteira combatendo os preconceitos, muitos, aliás, que acredita não ter.) E liguei para “a fera”. Muito amável, ela concordou logo com a entrevista e, já no primeiro encontro, verifiquei o quanto Lygia era coerente e valorizava a justiça. Depois de mais algumas conversas, pensei: “Por que eu nutria tanta antipatia por uma pessoa tão justa? Justiça não é, das qualidades humanas, uma das que mais prezo?” E por aí foi.

Lygia ajudou muito no desenho do retrato de Adalgisa e a cada encontro nosso eu ia descobrindo novas qualidades nela: a coerência, a fidelidade partidária, só rompida pela fidelidade aos princípios, a firmeza mas não teimosia, pois sabe voltar atrás quando convencida, a preocupação permanente com a educação e com a defesa das mulheres. Pronto o livro de Adalgisa, adotei-a como amiga.

A idéia de registrar sua trajetória política veio bem depois. Lygia me contava episódios de sua vida de vereadora, de constituinte, de deputada, me falava do pai, do avô. Mas foi quando a descobri, além de recordista em mandatos parlamentares, pioneira nos esportes e amiga das artes e de artistas, que me dei conta da história que tinha nas mãos. Propus escrever esta história e ela aceitou, depois de confessar que há algum tempo começara a ditar suas memórias em gravador, mas que parara porque lhe veio a preocupação de não ferir ninguém e, por isso, preferia que outra pessoa escrevesse sobre ela, seus afetos e desafetos.

Não me passou as notas já ditadas. Mas me passou muitos documentos, me deu o prazer de inúmeras conversas no restaurante Lamas, me apresentou à família – uma família bem heterogênea, mas unida e orgulhosa dela, que abdicou da indicação pelo Congresso para ser representante do Brasil na ONU porque veio de Brasília para cuidar de uma irmã hospitalizada no Rio e que telefona todos os dias para os três irmãos para dizer que está bem, pois mora sozinha e sai muito.

Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro.

Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos.

Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações.

Ana Arruda Callado

1ª. orelha

“No Pacaembu, o jogo foi Cariocas contra Paulistas, primeiro
as mulheres e depois os homens. Eu era capitã do time
do Tijuca, que representou o Rio. Léo Daltro dos Santos era
o técnico da equipe feminina e Melo Júnior, do Jornal dos
Sports, foi quem nos deu muita força. As paulistas seguiam
regra diferente e nós tivemos que nos adaptar. Aqui no Rio
era proibido tocar no corpo uma da outra; esbarrar era falta.
Em São Paulo, não. E lá as moças treinavam de igual para
igual com os homens; estavam mais adiantadas. Perdemos,
mas a primeira cesta do jogo foi minha; levei a maior vaia”,
conta, rindo.


“Tudo que eu fazia, nos meus quase quarenta anos de
mandatos parlamentares, era combinado com meu pai; depois
que ele morreu, pensava sempre no que ele me diria antes
de decidir qualquer coisa. Só discordamos uma vez: quando
atirei o microfone na mesa diretora da Câmara, ele foi contra.
Eu tinha falado, sozinha, por horas, tentando impedir uma
votação de aumento de impostos. Quando vi que não iria
convencer ninguém, pois estavam todos em seus gabinetes
esperando o presidente chamar para a votação, atirei o microfone,
na tentativa de suspender a sessão. Mas o presidente
fez que não viu e convocou logo a votação. Fui para casa
e esperei três dias pela publicação do fato no Diário Oficial
— papai sem falar comigo. Os jornais publicaram tudo, mas
nada aconteceu; só que o presidente da Assembleia foi nomeado
ministro do Tribunal de Contas.”

As duas passagens acima exemplificam bem a extraordinária trajetória de Lygia Maria Lessa Bastos, tão bem retratada por Ana Arruda Callado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROJETO " TARDES POÉTICAS"



A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela nossa língua, nossa cultura. A rima, o ritmo e a sonoridade, permitem uma descoberta progressiva das potencialidades da linguagem escrita. Essa descoberta, tão decisiva para a formação do indivíduo, adquire assim um carácter lúdico. Brincar com os sons, descobrir novas ressonâncias, ouvir e ler pequenas histórias em verso, memorizar os poemas preferidos, desvendar imagens e sentimentos contidos na palavra, são atividades de adesão imediata que podem e devem ser introduzidas no universo infantil antes da alfabetização, pois constituem uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.

A poesia deve ser feita por todos. Entendemos que a arte poética não deve ser um dom para ser fruído apenas por alguns, mas sim uma dádiva para todos. A poesia é a arte mais democrática que o homem conseguiu criar.


Quero convidar poetas e não poetas para falarmos de poesia : a poesia do cotidiano, das ruas, dos conflitos, do momento em que vivemos, das tragédias diárias, dos barbarismos, da política, da loucura..de tudo, e como diz nosso poeta, e meu ex-professor - Geraldo Carneiro- "Que ela se abra para uma linguagem que não é asséptica, que não se deseja acadêmica, distante do mundo" e completando com o, também, poeta Salgado Maranhão - " Que ela se suje mais na vida".