sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL- FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO


LANÇAMENTO DA COLEÇÃO (COMPLETA) FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII

A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.

A Fundação Biblioteca Nacional, a Eletrobrás, a UTE Norte Fluminense, a Editora Batel e a Fundação Darcy Ribeiro lançam a coleção completa ( 4 volumes), no dia 14 de dezembro, segunda-feira, a aprtir das 17:30h, na Fundação Biblioteca Nacional - Auditório Machado de Assis.



VOLUME 1 – VILLEGAGNON
Cartas por N.D. de Villegagnon e textos correlatos por Nicolas Barre e Jean Crespin

O primeiro volume, importantíssimo, reproduz as cartas e correspondências de Villegagnon sobre a colônia francesa na Guanabara, na tentativa da criação da França Antártica. São 19 cartas escritas por Villegagnon a vários destinatários, todas relacionadas com o projeto da França Antártica, juntamente com outras duas cartas de Nicolas Barré, companheiro de Villegagnon, escritas da Baía de Guanabara em 1556, além de fragmentos da Histoire des martyrs persecutez et mis à mort pour la vérité de l’Évangile do calvinista Jean Crespin, que trata das relações dos membros da igreja com Villegaignon.


VOLUME 2 - ANDRÉ THEVET
A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei

Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa. André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.



VOLUME 3 - JEAN DE LÉRY
História de uma viagem feita à terra do Brsil, também chamada América

O terceiro volume refere-se à nova edição da obra de Léry, traduzida por Sergio Milliet sob o título Viagem à Terra do Brasil, com restauração dos vocábulos e frases em língua Tupi a cargo do lingüísta Aryon Dall’Igna Rodrigues e introdução de Carlos de Araujo Moreira Neto acompanhada das gravuras que ilustram o texto de Léry.
Um livro cheio de informações e de grande beleza, sobretudo os textos de Jean de Léry sobre os índios, com quem conviveu longamente.


VOLUME 4 - YVES D’EVREUX
História das coisas mais memoráveis ocorridas no Maranhão nos anos de 1613 e 1614

Este quarto volume apresenta o livro de Evreux de acordo com a reprodução do original da Biblioteca Pública de Nova York, mais completo que o da Biblioteca da Universidade de Paris, traduzidas pela especialista em francês clássico Marcella Mortara e sua equipe. Uma introdução histórica e etnológica foi preparada por Carlos de Araujo Moreira Neto. Trata-se de um relato minucioso do projeto da França Equinocial no Maranhão.


Texto de quarta capa de todos os volumes, de autoria de Darcy Ribeiro

O Brasil correu o enorme risco de ser francês. Na primeira metade do primeiro século de colonização, a costa esteve tão cheia de franceses como de portugueses. Eram náufragos ou aventureiros que aprenderam a viver com os índios e implantaram com eles a primeira transa comercial lucrativa.

Sobre esse esforço continuado dos franceses para fazer seu continente Brasil, existe uma documentação preciosa. Principalmente os dois livros que testemunham a criação da França Antártica no Rio de Janeiro, devidos a Jean de Léry e André Thevet. São livros informadíssimos e de grande beleza. O grande personagem da França Antártica, porém, é Villegagnon, de quem se publica um volume de cartas. Um outro livro importantíssimo relata a aventura francesa no Maranhão. Deve-se a Yves d’Evreux, e não será de leitura tão atrativa quanto os primeiros, mas é, em muitos aspectos, ainda mais informativo.

Darcy Ribeiro

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CLARICE LISPECTOR


PRECISÃO

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

MEU DEUS, ME DÊ CORAGEM


Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.


A LUCIDEZ PERIGOSA


Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


FRASES:

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre".


"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome".
(Perto do Coração Selvagem)

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar".


"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca"

"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar"


"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."


"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre".


"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO E A EDITORA BATEL LANÇAM SEGUNDO VOLUME DA COLEÇÃO : FRANCESES NO BRASIL-DIA 26/10/2009

COMEMORAÇÕES DOS 87 ANOS DE DARCY RIBEIRO


COLEÇÃO FRANCESES NO BRASIL – SÉCULOS XVI E XVII

A coleção reúne, em 4 volumes, textos e imagens que são um verdadeiro testemunho da tentativa de colonização francesa no Brasil no Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.




VOLUME 2 - ANDRÉ THEVET
A Cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei

Este segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa. André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

IAN MECLER LANÇA LIVRO DIA 14, NA LIVRARIA ARGUMENTO


Meu mestre IAN MECLER lança o livro: "AS DEZ LEIS DA REALIZAÇÃO".Pocket no formato, Pocket no preço e Grande na Luz.

É um texto prático e eficaz, para se ler e reler muitas vezes, de forma que possamos estar sempre lembrando da oportunidade que nos é oferecida a cada momento.
O lançamento será na livraria Argumento do Leblon, no dia 14/10, as 19 Hs.
O livro estará disponível nas livrarias de todo o Brasil a partir do dia 23/10 (R$12,90).

GERALDO CARNEIRO LANÇA, HOJE, PRIMEIRO LIVRO INFANTIL

COMO UM COMETA, primeiro livro infantil de Geraldo Carneiro, será lançado,hoje, dia 12 de outubro, Dia das Crianças, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário do Rio de Janeiro, às 17 horas.

A festa vai ser cheia de atrações, como as famosas palhaças Lasanha e Ravioli (que contarão a história de Branca de Neve à moda delas), atrizes, atores e crianças lendo os poemas do livro. Para arrematar o espetáculo, a bateria-mirim do Centro Cultural Cartola, mais Olivia e Francis Hime cantando Pau Brasil, canção cuja letra faz parte do livro. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO:LYGIA, A RECORDISTA, DA JORNALISTA ESCRITORA ANA ARRUDA CALLADO.




Foi um sucesso o lançamento do livro da escritora, jornalista e minha ex-professora ANA ARRUDA CALLADO, no Café Lamas, Rio de Janeiro,ontem, 29 de setembro.O livro, Lygia, a Recordista conta a história de Lygia Lessa Bastos, hoje com 89 anos, espertíssima,presente no evento, que foi a parlamentar que mais tempo exerceu esta função, 36 anos.

"Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro.

Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos.

Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações".

Ana Arruda Callado

domingo, 20 de setembro de 2009

FERREIRA GULLAR


"A GENTE FAZ POESIA PORQUE A VIDA É POUCA, NÃO BASTA"

POESIA

"SOU TOTALMENTE A FAVOR DA EXUBERÂNCIA. A VIDA É CURTA: NÃO DEVERÍAMOS PERDER TEMPO TENDO BOM GOSTO "- ISAAC MIZRAHI

sábado, 19 de setembro de 2009

ANA ARRUDA CALLADO LANÇA O LIVRO : LYGIA, A RECORDISTA

A Editora Batel lança o livro LYGIA, A RECORDISTA, um esboço biográfico de Lygia Lessa Bastos, feito pela jornalista e escritora Ana Arruda Callado. O lançamento será no dia 29 de setembroo, às 18h, no Café Lamas.

Um esboço biográfico


Apresentando Lygia


A idéia de escrever um livro sobre Lygia Maria Lessa Bastos jamais me ocorreria há 40, 30, 20 anos. Mas, quando, em 1998, estava preparando a biografia de Adalgisa Nery (publicada no ano seguinte na coleção Perfis do Rio, da Secretaria de Cultura da cidade), meu amigo Reinaldo Barros, que havia sido assessor de Adalgisa e que me deu então excelentes dicas, sugeriu: “Ana, você deve entrevistar Lygia Lessa Bastos; ela foi amiga de Adalgisa”.

Fiquei espantadíssima. “Aquela udenista, reacionária, com ar de general, amiga de Adalgisa, que foi do PTB e do PSB, poetisa?” Reinaldo riu da minha reação e argumentou: “Acho agora mais importante ainda você falar com Lygia e conhecê-la. Vai ver que imagem equivocada tem dela, uma pessoa interessantíssima, adorável”.

Confiava nos julgamentos do amigo e decidi que era mesmo hora de rever mais alguns preconceitos. (Sim, porque a gente fica a vida inteira combatendo os preconceitos, muitos, aliás, que acredita não ter.) E liguei para “a fera”. Muito amável, ela concordou logo com a entrevista e, já no primeiro encontro, verifiquei o quanto Lygia era coerente e valorizava a justiça. Depois de mais algumas conversas, pensei: “Por que eu nutria tanta antipatia por uma pessoa tão justa? Justiça não é, das qualidades humanas, uma das que mais prezo?” E por aí foi.

Lygia ajudou muito no desenho do retrato de Adalgisa e a cada encontro nosso eu ia descobrindo novas qualidades nela: a coerência, a fidelidade partidária, só rompida pela fidelidade aos princípios, a firmeza mas não teimosia, pois sabe voltar atrás quando convencida, a preocupação permanente com a educação e com a defesa das mulheres. Pronto o livro de Adalgisa, adotei-a como amiga.

A idéia de registrar sua trajetória política veio bem depois. Lygia me contava episódios de sua vida de vereadora, de constituinte, de deputada, me falava do pai, do avô. Mas foi quando a descobri, além de recordista em mandatos parlamentares, pioneira nos esportes e amiga das artes e de artistas, que me dei conta da história que tinha nas mãos. Propus escrever esta história e ela aceitou, depois de confessar que há algum tempo começara a ditar suas memórias em gravador, mas que parara porque lhe veio a preocupação de não ferir ninguém e, por isso, preferia que outra pessoa escrevesse sobre ela, seus afetos e desafetos.

Não me passou as notas já ditadas. Mas me passou muitos documentos, me deu o prazer de inúmeras conversas no restaurante Lamas, me apresentou à família – uma família bem heterogênea, mas unida e orgulhosa dela, que abdicou da indicação pelo Congresso para ser representante do Brasil na ONU porque veio de Brasília para cuidar de uma irmã hospitalizada no Rio e que telefona todos os dias para os três irmãos para dizer que está bem, pois mora sozinha e sai muito.

Aos 89 anos, não para: vai a bingos e shows beneficentes ou de artistas que estão menos valorizados pelo mercado, cultiva os amigos, ajuda os que estão em dificuldades, acompanha o teatro e a música que se produz no Rio de Janeiro.

Parlamentar durante 36 anos, mora em pequeno apartamento no Catete, se veste com simplicidade, não impõe suas opiniões e está sempre de bom humor. De paz com sua consciência e com a vida. Mas não está esquecida. Quando o Tribunal Superior Eleitoral, em seu site oficial sobre as eleições de 2008, exibiu a ficha da candidata a vereadora da cidade de São Paulo, Maria Teresa (PMDB - 15369), podia-se ler, no item "Político favorito" o nome de Lygia Lessa Bastos.

Valeu a pena vencer alguns preconceitos, desvendá-la e, espero, fazê-la mais conhecida das novas gerações.

Ana Arruda Callado

1ª. orelha

“No Pacaembu, o jogo foi Cariocas contra Paulistas, primeiro
as mulheres e depois os homens. Eu era capitã do time
do Tijuca, que representou o Rio. Léo Daltro dos Santos era
o técnico da equipe feminina e Melo Júnior, do Jornal dos
Sports, foi quem nos deu muita força. As paulistas seguiam
regra diferente e nós tivemos que nos adaptar. Aqui no Rio
era proibido tocar no corpo uma da outra; esbarrar era falta.
Em São Paulo, não. E lá as moças treinavam de igual para
igual com os homens; estavam mais adiantadas. Perdemos,
mas a primeira cesta do jogo foi minha; levei a maior vaia”,
conta, rindo.


“Tudo que eu fazia, nos meus quase quarenta anos de
mandatos parlamentares, era combinado com meu pai; depois
que ele morreu, pensava sempre no que ele me diria antes
de decidir qualquer coisa. Só discordamos uma vez: quando
atirei o microfone na mesa diretora da Câmara, ele foi contra.
Eu tinha falado, sozinha, por horas, tentando impedir uma
votação de aumento de impostos. Quando vi que não iria
convencer ninguém, pois estavam todos em seus gabinetes
esperando o presidente chamar para a votação, atirei o microfone,
na tentativa de suspender a sessão. Mas o presidente
fez que não viu e convocou logo a votação. Fui para casa
e esperei três dias pela publicação do fato no Diário Oficial
— papai sem falar comigo. Os jornais publicaram tudo, mas
nada aconteceu; só que o presidente da Assembleia foi nomeado
ministro do Tribunal de Contas.”

As duas passagens acima exemplificam bem a extraordinária trajetória de Lygia Maria Lessa Bastos, tão bem retratada por Ana Arruda Callado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROJETO " TARDES POÉTICAS"



A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela nossa língua, nossa cultura. A rima, o ritmo e a sonoridade, permitem uma descoberta progressiva das potencialidades da linguagem escrita. Essa descoberta, tão decisiva para a formação do indivíduo, adquire assim um carácter lúdico. Brincar com os sons, descobrir novas ressonâncias, ouvir e ler pequenas histórias em verso, memorizar os poemas preferidos, desvendar imagens e sentimentos contidos na palavra, são atividades de adesão imediata que podem e devem ser introduzidas no universo infantil antes da alfabetização, pois constituem uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.

A poesia deve ser feita por todos. Entendemos que a arte poética não deve ser um dom para ser fruído apenas por alguns, mas sim uma dádiva para todos. A poesia é a arte mais democrática que o homem conseguiu criar.


Quero convidar poetas e não poetas para falarmos de poesia : a poesia do cotidiano, das ruas, dos conflitos, do momento em que vivemos, das tragédias diárias, dos barbarismos, da política, da loucura..de tudo, e como diz nosso poeta, e meu ex-professor - Geraldo Carneiro- "Que ela se abra para uma linguagem que não é asséptica, que não se deseja acadêmica, distante do mundo" e completando com o, também, poeta Salgado Maranhão - " Que ela se suje mais na vida".

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO LANÇA COLEÇÃO: OS FRANCESES NO BRASIL, NA BIBLIOTECA NACIONAL, DIA 14 DE SETEMBRO,ÀS 17H.




A Fundação Darcy Ribeiro (Fundar) realiza, 19 anos depois, um dos sonhos do antropólogo, educador, poeta, escritor, e político Darcy Ribeiro, de publicar a coleção Os Franceses no Brasil, com introduções de cunho histórico e antropológico, inédito no Brasil . O projeto contou com a colaboração de Carlos de Araujo Moreira Neto, antropólogo, etnohistoriador e participante do conselho curador da Fundação.

Durante todo esse tempo, a Fundação se responsabilizou por todos os arquivos deixados por ele, entre os quais estão as cópias e respectivas traduções dos originais das obras francesas de que trata este Programa de Edições. Esta documentação está organizada e traduzida para o português, incluindo os livros de Yves d’Evreux (1615), de Jean de Léry (1580), de André Thevet (1575) e as correspondências de Nicolas Durand de Villegagnon (1542-1569).


Na apresentação desta Coleção, Darcy Ribeiro destaca o esforço continuado dos franceses para estabelecer empreendimentos comerciais no Brasil, resistindo ao monopólio dos portugueses. O espírito e a tradição dos elementos aventureiros da França daqueles tempos, transplantados ao Novo Mundo, resultaram em tipos como os truchements (intérpretes ou “línguas”), que desenvolveram modos de vida muito semelhantes na América do Norte e entre os grupos indígenas no litoral brasileiro.


A Editora Batel publica esta coleção e oferece ao público as obras mais importantes sobre a participação dos franceses na conquista do Brasil. A coleção faz parte das iniciativas para a celebração do Ano da França no Brasil e reúne testemunhos da tentativa de colonização francesa no nosso país, entre o Século XVI e início do Século XVII, com relatos sobre os projetos da França Antártica, uma colônia calvinista no Rio de Janeiro, e da França Equinocial no Maranhão.

A descrição da terra e dos índios, seus costumes e vida nas aldeias, os conflitos entre os colonizadores e a aventura colonial são alguns dos eventos relatados, nos quatro livros, por Yves d’Evreux, André Thevet, Jean de Léry e nas correspondências de Villegagnon que formulou e liderou o projeto da colônia francesa no Rio de Janeiro entre 1555 e 1557.

A importância histórica dos relatos destes cronistas franceses e dos intentos de colonização francesa nos dois primeiros séculos de nossa história está sendo rememorada nesta publicação.

Formulado quando Darcy Ribeiro estava à frente da Secretaria de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, entre 1983 e 1986, o projeto foi patrocinado pela Eletrobrás e Ute Norte Fluminense e coordenado por Carlos de Araujo Moreira Neto e Ana Arruda Callado.




O PRIMEIRO VOLUME
NICOLAS DURAND DE VILLEGAGNON E OUTROS
(1542 - 1569) Correspondência


O primeiro volume que será lançado, no dia 14 de setembro, na Biblioteca Nacional, reproduz as cartas e correspondências de Villegagnon sobre a colônia francesa na Guanabara, na tentativa da criação da França Antártica.

São 22 cartas escritas entre 1542 e 1569, todas relacionadas com o projeto da França Antártica. A estas foram adicionadas outras duas cartas de Nicolas Barré, companheiro de Villegagnon, escritas da Baía de Guanabara em 1556, e fragmentos da “Histoire des martyrs persecutez et mis à mort pour la vérité de l’Évangile” do calvinista Jean Crespin, que trata das relações dos membros da igreja com Villegagnon.

O texto tem 128 páginas, além de uma carta inédita de Villegagnon, cujos originais pertencem ao Museu Naval do Rio de Janeiro, e, adicionalmente, dois mapas franceses do século XVI, do cartógrafo Vaux de Claye, um deles sobre a Baía da Guanabara e outro sobre as costas do nordeste do Brasil. Todas as cartas são comentadas pelo embaixador Vasco Mariz, especialista em Villegagnon.

Darcy Ribeiro faleceu em 17 de fevereiro de 1997. No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, para funcionar a partir de 1997, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau. Organizou a Fundação Darcy Ribeiro, instituída por ele em janeiro de 1996, com sede própria, localizada em sua antiga residência em Copacabana, com o objetivo de manter sua obra viva e elaborar projetos nas áreas educacional e cultural. Um de seus últimos projetos lançado publicamente, foi o Projeto Caboclo, destinado ao povo da floresta amazônica.

sábado, 29 de agosto de 2009

POETA FERREIRA GULLAR




PRIMEIROS ANOS


Para uma vida de merda
nasci em 1930
na rua dos prazeres

Nas tábuas velhas do assoalho
por onde me arrastei
conheci baratas, formigas carregando espadas
caranguejeiras
que nada me ensinaram
exceto o terror

Em frente ao muro negro no quintal
as galinhas ciscavam, o girassol
Gritava asfixiado
longe longe do mar
(longe do amor)

E no entanto o mar jazia perto
detrás de mirantes e palmeiras
embrulhado em seu barulho azul

E as tardes sonoras
rolavam
sobre nossos telhados
sobre nossas vidas.
Do meu quarto
ouvia o século XX
farfalhando nas árvores lá fora.

Depois me suspenderam pela gola
me esfregaram na lama
me chutaram os colhões
e me soltaram zonzo
em plena capital do país
sem ter sequer uma arma na mão.

(Buenos Aires, 1975)

domingo, 23 de agosto de 2009

POETA SALGADO MARANHÃO

Poeta Salgado Maranhão, um amigo que não vejo algum tempo. Lembro dos corredores da Casa do Estudante onde sempre estávamos: eu, ele e um amigo em comum....muitas esperanças...e o tempo...indo...


A CIDADE


Espaços da cidade
agônica
fluem com os bárbaros
insurretos. Noiados.
Sem visgo de afeto
que adoce as ranhuras .

Quito ao meu olhar
virtual
sua cota de sonhos:
gatas de chocolate
e bundas avulsas.

Que passam e não me agendam
em nenhuma manhã.

( Egos de bife e batom.)

Estrelas de carne e faíscas
entrefodem-se no Olimpo.


CORDA BAMBA

o poeta é mercador
traficante de caminhos
que vende raios,
sinfonias
e horizontes.

frugal mercador de eternidades
– porta a porto –
aos quatro cantos do luar
ao mar
ao ar
sob o tempo
e o temporal.

o poeta corre o risco
entre o amor livre
e a palavra.
está sempre atrás do pano
em plena corda bamba
do mistério.
e atravessa submerso as metrópoles
dos olhares
feito um louco solitário
que come fogo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Geraldinho Carneiro


O site do poeta Geraldo Carneiro é muito legal, vejam : (http://www.geraldocarneiro.com/).



os fogos da fala

a fala aflora à flor da boca
às vezes como fogos de artifício
fulguração contra os terrores do silêncio
só espada espavento espelho
ou pedra ficção arremessada
ou canção pra cantar as graças
as virilhas as maravilhas da amada
a deusa idolatrada de amor:
essa outra voz quase jazz
que subjaz ventríloqua de si mesma





I don't like myself

queria ser outro, perambular
entre as bandeiras enfunadas de Pasárgada
bailar no bas-fond de Baudelaire
navegar no barco de Rimbaud
às vezes veranear nos subúrbios do Inferno
na selva selvagem de Dante
sempre argonauta de ultramares
sem o terror narcísico do espelho:
o mesmo círculo a mesma escrita o mesmo rosto
o mesmo animal confinado
em sua ridícula circunstância


romântica


o poeta se enfastia da lua

e a compara à amada

depois se enfastia da amada

e vice-versa

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

TARDES POÉTICAS NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN

ANTONIO PEDRO, MARIA BOURGEOIS E EQUIPE.

O Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze, no Rio de Janeiro, através do seu Diretor Antonio Pedro, abraçou a idéia de apresentar o Projeto " TARDES POÉTICAS" que consiste na apresentação de novos poetas, incentivo a leitura, leitura de poesias, poesias musicadas, apresentação de grupos musicais,palestras com poetas convidados, lançamento de revistas e livros. O evento acontece de 15 em 15 en dias, no segundo andar, onde funciona o Comitê Pela Vida.

sábado, 1 de agosto de 2009

SEGUNDA TARDES POÉTICAS NO COMITÊ PELA VIDA

Mais uma tarde de poesia no Comitê Pela Vida, 31/07,com a presença de vários poetas. Quero convidar poetas e não poetas para falarmos de poesia : a poesia do cotidiano, das ruas, dos conflitos, do momento em que vivemos, das tragédias diárias, dos barbarismos, da política, da loucura..de tudo, e como diz nosso poeta, e meu ex-professor - Geraldo Carneiro- "Que ela se abra para uma linguagem que não é asséptica, que não se deseja acadêmica, distante do mundo" e completando com o, também, poeta Salgado Maranhão - " Que ela se suje mais na vida".

Foi uma tarde especial onde homenageamos o poeta-jornalista Rafael Pimenta, dono do Jornal Enseada, assasinado, durante um assalto, em Niterói,no dia 17/07.Foi emocionante lermos as poesias publicadas no seu livro "AS VERTENTES DO CORPO".




MARIA BOURGEOIS-PRESIDENTE DO COMITÊ PELA VIDA








CÉLIA LOPES - PSICÓLOGA E COORDENADORA DO COMITÊ PELA VIDA

segunda-feira, 27 de julho de 2009

RAFAEL PIMENTA E JOÃO AYRES- 31 DE JULHO, DAS 18 ÀS 22H.

DIA 31 DE JULHO,SEXTA-FEIRA, HOMENAGEM AO POETA-JORNALISTA RAFAEL PIMENTA ASSASINADO NO ÚLTIMO DIA 17/07, EM NITERÓI. O POETA JOÃO AYRES, TAMBÉM, ESTARÁ PRESENTE LENDO SUAS POESIAS.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

HOMENAGEM AO POETA RAFAEL PIMENTA, ASSASINADO NO DIA 17/07/2009



No dia 31 de Julho, estarei homenageando o nosso amigo-poeta Rafael Pimenta assasinado na última sexta-feira, 17/07, em Niterói, no Projeto TARDES POÉTICAS, que realizo de 15 em 15 dias, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no 2 andar onde fica o Comitê Pela Vida.O poeta Jõao Ayres também estará presente, lendo suas poesias.

Espero que todos apareçam e quem tiver o livro do Rafael leve. Será minha (nossa) homenagem ao nosso amigo que ficará para sempre nos nossos corações.Rua : Benedito Hipólito 125 - Praça onze - em frente ao Terreirão do samba e a Escola Tia Ciata (próximo ao jornal O Globo). Tel: 3852-1995.



Rafael Pimenta lançou os livros : Duende Marginal, Amor, Coisa Bela, Poesia de Espera, Um poema, Recital de Outono, Início do 2o Ato, Circular 49, Sobre o Aqui.

Poster-Poemas : Duende Marginal, Poema Liberdade, Poeta e Louco, 1o de Maio, Procura-se Uma Paixão, Ser Beija-Flor e A Liberdade.


DE PERSIANAS FECHADAS


De persianas fechadas
invadido de poesia, como nunca
Quase auto-sustentável de alegria

minha mão procura teu corpo na lembrança
no teu cheiro que ainda ocupa minha fantasia
Nesse enlace da noite e do dia

estado de plena euforia
vou
Invadido a manhã e toda a luz do dia

invadido esse mundo dos homens
Com toda força
de quem amou durante a noite

para toda a vida



NUM MOMENTO DE LUCIDEZ


Num momento de lucidez
o corpo rompeu o tempo
a lua rompeu o morro
Por uns instantes
a noite e a av. amaral peixoto fizeram silêncio
Num momento de lucidez as coisas se encaixaram
e dentro duma enorme orelha
com o sentimento
achei você


Num momento de lucidez
o corpo rompeu o tempo
o tempo rompeu a noite
a noite...

De manhã cedo
a felicidade toma conta de mim

TENHO A SOLIDÃO DOS ABORÍGINES

Tenho a solidão dos aborígines

Tenho a solidão dos mamelucos

Tenho a solidão de quem ama demais

Passado e presente nesse momento

em que alua é eclipse toda no meu céu

A Poesia vem e toma conta

apesar dos que são contra

me encontro com o amor em qualquer lugar

Nos bares, nas garagens

nos grandes shows onde Você está

acreditando na sobrevivência do planeta

nas canções de Paz

'As vezes me vejo a ver navios

rolinhas, pardais, pombos nas praças

onde Você está

têm crianças sempre brincando

-a inocência tem a força das ondas do mar!

Eterno, é eterno

tudo que Deus criou

nenhum homem pode acabar


poeta RAFAEL PIMENTA

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Poeta João Ayres no dia 31/07


O poeta João Ayres, também é contista e compositor de samba de raiz, parceiro de Delcio Carvalho.Organiza ainda o sarau do ponto org em Niterói no primeiro sábado de cada mês.É autor de POEMAS MALDITOS E POEMAS DO RASGO DA HORA.O poeta estará participando no dia 31 de julho.

http://poesiaecontos.blogspot.com e http://www.joaoayres.com/

POEMAS SEM NADA

1 duas mãos e um copo/
entrelaçados e sem vida/
e quase tudo silêncio/
de quem morre sem alarde.
duas mãos quase sem nada/
tateando o adjetivo escuro/
para reencontrar o que não é dito/
pela chuva que espanca as vidraças.

2 devo estar louco/
ou creio que devo estar assim/
sem medidas e abandonado/
como qualquer lua sem rumo.
devo estar branco ou incolor/
ou com a alma em frangalhos/
por isso estes passos vagarosos e sem sede/
em direção a lugar algum.

3 Um crescendo no peito/
rasga a hora como um pedaço de nada/
engolido por qualquer fantasma indiferente/
no interior de uma casa sombria.
O cheiro de mofo/
invade minhas narinas de sempre/
e assim respiro a vertigem do tempo/
amordaçado neste dia mundano.

Jõao Ayres

terça-feira, 21 de julho de 2009

POETAS : FOTO, RELEASE E POEMAS


Poetas que queiram apresentar-se no projeto TARDES POÉTICAS, podem enviar, com antecedência, foto, release e poemas para o e-mail : zlassessorias@gmail.com. Agendaremos o dia e publicaremos aqui no blog.
Obrigada,

Pessoal, a proposta de fazer as TARDES POÉTICAS, no Comitê Pela Vida, vem de longo tempo. Além do amor pela poesia, trabalho há mais de 5 anos com Maria Bourgeois, presidente do Comitê, como assessora de imprensa, acompanhando a sua luta na defesa dos direitos humanos. Aí vai um pouco da história:

O Comitê Pela Vida é uma instituição civil sem fins lucrativos, filantrópica, sediada na Cidade do Rio de Janeiro, que tem por objetivo desenvolver ações destinadas a assistir e amparar crianças, jovens, adultos e idosos. Sua criação ocorreu como forma de reação da Sociedade Civil contra o ato de barbaridade praticado no dia 29 de agosto de 1993, quando a favela de Vigário Geral foi invadida durante a noite. Desde então o Comitê Pela Vida vem realizando atividades na área de formação profissional como forma de resgatar a cidadania e a auto-estima das camadas menos favorecidas de nossa sociedade.

Jô A. Ramos




segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIA 31 DE JULHO, ÀS 18H, MAIS POESIA!!!!



Pessoal, no dia 31 de julho, teremos mais um encontro de poesia, no mesmo endereço, Rua : Benedito Hipólito 125 - Praça XI- no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, em frente ao Terreirão do Samba e ao lado do Colégio Tia Ciata. 2 andar (COMITÊ PELA VIDA). O estacionamento é grátis e próprio. Espero todos vocês lá!!!!

sábado, 18 de julho de 2009

PRIMEIRA TARDE POÉTICA- 17/07/2009-COMITÊ PELA VIDA, NO CENTRO DE ARTES CALOUSTE

Iniciamos nesta sexta-feira, 17 de julho, um ciclo de poesias no Comitê Pela Vida, que fica no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze, no Rio de Janeiro. A idéia é apresentar novos poetas e relembrar os já existentes. No evento teremos , sempre, leitura de poesias, poesias musicadas, apresentação de grupos musicais, venda de revistas e livros, tudo isso no BUTIKIM POÉTICO.









http://www.comitepelavida.org/






Poeta ADEILDA RAMOS






IDEALIZADORA DO EVENTO : JÔ A. RAMOS

POETAS: SÍLVIO, JOÃO E ADEILDA

















POETA JOÃO DE ABREU